"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Iniciação



“É sabido que a finalidade última dos mistérios antigos para aquele que se encontrava na posse das sete chaves vivas da vida superior, era conduzir o epopto – iniciado de último grau – à investidura da “Áurea de Fogo” ou Corpo Solar, segundo os chamou Virgílio e denominou Astroeides, ou princípios cósmicos do homem, o esoterismo pitagórico.

O caminho para o seu logro não podia ser outro que os processos místicos ou purificações rítmicas de acordo com a luz anual solar sobre os quatro signos cardiais do zodíaco, mencionados nos versos áureos como a tetractris sagrada, imenso e puro símbolo.

Tais práticas catárticas, de crescimento e purificação integral, associavam-se com os processos da natureza, uma vez que significavam o início das quatro estações com as suas quatro ondas de vida.
Estas observâncias rítmicas possuíam, na verdade, uma altíssima finalidade telésica e teúrgica.

O exercício harmonizado de todas estas práticas e treinamentos desembocava na chamada anastasis ou “consciência continua”. Uma vez conseguida a suprema finalidade dos mistérios, o epopto, podia penetrar nos mundos sem perder a continuidade da consciência, o que equivaleria a antecipar os estados posmorterm da alma, ou seja, atingir o desdobramento voluntário mantendo a mesma lucidez fora e dentro do corpo. Apesar do segredo imposto, Plutarco e Cícero, dão indício desta experiência iniciática quando afirmavam: “Só posso dizer que, desde agora, não temerei a morte.”

Deste modo conseguia o epopto a faculdade de atravessar as fronteiras do mais além e assim permanecer consciente nos planos subtis do Cosmos, conhecendo experimentalmente todos os estados da psique sem sofrer os letargos temporais e turvações que a acompanham”


JOSEFINA MAYNADÉ

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