"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

"Senhor dos Anéis" - de J. R. R. Tolkien

“TODOS temos acesso pelo menos a dois mundos — aquele em que vivemos e aquele em que podemos sonhar e imaginar. Na literatura de fantasia, podemos entrar directamente no mundo dos sonhos e encontrar um lugar tão real que podemos aprender e crescer a partir da nossa experiência nele mesmo. Experimentando uma grande história podemos ser transportados directamente para os interiores mais recônditos do universo dentro de nós, que todos partilhamos, podendo abrir a porta para os mistérios do mundo interior. Este processo transformacional pode ser visto especialmente no encontro do leitor com o Senhor dos anéis, por J. R. R. Tolkien.


Escrito principalmente entre 1937 e 1949 (que coloca a maioria da escrita durante a segunda guerra mundial), o Senhor dos anéis não se tornou um best-seller até a década de 1960. Apesar do início tardio, pode sem dúvida ser chamado a maior obra de ficção do século XX. Os seus temas principais — O bem contra o mal, amizade, a importância do indivíduo a reverência pela natureza — são tão relevantes hoje, como quando o livro foi escrito. Cada capítulo tem passagens que podem ser interpretadas de várias maneiras, de acordo com as crenças religiosas e filosóficas de cada um. Mary McNamara, um escritor da equipa do Los Angeles Times, disse, "50 milhões de cópias da trilogia e 40 milhões de cópias de seu precursor, o Hobbit — foram vendidas em 35 idiomas, o que coloca a obra de Tolkien em algum lugar entre a Bíblia, ‘o pequeno livro vermelho de Mao’ e aquele menino feiticeiro, Harry Potter." A New Line Cinema já gastou 300 milhões na esperança de que os seus esforços para traduzir a história para a tela irão produzir os filmes do século.

O Senhor dos anéis é a história de "a sociedade do anel," constituída pelo mago Gandalf, o cinzento, dois homens (Aragorn e Boromir), o elfo Legolas, o anão Gimli e quatro Hobbits (pequenas pessoas com grandes corações, Merry, Pippin, Sam e Frodo, o portador do"anel"). O livro segue as aventuras da sociedade como eles partiram para destruir o um anel, o símbolo máximo do mal. Se não conseguirem e a guerra para ganhar o controlo do mesmo for ganho pelo senhor das trevas, Sauron, a vida, como era conhecida vai acabar e o povo livre da Terra-média será escravizado.

Para salvar a Terra-média, o anel — o anel governante — criado há muito tempo pelo senhor das trevas, Sauron, deve ser destruído, atirado para as ravinas da perdição, onde foi originalmente forjado. Ninguém, nem mesmo um grande mago ou guerreiro pode usar o anel sem ser corrompido pelos seus poderes de sedução. Frodo relutantemente voluntariou-se para o levar para a sua destruição. Elrond, o imortal, portador do maior dos anéis dos elfos — Vilya, o anel azul — concorda que essa missão é o destino do Frodo: "Acho que essa tarefa é indicada para ti, Frodo; e que, se tu não encontrares uma maneira, ninguém o fará."

Nós mesmos, que ainda não destruímos os produtos do anel — o nosso desejo de poder, a nossa ganância, egoísmo, orgulho e luxúria — podemos aprender com as acções destas personagens.”

Helene Vachet

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