"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Satã


Várias foram as seitas que se formaram nos primeiros tempos após a morte de Jesus e que seguiam os seus ensinamentos. Entre estas algumas eram mais conhecedoras dos mistérios, do real significado dos símbolos, das verdades e delas, maioritariamente, faziam parte os homens letrados. Uma outra, proliferava nas camadas mais iletradas da sociedade possuindo deste modo muitos mais integrantes nas suas fileiras, no entanto, a subtileza da verdade subjacente aos símbolos e mitos era-lhes incompreensível e assim dogmatizaram a verdade. Esta última seita é a origem da Igreja Católica.

Nos seus primeiros tempos e à mediada que ia crescendo, a Igreja Católica eliminou todas as outras seitas “concorrentes”, exterminando os seus seguidores, até ser ela a única. Mas com isto, à medida que se sentava no trono do poder, escrevia com fogo o seu fim no futuro. Embora possuindo os mesmos símbolos que os cristãos esotéricos, nunca possuiu a chave para os desvendar, esta estava na posse daqueles que ela assassinou.

Eis um facto, a maior Lei da Vida é a evolução. Assim mesmo o Homem evolui e a sua mente evolui e assim, um dia, as massas católicas vão atingir o patamar interior de inquerir pela verdade para além do dogma, uma necessidade que em verdade nasce no coração e que a mente é incapaz de travar.

Satã, como muitos outros símbolos e ideias, foi subvertido pela ignorância do que significa, por questões de interesse e de crescimento do número de fiéis. Fez-se de Satã o bode expiatório que durante séculos carregou com os erros e os excessos daqueles que lhes apontavam o dedo acusando-o como sendo o foco do mal. Prática esta continuada por todas as religiões que tomaram por base o Antigo Testamento.

Uma maior abominação teve o seu inicio, quando grupos descontentes com a religião decidiram eles próprios criar uma nova religião cujas práticas seriam opostas às práticas das religiões das massas. Deram-lhe o nome de Satanismo. Pior o erro que a emenda. Pois embora possam ser apontados muitos erros às religiões “dos Testamentos”, e não possuindo estas Mistérios menores e muito menos Mistérios Maiores, não deixaram estas de ser influenciadas por estes Mistérios no seu inicio, e como tal possuem em si uma ética e moral que durante determinado período de tempo tem poder suficiente para elevar o homem acima da sua animalidade e assim sendo são válidas no processo de aperfeiçoamento ao qual o homem constantemente está sujeito. Estes grupos, intitulados satânicos, o que fizeram foi enterrar as próprias cabeças ainda mais no buraco da ignorância. Com isso apenas desenvolveram em si o egoísmo e à sombra do mesmo alimentam aquilo que deviam matar à fome, ou seja, as suas incapacidades, desejos, vícios e perversões.

Satã é o senhor das provas e não as provas em si. É aquele que coloca diante do homem a tentação, não para que ele caia nela, mas para que ele a supere pois pela superação supera-se a si mesmo. Na evolução humana, este é o caminho que nos está destinado para que despertemos a consciência. Sucessivas provas durante toda a vida para que conheçamos tudo o que é conforme com a Lei e tudo o que não é conforme com a lei.
Se Satã traz a gula é para o homem aprender a controlar o seu apetite e não para se deleitar na comida até se tornar obeso. Se falhar na prova a dor aguarda-o para lhe mostrar que errou e deste modo despertará nele a consciência do caminho que devia ter tomado e do caminho que deve tomar então. Se superar a prova o seu prémio é a vivência da verdadeira liberdade, que resulta assim do domínio da sua personalidade.

A Tradição Esotérica diz-nos que existe um número de entidades que estão directamente relacionadas com a evolução humana e Satã é o nome de uma dessas entidades não significando com isso que seja singular. Como referi anteriormente, a  função de Satã é a de chamar o homem à razão e como diz Arthur coon “para conseguir este feito é necessário ele (Satã) assumir o papel de Adversário, colocando diante do homem inúmeras dificuldades, problemas e tentações com as quais o homem terá de lutar de maneira a ganhar força e sabedoria na superação das mesmas”.

Esta verdade está velada em muitos mitos espalhados por todo o mundo. Nos países nórdicos Satã tem o nome de Loki, este, através das suas partidas incita os Deuses a usarem a mente para sair das situações. Assim, da mesma forma que um corpo físico se torna vigoroso pelo bom uso do mesmo, assim também a mesma lei se aplica à mente e às emoções.
No Egipto surge na forma de Set. De todos os mitos egípcios, talvez o mais conhecido no ocidente seja o que envolve Osiris (O homem divino, ou Ego imortal que encarna na matéria), Horus (a mente humana que lutando contra Set desperta  o seu potencial, ou seja, revela o seu deus interior) e Set (o Adversário que instiga Horus através das provas). Na Ásia menor Set era representado muitas vezes pelo burro. Agora prestem atenção ao mito que descreve a entrada de Jesus em Jerusalém. Jesus sentado em cima do burro, não é nada mais nada menos que a vitória do Homem sobre as provas da vida, que de uma outra forma quer dizer, o domínio da sua personalidade. Quando assim é o homem atinge um estado elevado de consciência, esta parte do mito é descrita pela entrada em Jerusalém, Jerusalém significa a cidade da Paz. Os hindus chamariam a este estado o Nirvana.

Na Pérsia temos Airyaman, nos textos védicos temos Kuveda, nos povos latinos Lúcifer, o Prometeu Grego, etc…

Acordai do vosso sono.
Deixai de adorar um vaso de ouro. Procurai a ambrósia que está no seu interior.
A verdade está dentro de vós mesmos. 

Jesus e os Mistérios

Indaguem para além da forma aparente daquilo que os vossos sentidos físicos captam e que a vossa mente racional mede, pesa e compara, pois os Mistérios estão para além das formas. Os ignorantes alimentam-se das formas, os sábios da verdade.

Uni-vos pelo exterior, o mundo da ilusão e verdadeiramente estais-vos a separar. Uni-vos pelo interior, o mundo da verdade e  vivereis eternamente no Amor.



O Ponto é a origem de todas as coisas. Não possui dimensões, portanto está fora do Tempo e do Espaço. É a potência, origem da vida. E numericamente é (I), o Pai.
O círculo, é o limite, representa a substância primordial, a matriz cósmica da qual toda as formas são construídas, é a Mãe.

“Eu sou Alfa e Omega”, eu sou AO, eu sou um e zero, eu sou I0, Eu sou Pai e Mãe.

O número I0 encerra os mistérios da vida contida dentro da manifestação. É a semente com toda a infinita potencialidade de vir a ser uma árvore, no entanto ainda é semente. É o Homem na eminência de vir ao mundo contendo no seu interior toda a potência de Ser no entanto ainda não É pois somente a Obra o revelará. O I0 encerra todo o ciclo que foi a construção da semente.

“SUS” é um prefixo egípcio que significa filho.

Juntai “SUS” ao numero I0, “I0-SUS”, e tereis a ideia do nascimento, do nascimento do filho divino.
É o Homem vindo ao mundo, mas é mais que o nascimento, é a revelação do Deus que cada Homem possui no seu interior, do seu Eu superior, que se revelará durante a vida pela obra que cada um realizar fora e dentro de si mesmo.

IO SUS ou JE SUS, é uma fórmula dos Mistérios, não é um homem, mas todos os Homens são a manifestações dela. É o Objectivo final da vida de cada um de nós, Sermos o Homem perfeito na manifestação. Como foi há mais de 2000 mil anos um homem, que tendo sido discípulo, caminhando durante tempos sem fim na senda do conhecimento interior, atingiu a máxima expressão do seu Ser, tornando-se um IOSUS, JESUS. 

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