"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Conquista-te



“Ama-te e está atento,
Hoje, amanhã e sempre.

Primeiro põe-te a caminho,
Depois ensina os outros
E vence o sofrimento.

Para endireitar o torto,
Deves começar por algo mais difícil:
Endireitar-te a ti mesmo.

És o teu único mestre.
Quem mais?
Conquista-te
E descobre o teu Mestre.”

Dhammapada
Os ensinamentos de Buda

Aventuras na Serra de Talhadas

Um bem haja a todos.

Com o intuito de divulgar o património arqueológico do distrito de Aveiro, deixo-vos aqui algumas fotos da minha última expedição perto da localidade de Talhadas, distrito de Aveiro.

Antes de começar, gostava de deixar aqui expressa a minha tristeza, por mais uma vez ter encontrado estes belíssimos lugares num estado de preservação péssimo. Há, pois, “encontrar”,  porque é necessário uma bela dose de boa vontade para os encontrar, pois a sinalização é praticamente nula ou confusa. A todos os interessados, aconselho que façam um estudo prévio da zona através de mapas e da informação que vão encontrando esparsamente pela net.

Era o meu objectivo ter tirado as coordenadas dos locais para evitar que quem esteja interessado em  visitá-lo não pene em encontrá-los, mas o GPS também não colaborou. Para já ficam somente as fotos (para verem com mais definição basta "clicar" na foto).

Anta do poço dos Mouros

Anta do poço dos Mouros - vista da câmara

Esta estrutura surpreendeu-me pois não é normal encontrar antas cuja cobertura seja em Pedra. O conjunto deve ter entre 10 a 14 metros de diâmetro. Não possui cobertura, possivelmente as lajes maiores tenham sido retiradas, como é hábito, para alguma construção em alguma altura do passado. No seu estado não destruído, esta construção devia ser magnifica.

Numa exploração que realizei pela zona ao redor, encontrei o petroglifo anterior. Desconheço se está ou não documentado, pessoalmente não encontrei registo dele. As marcas assemelham-se a duas pegadas humanas gravadas no granito. 
Vista do alto de Santa Maria da Serra

Estes locais situam-se na vertente oeste, a 400 metros da capela de Santa Maria da Serra, vale a pena subir mais estes metros, até à capela pois a vista compensa. ao fundo a Ria de Aveiro reflecte o vermelho do sol que caminhava para o seu ocaso.
Alías, uma boa forma de encontrar estes locais acaba por ser pelos monumentos católicos que existem nas cercanias, devido ao velho hábito de profanar lugares religiosos ancestrais.
  
partindo para Este, aconteceu um daqueles momentos em que desejamos ter uma boa objectiva mas, o sentimento de regozijo pelo brinde da mãe natureza ajuda a ultrapassar a questão materialista. Uma bela raposa que surgiu no caminho.

seguindo a estrada que a raposita seguiu a correr, a 1,5 quilómetros encontramos a chamada tumba do Rei. Aparentemente parece que seja um monumento funerário. As suas dimensões devem ser 1 x 0.5 metros.

Tumba do Rei 

Regressando ao carro segui para uma terra próxima, Cedrim, para um local conhecido por Castelo. Abençoado GPS que desta vez colaborou, embora haja sinalização, possivelmente somos capazes de nos perdermos sem auxilio de outros meios. Bem, aqui fui à procura de um Castro (uma zona habitacional) mas para variar nada encontrei e de uns petroglifos, este sim encontrei. Onde? no cimo de um rochedo, ao lado de uma cruz de ferro que alguém lá colocou.

Cedrim - Castelo 

Aqui está o petroglifo, que destaquei com areia, muito curioso e sem dúvida um bom elemento para reflexão. 



Petroglifo do Castelo 

A vista deste local é única, o por do sol deste ponto é lindo e possivelmente o autor desta obra também o deve ter achado, algures muitos séculos atrás.



Todos estes locais são sagrados, mágicos, por isso, nos vossos passeios respeitem-nos. É nosso dever preservá-los e esforçar-mo-nos para que as autoridades competentes façam mais por eles.

Abraços Fraternos

Preserverança

Disse um Mestre:
“ Porque procurais por Deus? Não vos canseis mais, ele está no vosso interior, procurai sim fazer com que ele se manifeste.”

Conhece-te a ti mesmo, conquista-te, supera-te e cuida a cada instante do jardim do qual és uma flor.

Está atento à vida, porque a cada instante, a cada prova que atravessas quer sofras ou sorrias, ela insiste em despertar a tua consciência adormecida para o caminho que podes percorrer conscientemente. Esta é uma Lei.

Existe um único caminho pelo qual toda a humanidade caminha. Uns vão mais à frente e outros mais atrás. Mas no final  nem um único homem ficará para trás.

Age conscientemente, guia-te pelo dever de ser Homem. Não és um animal embora o animal te tente para possuir o trono que está ocupado pela tua Humanidade.


“Assim diz o Sábio:

Por que queres abster-te da acção? Não é assim que a tua Alma conseguirá a sua liberdade. Para chegar ao Nirvana é preciso chegar ao conhecimento de Si próprio, e o conhecimento de Si próprio é filho de acções caridosas.

Tem paciência, candidato, como quem não teme falhar, nem procura triunfar. Fixa o olhar da tua Alma na estrela cujo raio és, a estrela flamejante que brilha nas profundezas sem luz do ser eterno, nos campos sem limite do desconhecido.

Tem perseverança, como aquele que tem de sofrer eternamente. As tuas sombras vivem e desaparecem; aquilo que em ti viverá para sempre, aquilo que em ti conhece (porque é o conhecimento) não é da vida transitória; é o Homem que foi, que é, e que há de ser, para quem a hora nunca soará.

Se queres colher a suave paz e o descanso, discípulo, semeia as sementes do mérito nos campos das colheitas futuras. Aceita as dores da nascença. Afasta-te da luz do sol para a sombra, para dares mais espaço aos outros. As lágrimas que regam o solo árido da dor e da tristeza fazem nascer as flores e os frutos da retribuição karmica.

Da fornalha da vida humana e do seu fumo denso, saltam chamas aladas, chamas purificadas, que, erguendo-se alto, sob o olhar karmico, tecem por fim o tecido glorioso das três vestes do Caminho.!”

A Voz do Silêncio
H. P. Blavatsky

Justificar



“A aspiração do homem não deveria limitar-se a não ser culpado, mas, sim, a ser Deus.”

Plotino

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