"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Sobre os primeiros cristãos

Continuação do Post anterior.

Julgo que a maior parte de nós sabe, por pouco que seja, alguma coisa do texto do Génesis. Bem, esse é um texto tremendamente alegórico e simbólico, um texto que interpretado pelo cristianismo actual, entre outras coisas, fala do Pecado cometido por Adão e Eva ao desrespeitar o mandamento imposto por uma divindade em não comer do fruto proibido. Será essa a verdadeira interpretação? O Post seguinte lança algumas luzes sobre o Texto do Génesis na forma como os Ofitas o poderiam interpretar.

A maioria das pessoas é da ideia que o cristianismo foi sempre um único grupo que foi crescendo com o tempo, tento Jesus como fundador, mas o que certo e demonstrado pelo história é que após a morte de Jesus formaram-se várias ceitas cristãs e que entre estes cristãos “primitivos” nunca Jesus foi considerado um Deus.

O cristianismo como o conhecemos hoje foi crescendo pelas classes mais baixas e menos intelectuais da época e como tal foi-se despindo de muitas ideias filosóficas e  de mistérios maiores ao ponto das mesmas verdades se tornarem quase como um estorvo à evolução desta facção popular. Aumentando esta facção massivamente o número de fiéis nas cidades romanas, mais por uma questão politica do que de fé, o imperador Constantino “apadrinha-a” e converte o Império Romano à mesma.

Pessoalmente, não encontro justificação para o que aconteceu de seguida a não ser o efeito ébrio do poder e egoísmo. A facção reconhecida pelo império, ou a “Igreja” começou a perseguir e a eliminar tudo e todos que tomava por “concurrência”.

O texto seguinte pertence à cosmogonia dos primeiros cristãos, neste caso os Ofitas. Esta seita foi uma daquelas que foi perseguida e eliminada. As ideias contidas neste texto, tal como no Génesis, possuem um simbolismo muito profundo. Mesmo numa leitura linear não é um texto fácil e os primeiros parágrafos são prova disso. No entanto à medida que se aproxima do final vai ficando mais claro pelo menos na chave mais mundana.

Que cada um conclua o que quiser, mas uma das ideias que se retém segundo o texto Ofita é que meio mundo anda a venerar uma divindade puramente materialista, Ilda-Baoth como os Ofitas a designavam. Ilda-Baoth é o Deus Supremo hebraico e pela ânsia que a Igreja teve em fazer de Jesus o Messias descrito no Antigo testamento, o Deus do cristianismo actual.


O Absoluto (Divindade não manifesta ou Deus dos Mistérios) que não possui qualquer nome emana de si uma potência andrógina. O Princípio feminino desta potência é Bythos que simboliza o véu, o abismo infinito e insondável, símbolo abstracto do Cosmos. O Princípio masculino tem o nome de Sigé. Da acção generativa dos dois princípios resulta uma nova potência, Ennoia, o Logos ou Verbo criador, a Mente.

Por sua vez, Ennoia emana a entidade andrógina, Christos constituída pelos elementos Christos ou Ophis e Sophia. Estes dois princípios “são respectivamente a sabedoria masculina e a sabedoria feminina, ou de outro modo, a Sophia maior, Sophia Pneuma (Espírito Santo imanifesto ou mente arquétipa de todas as coisas) e Sophia menor (Ophis) ou Espírito santo manifesto..”* Foi esta última potência, Ophis, que se manifestou no humano Jesus.

“Sophia, incapaz de criar por si mesma o mundo objectivo, emana do seu próprio ser Achamoth, que desce aos caos e colhida pela densidade da matéria, desorienta-se e extravia-se; mas, obstinada não obstante em formar um mundo objectivo, move-se sobre o caos para vencer a inércia dos elementos, até que, atolada, por assim dizer, de matéria e não podendo mais desembaraçar-se dela, emana de si mesma o Criador (O Demiurgo) do mundo objectivo, Ilda-Baoth…”*

“Depois de ter produzido Ilda-Baoth (de criança + ovo ou vazio) sofreu muito Achamoth pelo contacto com a matéria, até que ao fim de muitos esforços, escapou do pegasojo caos. Como não conhecia o Pleroma, região materna, chegou ao espaço intermédio e desprendendo-se das partículas materiais que estavam aderidas à sua natureza espiritual. Então levanta uma grande muralha entre o mundo mental e o mundo físico, desta forma Ilda-Baoth resulta ser o “filho das trevas”, o criador do mundo pecaminoso ou o aspecto físico do mundo.

Ilda-Baoth emana de si mesmo, à sua própria imagem, seis entidades astrais reflexos uma das outras, mas mais  tenebrosas à medida que de distanciam do seu progenitor, com o qual ocupam as sete regiões dispostas a partir do espaço intermédio, onde está a região da sua mãe, Achamoth, até à terra ou sétima região. Temos assim que Ilda-Baoth e as suas seis emanações são os espíritos das sete esferas planetárias, em cujo término está a Terra. Os nomes dos sete espíritos planetários são: Ilda-Baoth, Jove ou Jehovah, Sabaoth, Adonai, Eloi, Uraios e Astaphaios. Os quatro primeiros (sem contar com Ilda-Baoth) correspondem indistintamente ao “Senhor Deus” dos Hebreus; e os últimos dois são os génios do fogo e da água na cosmogonia nazareno-ebionita.

Mas Ilda-Baoth não era uma entidade puramente espiritual, mas sim, ambicioso e soberbo, desdenhou a luz espiritual do espaço intermédio que a sua mãe Achamoth lhe oferecia e quis criar um mundo à sua semelhança. Auxiliado pelos seus seis filhos, os génios planetários, criou o homem; mas fracassou na sua obra, porque aquele homem era um monstro sem alma, ignorante, que se arrastava pelo solo como uma besta. Então, Ilda-Baoth implora pelo auxílio da sua mãe espiritual, que lhe transmite um raio de luz divina, com o qual anima o homem material. Dotado assim de alma, obedece ao impulso da luz divina e eleva-se mais e mais, até transcender a imagem do seu criador Ilda-Baoth e mostra semelhanças com Ennoia, o Homem arquétipo.

Tomado de raiva e inveja, Ilda-Baoth rebenta em animosidade pela sua criatura e colocando a sua vista envenenada no abismo da matéria, reflectiu-se a a sua paixão nela como num espelho, com tal intensidade que do abismo surgiu Satã cuja inteligência espiritual está misturada com ódio, inveja, falácia e o que mais existe de vicioso, ruim e grosseiro da matéria.

Cada vez mais maldoso, Ilda-Baoth ao ver a progressiva perfeição do homem, cria os reinos mineral, vegetal e animal com todos os seus maus instintos e viciosas qualidades; mas impotente para abater a arvore do conhecimento, que cresce em cada uma das regiões planetários, resolve-se em separar o homem da sua protectora espiritual e proíbe-o de comer o fruto da arvore por temor que descubra os mistérios do mundo superior. Mas Achamoth, que protegia e amava o homem por tê-lo animado, enviou o seu filho Ophis em forma de serpente para induzir o homem a comer o fruto da árvore. E quando o homem quebrou essa ordem tão injusta e egoísta, capacitou-se subitamente para compreender e abarcar os mistérios da criação.

Ilda-Baoth vingou-se do primeiro casal humano encerrando-os numa masmorra de carne, indigna da sua natureza, onde todavia estão escravos. Mas Achamoth, que continuava protegendo o homem, estabeleceu entre ele e a mansão celeste uma corrente de divina luz para a sua iluminação espiritual.

Comovida Achamoth pelos males que não obstante a sua protecção afligem a humanidade, suplica à sua mãe celeste Sophia que envie do desconhecido abismo Christos, filho e emanação da virgem celeste em auxilio da humanidade em decadência, pois Ilda-Baoth e os seus seis filhos materiais desviam dele a luz divina.

Achamoth disse então ao seu filho Ilda-Baoth que o reino de Christos seria somente temporal e fiando-se disso, envia Ilda-Baoth o seu próprio mensageiro e protejido o profeta João Bautista, da estirpe de Seth; mas unicamente escutaram a sua palavra os nazarenos que adoravam Iurbo-Adonai (uma das emanações de Ilda-Baoth). Para além disso, Achamoth induziu Ilda-Baoth a engendrar o homem Jesus na Virgem Maria para que fosse o seu reflexo na Terra, pois a formação de uma entidade física na Terra correspondia por natureza a Ilda-Baoth por não estar nas obrigações de uma potência mais elevada.

Quando nasceu Jesus, uniu-se o Chistos perfeito a Sophia (Sabedoria e Espiritualidade) e foi descendo através das sete regiões planetárias de cuja respectiva forma se ia revestindo para velar a sua verdadeira natureza aos génios dos planetas, ao passo que absorvia destes as chispas de luz divina que retinham na sua essência.

Assim pode infundir-se Christos no corpo de Jesus no momento do Baptismo no rio Jordão. Desde então operou Jesus milagres, pois até aí estava de todo ignorante da sua missão.

Ao se aperceber Ilda-Baoth de que Christos ameaçava derrotar o reino da matéria, colocou contra ele os judeus ( o seu povo escolhido) que o condenaram à morte. Pouco antes de morrer Jesus na cruz, a duada Christos-Sophia abandonou o seu corpo e restituiu-se à sua própria esfera. O corpo Físico de Jesus ficou na Terra, mas ele seguiu actuando num corpo formado por éter.”*

* Isis sem Véu
H. P. Blavatsky

Páscoa





Estamos a chegar à Páscoa e aqui no ocidente, este período, de uma maneira ou de outra surge-nos sempre na agenda.
Embora a Páscoa tenha servido de mote para este post, acaba mais por funcionar nestas linhas, como uma porta psicológica que permite a entrada um pouco mais além na consciência do leitor para assuntos relacionados com Religião.

Blavatsky, essa Grande Senhora que tanto nos legou e que ainda continua a ser uma desconhecida para a maioria das pessoas, dizia que “Não há religião superior à verdade”. Religião é uma palavra que vem do Latim e significa “voltar a ligar” Re-Ligare, assim, constituindo a Verdade um eixo, o “Áxis Mundi”, a partir desse eixo, qual gérmen de um cristal, toda uma estrutura é construída. Esta é transmutadora de todas as partes que a formam, ao ponto de somadas as capacidades de dois elementos desse conjunto (1+1) não iremos obter 2 mas sim 3, (1+1=3), ou seja, algo mais.

 O que nos deve ligar como Humanos não devem ser dogmas, nem suposições, nem mentiras mas sim a Verdade. Porquê? Este porquê é fácil de entender, quando alguém estabelece um vínculo assente numa mentira, é fácil para todos nós vermos que basta a mentira ser descoberta e a união transforma-se em partidarismo e conflito entre as partes. Embora o uno seja constituído por partes e entre estas se gere sempre um conflito, este é um conflito dinâmico que permite a projecção do Uno ao longo do tempo, ao passo que um conflito entre partes num processo de dissociação funciona sempre como qualquer força de decomposição da natureza, cujo objectivo é decompor qualquer forma nos seus elementos mais simples para poderem ser absorvidos pela matriz natureza.

Penso que foi num dos livros de Paulo Coelho que li a seguinte história: Os elefantes quando pequenos são presos com uma corda pelo pé a uma estaca firmemente enterrada no solo. Eles tentam, tentam mas não conseguem libertar-se e à medida que vão crescendo começam a desistir, ao ponto de serem adultos e bastar um simples puxão para arrancarem a estaca. Mas não o fazem porque pensam que não vão conseguir e assim deixam-se ficar presos para o resto da sua vida.
Com o seu humano passa-se algo semelhante, durante anos e anos ouve ladainhas, ao ponto de ficar preso às mesmas. Em pequenos, quando tínhamos dúvidas e questionávamos os maiores, estes diziam-nos: “é assim acredita”. Crescemos e aos poucos fomos perdendo a coragem de nos questionar porque as respostas eram sempre as mesmas e desistimos, incapazes de ver que agora possuímos toda a força necessária para sermos nós a encontrar por nossos meios essas respostas.

Não podemos desistir, nem aceitar sem mais nem menos aquilo que nos dizem. Aqueles que nos dizem “aceita e cala”, ou não sabem o porquê daquilo que nos dizem, ou são egoístas e movidos por motivos inferiores pois desta forma, pela não partilha daquilo que em verdade é de todos, ou seja a verdade, controlam-nos ou pensam que nos controlam.

É certo que cada um só recebe aquilo que está preparado para receber e deve aquele que recebe estar disposto a “morrer” para renascer de novo com o que lhe foi transmitido. Por exemplo para se ser sapateiro, à que ser aprendiz e quando todos os mistérios da arte de sapateiro lhe forem passados, pelo esforço, pela dedicação, pelo mérito e este aprendiz se tornar a manifestação da própria arte de fazer sapatos, não mais a sua vida será a mesma, ele renasce, ele torna-se um Iniciado nesses mistérios.

Defendo que o Homem tem o direito de viver num mundo justo e esforçar-se por implementar essa justiça. A falsidade não tem lugar num mundo assim, porque aquele que mente somente pensa nele próprio. Pensar nele próprio é uma característica, perdoem-me, do reino animal, os animais em todas as suas experiências têm como único objectivo despertar o ego individual nós já passamos por tal, o objectivo do reino humano, sim do reino humano, porque ser homem não é ser animal, é despertar, como poderei dizer, o Nós, ao contrário do animal que a cada dia desperta o eu.

Os gnósticos, nome genérico atribuído a vários grupos filosóficos ecléticos que ensinavam o conhecimento ancestral, por alturas do primeiro século, sustentavam que o Antigo testamento teria sido inspirado por uma divindade subalterna e não pelo Deus supremo como os judeus defendiam.

Relativamente a Jesus, somente a partir do ano de 141 d.C., era de São Justino, é que começou a ser visto como divindade.

No entanto, “não há prova alguma no novo testamento da divindade de Jesus aos olhos dos seus discípulos, os quais nem antes nem depois da sua morte lhe prestaram honras divinas, simplesmente o chamavam de “mestre, ou seja, o mesmo título com que Pitágoras e Platão honravam os seus…Nem Jesus se proclamou jamais idêntico ao seu Pai e mesmo que se chama-se filho de Deus, dizia também que todos os homens são filhos do Pai Celestial. Esta Doutrina deriva legitimamente da ensinada muitos séculos antes por Hermes, Platão e outros Filósofos.” H.P.B ou seja, Jesus feito Deus foi uma criação do cristianismo.

Amónio Sacas, filósofo que viveu em Alexandria entre 175 – 242 d.C. disse que “o Propósito de Cristo havia sido restaurar na sua prima pureza a Sabedoria Antiga e eliminar das religiões ao erros que com que a superstição as alterava.”

Note-se, o Cristianismo que conhecemos hoje só começou a tomar forma a partir do concilio de Niceia, 325 d.C.. Neste concílio, de entre outros temas debatidos, foram escolhidos os quatro evangelhos que fariam parte do Novo testamento. Como foram escolhidos dos inúmeros textos que existiam na altura? À falta de consenso, alguém propôs que se deixassem todos os textos em cima do altar e que a divindade escolhesse. Na manhã seguinte, ao entrarem na igreja, em cima do altar estavam 4 textos, os 4 evangelhos e no chão os restantes, milagre disseram. Os restantes textos foram considerados como apócrifos e contrários à nova fé. Pelos vistos, ninguém se questionou com quem ficou a chave naquela noite. Mais, este acto de adivinhação que praticaram parece ter ficado esquecido, porque nos séculos seguintes matou a Igreja milhares e milhares de pessoas por praticarem vaticínios, artes de adivinhação, etc. etc.

Jesus foi um homem, possuidor de um grande espírito, tal qual como Gautama, Buda, que quis reformular, endireitar as práticas desviantes do judaísmo da altura. Jesus, como Iniciado que foi, tinha o conhecimento de várias práticas terapêuticas que aos olhos de muitos na altura eram incompreensíveis mas não eram tão invulgares como se julga hoje em dia. Alguns dos seus milagres nunca existiram e são simplesmente alegorias para mistérios maiores alguns são cópias de textos alegóricos que surgem noutros livros sagrados, por exemplo, o texto sobre a ressurreição da filha de Jairo está copiado de um prodígio semelhante realizado por Krishna e que vem no texto Hindu Hari Purana.

 Os gnósticos, nome genérico atribuído a vários grupos filosóficos ecléticos que ensinavam o conhecimento ancestral, sustentavam que o Antigo testamento teria sido inspirado por uma divindade subalterna e não pelo Deus supremo como os judeus defendiam e defendem.

A Páscoa Judaica é celebrada na primeira lua cheia a seguir ao equinócio da primavera e a cristã no primeiro domingo seguinte à lua cheia. Isto não é casual e tem um profundo significado mistérico. Nas antigas mitologias o Sol é a manifestação da divindade suprema no nosso sistema solar, a lua representa entre outras coisas, uma divindade subalterna que rege as formas etero/ físicas na terra. Os primeiros padres cristãos na ânsia de querem divinizar Jesus e associá-lo ao Deus judaico, Jeovah, Deus lunar e não solar, utilizaram muitos dos mesmíssimos calendários e rituais daqueles que classificavam como pagãos e relativamente à Páscoa, para não a sobreporem a comemoração à judaica transladaram-na para o domingo seguinte. Para quem não sabe, os dias da semana são sete como são sete os principais astros do nosso sistema, sendo o domingo consagrado ao Sol. Assim a Páscoa cristã é um misto confuso de celebração Solar e Lunar.

A Igreja, ao classificar de pagãos os povos que praticavam cultos a várias potências, dizendo que não tinham um Deus único age de uma forma verdadeiramente absurda. Pois, entre os altos sacerdotes Iniciados de todos os tempos sempre se teve presente um princípio único, incognoscível, eterno, de onde tudo irradia. O povo tal e qual como acontece hoje em dia, incapaz de compreender este conceito, necessitava de princípios inferiores que conseguisse compreender e que lhe pudessem servir de guia. Se civilizações como a egípcia são consideradas como pagãs, o que se poderá dizer da civilização actual que presta culto às inúmeras virgens, santos, beatos, anjos, etc. etc…..?

Propositadamente coloquei aqui pontas soltas, não creiam nelas, investiguem-nas e concluam por vós mesmos aquele que é um dos maiores mal entendidos da história. Se quiserem começar a investigar por algum lado, leiam a obra  Isis Sem Véu. Lá irão encontrar tudo do que aqui escrevi, muito mas muito mais profundo.

Queria publicar aqui um texto cosmogónico dos primeiros cristãos mas como me alonguei naquilo que seria somente uma introdução vou deixar tal texto para publicar mais tarde. Esse texto embora muito simbólico dá para entender o grau que ocupa a divindade judaica e a relação que Jesus tem com a mesma.

Cumprimentos Fraternos 

Uma Prima Verdade

"Procura pelo fim no inicio"

“O universo manifesta-se pela expiração e dissolve-se pela inspiração da Essência desconhecida. Este ritmo de manifestação e não-manifestação, de criação e dissolução, sucede-se desde toda a eternidade e o nosso universo actual é um dos da infinita série que não teve princípio e não terá fim.”

Isis Sem Véu
H. P. Blavatsky

Primavera


"Tu surges belo no horizonte do céu
Ó Aton vivo, que deste início ao viver.
Quando te ergues no horizonte oriental, todas as terras enches da tua beleza.
Tu és belo, grande, resplandecente, excelso sobre todo o país;
Os teus raios iluminam as terras
Até o limite de tudo o que criaste.
Tu és  Rá e conquistas até o seu limite.
Tu as unes para  o teu filho amado.
Tu estás longe, mas os teus raios encontram-se sobre a Terra,
Tu estás diante (da gente), mas eles não vêem o teu caminho.

Quando tu vais em paz ao horizonte ocidental,
A terra fica na escuridão como morta
Os que dormem encontram-se nas suas camas,
As cabeças cobertas com mantas,
Um olho não vê o outro.
Se roubassem os seus bens que se acham debaixo das suas cabeças,
Eles nem perceberiam.
Todos os leões saem das suas cavernas;
Todas as serpentes, elas mordem.
A escuridão é (para eles) claro.
Jaz a terra em silêncio.
O seu criador repousa no horizonte.

Na aurora tu reapareces no horizonte.
Resplandeces como Aton para o dia sereno.
Tu eliminas as trevas e lanças os teus raios.
As Duas Terras estão em festa:
Acordadas e atentas sobre os dois pés.
Tu as fizestes levantar.
Lavam os seus membros,
Pegam as suas roupas,
Os seus braços estão em adoração ao seu nascimento.
A terra inteira põe-se a trabalhar.
Todo animal goza de sua pastagem.
Árvores e relvas verdejam.
Os pássaros voam de seus ninhos,
Com as asas (em forma de) adoração à tua essência (ka),
Os animais selvagens pulam em seus pés.
Aqueles que vão embora, aqueles que pousam,
Eles vivem quando tu te levantas para eles.
As barcas sobem e descem a corrente
Porque todos os caminhos se abrem quando tu surges.
Os peixes do rio movem-se deslizando em tua direcção
Os teus raios chegam ao fundo do mar.

Tu que procuras que o gérmen seja fecundado nas mulheres,
Tu que fazes a descendência nos homens,
Tu que fazes viver o filho no seio de sua mãe,
Que o acalentas para que não chore,
Tu, nutris de quem ainda está no colo,
Que dás o ar para fazer viver tudo o que crias.
Quando cai do colo para a terra o dia do nascimento,
Tu lhe abres a boca para falar
E provês as suas necessidades.

Quando o pintainho está no ovo (loquaz na pedra)
Tu ali dentro lhe dás o para viver.
Tu o completas para que quebre a casca
E dela sai para piar e completar-se
E caminhe com seus dois pés recém-nascidos.

Quão numerosas são as tuas obras!
Elas são irreconhecíveis aos olhos (dos homens)
Tu, Deus único, fora de Ti nenhum outro existe.
Tu criaste a Terra ao teu desejo,
Quando Tu estavas só,
Com os homens, o gado, e todos os animais selvagens.
E tudo o que dá sobre a Terra - e anda sobre seus pés -
E tudo aquilo que está no espaço - e voa sobre as suas asas.
E os países estrangeiros, a Síria, a Núbia, e a terra do Egipto.
Tu colocaste todo homem em seu lugar,
Proveste as suas necessidades,
Cada um com o seu alimento

E é contada a sua duração em vida.
As suas línguas são ricas de palavras,
E também seus caracteres e suas peles.
Tens diferenciado os povos estrangeiros.
E feito um Nilo Duat (isto é, o mundo subterrâneo)
Leva-o onde queres para dar vida às pessoas,
Assim como tu as criaste.
Tu, senhor de todas elas,
Que te cansas por elas,
Ó Aton do dia, grande em dignidade!

E todos os países estrangeiros e distantes,
Tu fazes que também eles vejam.
Puseste um Nilo no céu que desce para eles (isto é, a chuva)
E que faz ondas sobre os montes como um mar
E banha seus campos e suas regiões.
Quão perfeitos os teus conselhos todos,
Ó Senhor da eternidade!
O Nilo do céu é teu (presente) para os estrangeiros
E para todos os animais do deserto que caminham sobre os pés:
Mas o Nilo verdadeiro vem de Duat para o Egito.

Os teus raios trazem a nutrição para todas as plantas;
Quando Tu resplandeces, elas vivem e prosperam para ti.
Tu fazes as estações
Para que se desenvolva tudo o que tu crias:
O inverno para refrescá-las,
O ardor para que te degustem.

Tu fizeste o céu distante
Para brilhares nele
E para ver tudo, Tu único
Que resplandeces na forma de Aton vivo,
Nascido é luminoso, distante e também vizinho.
Tu apresentas milhões de formas de Ti, Tu único:
Cidades, povoados, campos, caminhos, rios.
Todo olho vê a ti diante de si
E tu és o Aton do dia sobre (a Terra).

Quando te afastas
E (dorme) todo olho do qual criaste a visão
Para não te ver sozinho.
(e não se verá mais) o que tu criaste,
Tu estás (ainda) no meu coração.
Não há nenhum outro que te conheça
Excepto o teu filho Nefer-kheperu-Rá Ua-en-Rá
Tu fazes com que ele seja instruído em teus ensinamentos e em teu valor.
A Terra está em tua mão
Como tu a tens criado.
Se tu resplandeces, eles vivem,
Se tu te pões no horizonte, eles morrem;
Tu és a própria duração da vida.
E se vive de ti.

Os olhos vêem beleza, enquanto Tu não te pões.
Deixa-se todo trabalho quando Tu te pões à direita (isto é, no Ocidente).
Quando tu resplandeces, dás vigor ao rei,
E agilidade para todos
Desde quando fundaste a Terra.

Tu te levantas para o teu filho
Que saiu do teu corpo
O rei do Vale e do Delta que vive da verdade,
O Senhor dos Dois Países Nefer-kheperu-Rá
O filho de Rá que vive da verdade,
O Senhor das coroas Akhenaton
Sublime de duração de vida:
E da grande esposa real, a senhora dos Dois Países Nefer-neferu-Aton Nefertite
Viva, jovem para sempre na eternidade."

Hino a Aton

Feliz Primavera

The Road

Um Bem-Haja a Todos.

Ontem tive a oportunidade de assistir a um filme cujo nome é The Road, onde o autor principal é Viggo Mortensen.



Sendo um filme passado num futuro apocalíptico, no qual um cataclismo destruiu praticamente toda a vida na Terra, permite ao espectador fazer contrastes de consciência entre o que é realmente valoroso e aquilo que é fútil. O filme conduz-nos também a uma dúvida, qual o limite que separa o ser humano do Animal.

Psicologicamente, para todos aqueles que se envolverem no enredo, é um filme muito forte, induzindo um certo estado de depressão, embora o remate do mesmo seja de esperança.

Aconselho-vos a verem-no.
Para finalizar deixo as seguintes questões, como pano de fundo para uma reflexão ou meditação, O que é ser-se Humano? Qual é o valor da nossa humanidade?

Cumprimentos Fraternos

Ser


“Cala a tua imaginação, retém os movimentos do teu coração, apaga os teus desejos e procura que a tua alma seja dona de si mesma.”

Pensamento do Grande Imperador-Filósofo Marco Aurélio in “Meditações”

Sobre Jesus


Como o Homem é tolo ao querer ocultar o fogo dentro de uma caixa de papel!

Quantas e quantas passagens foram alteradas por puro egoísmo intelectual, por puro egoísmo teológico…

“É impossível tapar o Sol com a peneira”, diz o ditado popular.

Sobre a Verdadeira Natureza de Jesus

“Porque lhes falas por parábolas” (1)
E responde como verdadeiro iniciado:
“Porque a vós, é vos dado a conhecer os Mistérios do Reino dos Céus; mas a eles não lhes é dado. Por isso falo por parábolas; porque vendo não vêm e ouvindo não ouvem nem entendem” (2)

(1)    (1) São Marcos XIII, 10
(2)    (2)São Marcos XIII,11 e 13

Quem tiver entendimento que entenda

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