"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Natal

O Natalis Solis Invicti era uma festa romana que se celebrava no solstício de inverno, próximo do dia 21 de Dezembro, em honra do nascimento do Sol interno.

Se a partir desta quadra, exteriormente os dias ficam maiores, onde pouco a pouco a luz vai ganhando tempo à noite, interiormente, quando o Sol nasce no coração do Homem e começa a iluminar os campos do seu ser, da sua personalidade, começa a revelar-se o caminho da Vontade, do Amor e da Inteligência que é o caminho da concretização de si mesmo.

Este Sol é conhecido como o Sol da meia-noite e no microcosmos que é o homem, toma o nome de Verdadeiro Eu, a verdadeira essência.

Aos nossos dias chegou a festa que todos nós conhecemos por Natal onde se celebra o dia do nascimento de Christos (palavra grega). Na linguagem dos Mistérios Chrestos era um candidato ou um neófito e Christos um iniciado. Christ é uma expressão mística para o Deus interior do Homem, ao passo que chrest é a natureza ainda não regenerada. Christ ou Cristo pode ser associado a Dionísio, Osíris ou Krishna, que irá encarnar em Chrest: a Humanidade, ou o Prometeu grego; através das provas de uma vida ou de vidas.



Este despertar interior, este nascimento do Sol que ilumina a alma, esta aurora divina que ilumina a pedra cúbica é a verdadeira festa que se comemora nesta quadra. Uma festa de jubilo e esperança, porque enquanto assim for o Homem compreenderá que possui o Deus em si, compreenderá que ele mesmo é um fino fio de luz que foi emanado do Criador.

Para todos aqueles que se questionam sobre qual é o sentido da vida, a resposta é: despertar o Sol interno. Não há nenhuma prova da vida, não há nenhuma dificuldade ou problema, que não seja para despertar a consciência que ainda está adormecida para este amanhecer.

A Sociedade pode dividir-se em 3 partes: Inocentes, Discípulos e Iniciados. Nos inocentes reside a quase totalidade da humanidade. Existem os inocentes por natureza, crianças toda a vida, onde a falta de consciência torna amena a imputabilidade das suas acções, mas a maioria dos homens que constitui esta parte é inocente porque leva a vida a julgar que a comanda e no entanto não é mais que um brinquedo das suas mesmíssimas acções. A sua inocência fá-los crédulos no comodismo dos dogmas e a eles se submetem como um cão a seu dono. Oh Homem, não sabes que foste criado para conhecer e transmutares-te?

Os Discípulos são poucos. Por vontade própria quebraram os grilhões que os prendiam na caverna da existência e olhando para si mesmos questionaram-se: Quem eu sou? E na demanda desta resposta caminham em direcção ao amanhecer, humildemente dizendo:”Só sei que nada sei.”

Os Iniciados, talvez no mundo se contem pelos dedos de apenas uma mão, não sei. Estes Homens um dia foram Inocentes e Discípulos mas hoje assistem diariamente ao nasce do sol  interno. Estes são os Christos, os Osiris, Os Budas, os Krishnas, não só os portadores da Luz, mas aqueles cujos corpos são a própria imagem da Luz.

Boas Festas

Tempo

Caríssimos(as)

Um Bem-haja

Outros projectos têm ocupado o meu tempo e esse desvio de atenção tem provocado um certo estado de letargia neste blog.

 Vejo-me aqui a reflectir e reparo que mesmo na simples desculpa anterior podemos encontrar uma grande verdade, uma grande lição ou um grande mistério. A vida de algo existe na medida em que sobre esse algo se exerça uma certa atenção, uma certa consciência.

Ao Tempo dedicam-se estas linhas. Ao passado, ao presente e ao futuro, que poderá ser o nosso, o de uma cidade, o de um país ou do mundo, tanto dá, porque quando se manifesta uma verdade ela se aplica ao todo e não à parte. Eis que nos questionamos se existe algum fio que una todas as contas, ou todos os momentos da nossa história.

Existe uma grande Lei, tudo nasce, atinge o apogeu e morre e do pó se ergue um novo inicio. A linha da história é extensa demais para se ver tanto o início como o seu fim, ilusoriamente é uma recta ao olhos do vulgo, mas adquire a forma real, curva, aos olhos do sábio.


Assim, a serpente, ou Ophis, morde ou engole a própria cauda o Ouroborus, símbolo da ciclicidade do Tempo, do contínuo renascer, da contínua morte. E no símbolo da serpente encontramos a chave do sucesso do caminho, não fosse Ophis (palavra grega que significa serpente) um anagrama de Sophi(a), Sabedoria. Diz o discípulo, eu sou um Filosofo, um amante da sabedoria, aquele que luta para conhecer o caminho, aquele que verdadeiramente caminha.

Cumprimentos Fraternos :.

Raízes


“Os Povos são como árvores; necessitam de mergulhar firmemente as suas raízes na terra do seu passado para poderem resistir aos embates dos ventos da História e erguerem-se verticais em direcção ao porvir coroado de flores e frutos.”

Jorge Angel Livraga – Fundador da Nova Acrópole

Aforismos de Confúcio


"Hoje em dia não espero encontrar um santo, mas se conseguir encontrar um cavalheiro, ficarei muito satisfeito."

Confúcio

A Ciência da Vida

Conferência

Nas instalações da Nova Acrópole Aveiro, dia 24 de Setembro pelas 21h
Por: João Ferro
(Eng. Físico e Formador da Nova Acrópole)
Entrada Gratuita


Será que a vida é uma questão de química, do encontro acidental de certos elementos e da sobrevivência do mais apto para um ambiente particular, o que é chamado de selecção natural?”

Será  que a vida possui uma natureza que em muito transcende o que é visto no visível biológico, com uma inteligência inerente à sua natureza, que organiza e usa o material disponível e, ao assim fazer, manifesta um fragmento da sua potencialidade?"

Sri Ram

Mistérios da Consciência


"Sendo a sensibilidade a própria natureza da consciência, a medida ou grau de sensibilidade é a medida daquilo que existe, isto é, de todas as coisas. O universo está formado de tal modo que o sujeito emana para o objecto, sendo o objecto a coisa a conhecer e o sujeito o conhecedor ou a consciência que conhece; com sorte a capacidade de conhecer está na medida daquilo que terá de ser conhecido. Não podemos decidir quanto pode abarcar a consciência, que profundidade pode alcançar, quanto pode experimentar. A sua incapacidade deve-se em parte ao veículo e em parte às limitações criadas pela sua falta de percepção."

Sri Ram

Mistérios do Amor

Não se tratando de uma confissão de amor, pelo menos aquele amor que o comum dos homens está habituado a sentir e que tão profanamente coloca diariamente nos seus lábios, mas sim de um Amor que só as Almas puras podem expressar no mundo terreno, Viola, personagem do Romance de Sir Edward Bulwer-Lytton, escreve , com Zanoni no seu coração, uma das mais belas confissões que li.


“Dizem-me que és mais belo do que as estátuas de mármore, mais formoso do que todas as formas humanas, mas eu nunca me atrevi a olhar fixamente o teu semblante, para que a minha memória pudesse comparar-te depois com os demais. Lembro-me somente dos teus olhos e do teu afável e tranquilo sorriso. Tudo o que passa no meu coração é misterioso, tão misterioso como misteriosa é a luz da lua quando a contemplo.”

Zanoni
Sir Edward Bulwer-Lytton

Viver o Agora

“Podemos ter um conceito errado do que se entende por acção no presente imediato. Posso fazer algo que seja um mero capricho, proceder pela influência de um impulso momentâneo, ceder facilmente ao que se chama tentação e posso pensar que estou actuando no presente imediato. Há pessoas que chamam a si próprias existencialistas, que vivem no presente desta maneira. Mas essa é a existência que foi condicionada de diferentes modos. O presente imediato, em tal caso, não representa a riqueza da vida, mas somente reacções mecânicas resultantes de uma existência superficial influenciável.


Na realidade, para actuar no presente é preciso possuir uma natureza que seja capaz de tal acção. Cada um deve provocar em si mesmo esta mudança mediante a qual tudo o que se arrasta do passado, com as suas rigidezes, o ciúme de fundo, a acumulação, as impurezas, etc., fique liquidado. Então, a nossa natureza vem a ser como a água pura e cristalina que emana e brilha, e em todo o momento é capaz de actuar com toda a totalidade de si mesma, completamente livre de obstáculos. Nessa acção há percepção, há amor e há beleza.”

Acção no presente imediato
N. Sri Ram

Criando...



“Os meus olhos vêem melhor quando os fecho o mais possível; porque todos os dias vêem coisas que não me prendem a atenção, porém, quando durmo, vêem em sonhos, e, brilhando no escuro, são como luzes dirigidas através da Escuridão.”

Shakespeare

Fama

“…quão pouco tudo o que a fama pode dar, substitui o valor do que o coração pode perder…”


“com o coração valente, atravesse os adversos acidentes e mágoas do fado, dirigindo o olhar interno para o sol, e lutando para alcançar o céu. É esta luta que dá conhecimento e experiência aos fortes, e felicidade aos fracos.”

Zanoni
Sir Edward Bulwer-Lytton

O Exterior espelha o Interior



“Os sistemas educativos e políticos não mudam misteriosamente; transformam-se quando nós mudamos. O indivíduo é de primordial importância, não o sistema; e enquanto o indivíduo não comprender o processo total da sua própria existência, não há sistema, seja de direita ou de esquerda, que possa trazer paz ao mundo.”

A Educação e o significado da Vida
J. Krishnamurti

Osiris

“Os bisturis e os microscópios podem solucionar os mistérios das partes materiais da veste do ser humano, mas jamais poderão abrir uma janela na sua alma e através dela ter – mesmo que seja uma pequena medida – uma visão, de qualquer dos amplos horizontes do ser.”

H.P. Blavatsky



“Osiris é o Eu divino que reina no mundo invisível do espírito, mas através da Iniciação, desce à personalidade, assume-a, como se fosse um cavaleiro com o seu corcel e pode actuar e derramar as suas bênçãos ao mundo…”

Viagem iniciática de HIPÁTIA
José Carlos Fernández 

Viver

Um Bem haja a Todos.
Porque todos procuramos a felicidade, deixo-vos aqui alguns pensamentos de Sri Ram, verdadeiros marcos do caminho da Felicidade Duradoura.

Sê-de  Felizes...



“O que o homem busca não é a perfeição que está no futuro, mas o preenchimento que está sempre no presente.

Conhecer o não-Eu na nossa natureza é o caminho para o conhecimento do Eu

O Homem tem de descobrir por si próprio que o que ele pensa ser ele mesmo, o que ele chama “eu mesmo”, é uma ilusão, Maya, que é apenas uma capa de muitas cores como aquelas que aparecem numa bolha à luz do sol.

Aquele que se tornou mestre de si mesmo pode tornar-se mestre em tudo o que está relacionado com ele próprio. Ser mestre de si mesmo implica auto-conhecimento e aquela auto-suficiência que se encontra somente no Amor.



Os nossos desejos são amiúde a origem das nossas fraquezas; as nossas fantasias, a criação dos nossos desejos; e estas fantasias, quando se tornam ajustadas à estrutura das nossas mentes, estão todas muito aptas a ser confundidas com factos.

É somente quando o homem compreende que não há em si mesmo nenhum centro em torno do qual ele pode construir permanentemente, que ele começará a buscar e poderá encontrar aquele verdadeiro centro que está em toda a parte e em lugar nenhum.

Antes que possamos transcender as limitações, seja na nossa própria natureza ou nas circunstâncias em torno de nós, devemos tentar entender o que é que elas estão pretendendo ensinar.

Ninguém pode obter um verdadeiro conhecimento de si mesmo sem enfrentar a adversidade e sobrepujar as dificuldades. Mas ao desenvolver o dinamismo para sobrepujar, não deve haver nada do espírito de agressão e engrandecimento.

No momento em que estamos conscientes de um impedimento, na nossa natureza, àquele preenchimento que toda a vida inconscientemente busca, estamos no caminho da sua abolição.

A alegria e a dor, o alcançar e o retroceder – todos são reunidos finalmente na experiência de uma realização da qual nada daí em diante pode abalar-nos.

Eu luto comigo mesmo; eu não posso escapar de mim mesmo; que eu me remodele a mim mesmo em termos daquilo que é Universal.”

Pensamentos para Aspirantes
N. Sri Ram

Anta Grande da Herdade da Ordem

Nos próximos posts vou publicar uma série de locais Megalíticos que visitei.

Esta Expedição teve o nome de:
Mystic Path. The Adventure I


Anta Grande da Herdade da Ordem


Orientação: Este.

Descrição: Câmara poligonal de 7 esteios, de que se conservam actualmente 6, com 4 m de diâmetro e 2.5 m de altura. O Corredor com cerca de 6 metros de comprimento está descoberto.”
Monumentos Megalíticos do Alto Alentejo
Ana Paula dos Santos


Localização: 38° 56’ 40.49” N ; 8° 00’ 55.40” O
Na estrada que liga Cabeção a Alcorrego,  situa-se o monte da Ordem no lado esquerdo da via. É fácil identificar o monte pois possui um painel de azulejos onde surge um pentagrama e uma rosa. Praticamente em frente ao monte, à nossa direita, surge uma estrada de terra batida que após +- 500 metros nos conduz à anta

Que há a dizer do monumento!?
É uma bela anta de aspecto maciço, necessita de manutenção pois o mato está a envolvê-la, principalmente o corredor que já se encontra praticamente engolido pelo mesmo.

Num Raio de +- 500 m encontram-se mais 4 antas. Todas elas muito degradadas transmitindo a ideia de terem sido outrora também granes estruturas.

Arouca - Escariz - Dólmen da Aliviada ou Dólmen Pintado de Escariz

Recentemente decidi conhecer o património megalítico do conselho de Arouca, distrito de Aveiro. Uma pesquisa na Internet chamou a minha atenção para uma freguesia do dito conselho, a freguesia de Escariz.

No Site do Turismo Centro de Portugal (www.turismodocentro.pt) Encontro:

“Monumentos Megalíticos de Escariz
A freguesia de Escariz é, de todo o concelho, aquela onde os monumentos megalíticos se apresentam mais concentrados (cerca de 40). Numa linha de orientação NNW-SSE, com cerca de 10km.
São túmulos funerários que datam do 5º milénio até finais do 2º milénio A.C.. As mamoas que compõem os vários núcleos megalíticos da região apresentam, por vezes, pinturas e gravuras (ex: Mamoa I da Aliviada). Dos 40 monumentos já inventariados, procedeu-se, na época de 80, à escavação dos seguintes:1983 - Mamoa I da Aliviada, monumento megalítico de câmara alongada sub-rectangular aberta, voltada para SSE, formada por 9 esteios, seis dos quais apresentam pinturas e/ou gravuras, e uma laje de cobertura, estando classificado como Monumento Nacional; 1984 - Mamoa II da Os monumentos estudados revelaram um espólio abundante e de boa qualidade, compreendendo em pedra lascada, microlitos geométricos, pontas de seta, lâminas e lamelas; em pedra polida, machados. Encontram-se ainda elementos de moinho manual, assim como lascas em sílex e quartzo. A cerâmica embora abundante, apresenta-se no geral muito fragmentada, impedindo qualquer reconstituição das formas. Existem também alguns elementos de adorno, constituídos por pequenas pontas de xisto.”

Cativante, Certo?

No Portal de Arouca (www.aroucanet.com) podemos encontrar:

MONUMENTOS MEGALÍTICOS

Os monumentos megalíticos existentes em Arouca encontram-se em diversos locais do território concelhio e predominam nas terras altas ou de meia encosta, sobretudo em terra virgem, onde não chegou, pelos séculos fora, a intervenção humana no arroteamento das terras para a produção agrícola.
Daqui poderá concluir-se que outros monumentos funerários terão existido, em diferentes locais, nomeadamente mais próximos do vale, mas as necessidades de utilização do solo e as alterações que por isso foram provocadas, levaram à destruição dos espaços que serviram para enterrar o homem que habitou em tempos mais distantes esta região.
Importa por isso, aqui e agora referenciar os monumentos existentes e que com maior ou menor persistência vão sendo estudados, de acordo com as políticas culturais e a sempre necessária disponibilização de verbas para o efeito.
No território do concelho de Arouca estão hoje estudados vários monumentos funerários pré-históricos e está finalmente feito o levantamento do património arqueológico concelhio.
Estudos anteriores permitem-nos afirmar que os mais antigos vestígios da presença humana em Arouca datam do IV milénio a .C.
Estes vestígios são constituídos por monumentos sepulcrais, denominados por antas, dolmens ou mamoas que foram os locais funerários colectivos das populações pré-históricas.
O conjunto Megalítico de Escariz, na freguesia que lhe dá o nome, constitui o mais vasto património pré-histórico do concelho e está classificado todo o conjunto, bem como algumas mamoas já devidamente estudadas. Destas cerca de 50 mamoas que compõem o Conjunto Megalítico merece especial relevo o Dólmen 1 da Aliviada, classificado como monumento Nacional desde 1992. De grande importância pela sua estrutura são também a mamoa 2 da Aliviada e o Dólmen 4 das Alagoas.
O planalto da serra da Freita é outro dos locais de Arouca de relevante importância em monumentos megalíticos, tendo sido, até agora localizados mais de duas dezenas de monumentos deste tipo.
A mamoa de Portela de Anta, situada bem no centro do planalto da Freita, surge-nos como o grande cemitério pré-histórico. É um monumento imponente com um diâmetro que atinge cerca de 30 metros e terá sido, durante mais de um milénio, a grande necrópole de toda a região da Freita.
Também no Arressaio, extremo Norte do concelho, na freguesia de Santa Eulália, a cerca de 500 metros de altitude se encontram vários monumentos funerários.
O mesmo sucede na freguesia de Alvarenga, no outro extremo do concelho, a Nascente onde está identificado um vasto e rico património funerário megalítico.
Dos monumentos que foi possível estudar, verificou-se que os adornos funerários eram bastante pobres, tendo-se, no entanto recolhido algum importante material como: fragmentos de vasilhas cerâmicas, mós manuais, machados de pedra polida, lâminas e pontas de sílex, bem como milhares de contas em forma de disco, que terão servido de objecto de adorno.
Este espólio aguarda exposição num futuro museu que tarde em surgir.”

A página da Câmara Municipal, na secção de património, (www.cmarouca.pt) é mais comedida:


“- Em Escariz - conjunto megalítico. “

Telefono ao Centro de Turismo de Arouca, para me darem a localização de alguns destes monumentos. Uma senhora, muito simpática, responde-me que não possuía tal informação. Para ser sincero, não me surpreendeu. Mesmo assim, decidi partir em direcção a Escariz.
Corri toda a freguesia e, concluí porque é que não me souberam dar informação alguma. De 40 monumentos nem um único que se encontrava sinalizado.

Regressei a casa e comecei a investigar acerca dos mesmos. Três deles chamaram-me a atenção, um dos quais o Dólmen 1 da Aliviada ou Dólmen Pintado de Escariz.

No artigo “Em torno da Arte Megalítica: Revisitando uma visão de 1981. De: Victor Oliveira JORGE, encontrei o seguinte excerto que publico:

   
Depois de algumas horas de pesquisa consigo encontrar uma carta arqueológica de Arouca, no Site da Câmara, e traço como objectivo de visita o Dólmen 1 da Aliviada e a mamoa nº 4 de Alagoas.

Não é comum encontrar-se dólmenes pintados, confesso que estava ansioso por ser brindado pelas pinturas que iria encontrar no Dólmen da Aliviada.

Chegado ao local que o mapa indicava comecei a ficar reticente acerca do que ia encontrar. As fotos falam por si

Envolvente do Dólmen da Aliviada

 Envolvente do Dólmen da Aliviada

Dólmen da Aliviada

Dólmen da Aliviada

Alguém que me diga que não encontrei o Dólmen da Aliviada!
Alguém que me diga que as Pinturas foram preservadas!

Alguém que me explique a pompa e circunstância com que se divulga o património se no fim não se mostra qualquer respeito pelo mesmo. Mais vale enterra-lo, depois de ser estudado, para que gerações mais civilizadas o desenterrem e saibam cuidar.

A acta seguinte encontra-se disponível na net:

“ACTA N.º 21/2006
REUNIÃO ORDINÁRIA DE 03.OUTUBRO.2006
----------------Aos três dias do mês de Outubro de dois mil e seis, nesta vila de Arouca e Edifício dos Paços do Concelho, reuniu ordinariamente a Câmara Municipal de Arouca, sob a Presidência do seu Presidente, senhor Eng.º José Artur Tavares Neves, e com a presença dos Vereadores senhores Dr. Ângelo Alberto Campelo de Sousa, Albino Soares Oliveira, Dr. Óscar de Pinho Brandão, Belarmino Soares Francisco, Dr. José Luís Alves da Silva e Adriano Soares Francisco. ------------------------------------------------Pelas 14.30 horas o senhor Presidente declarou aberta a reunião. -------------------------------

---------------- I . PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA: -----------------------------O Vereador senhor Dr. José Luís Silva pediu a palavra para:

(…)

-----------------2. Perguntar se o senhor Presidente tem conhecimento da situação degradada em que se encontra o conjunto megalítico de Escariz, designadamente a Mamoa de Aliviada, e o que está pensar fazer-se para a preservação daqueles monumentos megalíticos; ------------------------------

(…)

--------------- Às questões formuladas foi respondido que: -------------------

(…)

--------------- 2. A propósito desta questão o Vereador senhor Albino Oliveira referiu que a Mamoa de Aliviada está implantada em terreno particular e que foi objecto de actos de vandalismo que a descaracterizaram significativamente. ------------------------------------------------------------------------------------------------ O senhor Presidente referiu ainda que poderá estudar-se a recuperação do monumento e a eventual aquisição do terreno envolvente tendo em vista a sua preservação. ---------------------------------

(…)”

Não sei como viram o Dólmen há 4 anos atrás. Eu sei o que vi, uma tremenda falta de cortesia para com a história, para com a cultura, para com a memória de Portugal.

Nenhuma pintura restava, apenas 3 esteios se mantêm debilmente erguidos.

Emocionei-me e aqui fica este meu post como manifesto, na esperança que alguém de poder intervenha.

Este monumento pode ser encontrado pelas coordenadas seguintes:
         40º,919 N; 8º,388 O

A mamoa nº 4 de Alagoas, Boa sorte, eu não a consegui encontrar.


Cumprimentos Fraternos

O Deus Interior

Harpócrates 

“ A divindade do espírito individual do homem, que não só é a emanação do único e supremo Deus, mas o único Deus acessível à débil e desamparada compreensão do homem , o único Deus que o homem pode sentir dentro de si mesmo.

Esta verdade é claramente exposta pelo poeta védico quando diz;

O Senhor dono do universo e cheio de sabedoria entrou em mim, fraco e ignorante, formou-me de Si mesmo neste lugar (o santuário da iniciação), onde com a ajuda da ciência obtêm os espíritos o pacífico gozo do fruto doce como a ambrósia.

Isis Sem Véu 
H. P. Blavatsky

Celtas, os seus Povoados

E quando quase ali ao lado do local de trabalho, descobrimos uma jóia da Cultura Celta em Portugal?




Pois é a vida surpreende-nos.



Foi assim que na pausa de almoço, convenci o amigo e colega M. a acompanhar-me nesta expedição. Vi na face de M. aquilo que se vê na face de muitos portugueses que desconhecendo as jóias do passado e ainda por cima “paredes meias” com o seu dia a dia, ficam tão incrédulos como surpresos com a beleza do tesouro que lhes surge pela frente.



Resultado, penso que o meu amigo ficou fã….



Este Castro em questão, que surge nestas fotos  é o Castro de Romariz, situado na povoação com o mesmo nome, no concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.




Para chegar a esta terra, não é difícil. O que é difícil é encontrar a sinalização do monumento. Ou foi por falta de atenção ou então como o costume, não existem placas a indicar o local. Mas graças a Deus que não é difícil de o encontrar. Um conselho, previamente ir ao google earth, escrever o nome da localidade de Romariz e fazer um zoom sobre uma zona sem árvores situada no cimo do monte que se eleva ao lado da povoação, o castro surge à vista como um conjunto de círculos,  tirar então a referência e boa aventura.



Aqui fica um pouco da informação oficial que se encontra no site de Santa Maria da Feira [www.cm-feira.pt]




“O Castro de Romariz é um povoado fortificado datado do séc. V A.C., com níveis de ocupação até ao séc. I D.C. Considerada uma das estações arqueológicas mais significativas da região de Entre o Douro e Vouga foi classificada como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto-Lei nº 34 452, de 20 de Março de 1945.



Esta estação arqueológica foi identificada em meados do séc. XIX, com a descoberta de um tesouro monetário – o tesouro de Romariz. Após um largo período de abandono, deu-se início em 1980, a uma nova fase de trabalhos arqueológicos sistemáticos, com o estudo das origens e evolução do habitat castrejo, identificando as diversas fases de ocupação proto-histórica e romana, analisando os aspectos de aculturação face às influências mediterrânicas e aos modelos introduzidos pela romanização.”



Pessoalmente fiquei surpreendido pela sua beleza e óptimo estado de conservação. Há habitações que chegam a ter paredes com 1,5 de altura, coisa rara de encontrar porque muitas vezes os habitantes de outras eras utilizavam as pedras nas construções das suas casas, etc.




Como disse estes povoados são de origem Celta, embora, por vezes tenham servido de abrigo a culturas posteriores.



Sobre os Celtas, não deixaram um único documento escrito e aquilo que sabemos deles é através dos romanos e de alguns mitos.



Na actualidade tem-se um visão muito romântica destes povos, na realidade eram povos um pouco “caóticos” organizados em tribos e possivelmente a maior parte das vezes passavam o tempo a lutar entre si.



Não possuem uma mitologia organizada, cada tribo tinha as suas lendas e os seus Deuses. Ao inicio, antes de serem influenciados pelos romanos, possuíam um culto animista sendo os seus principais Deuses divindades agrícolas, representantes do poder vivificador da natureza.




Em todo o continente Europeu acabaram por ser absorvidos pelos Romanos, mas na Grã Bretanha conseguiram, em determinadas zonas, sobreviver culturalmente ao avanço Romano.



Este castro é um local que vale a pena ser visitado.



Todas as fotos são do Castro de Romariz e são da minha autoria, se as quiserem utilizar para algo estão à vontade. Para ver a imagem aumentada, basta fazer um click em cima da foto desejada.



Abraços Fraternos

Conquista-te



“Ama-te e está atento,
Hoje, amanhã e sempre.

Primeiro põe-te a caminho,
Depois ensina os outros
E vence o sofrimento.

Para endireitar o torto,
Deves começar por algo mais difícil:
Endireitar-te a ti mesmo.

És o teu único mestre.
Quem mais?
Conquista-te
E descobre o teu Mestre.”

Dhammapada
Os ensinamentos de Buda

Aventuras na Serra de Talhadas

Um bem haja a todos.

Com o intuito de divulgar o património arqueológico do distrito de Aveiro, deixo-vos aqui algumas fotos da minha última expedição perto da localidade de Talhadas, distrito de Aveiro.

Antes de começar, gostava de deixar aqui expressa a minha tristeza, por mais uma vez ter encontrado estes belíssimos lugares num estado de preservação péssimo. Há, pois, “encontrar”,  porque é necessário uma bela dose de boa vontade para os encontrar, pois a sinalização é praticamente nula ou confusa. A todos os interessados, aconselho que façam um estudo prévio da zona através de mapas e da informação que vão encontrando esparsamente pela net.

Era o meu objectivo ter tirado as coordenadas dos locais para evitar que quem esteja interessado em  visitá-lo não pene em encontrá-los, mas o GPS também não colaborou. Para já ficam somente as fotos (para verem com mais definição basta "clicar" na foto).

Anta do poço dos Mouros

Anta do poço dos Mouros - vista da câmara

Esta estrutura surpreendeu-me pois não é normal encontrar antas cuja cobertura seja em Pedra. O conjunto deve ter entre 10 a 14 metros de diâmetro. Não possui cobertura, possivelmente as lajes maiores tenham sido retiradas, como é hábito, para alguma construção em alguma altura do passado. No seu estado não destruído, esta construção devia ser magnifica.

Numa exploração que realizei pela zona ao redor, encontrei o petroglifo anterior. Desconheço se está ou não documentado, pessoalmente não encontrei registo dele. As marcas assemelham-se a duas pegadas humanas gravadas no granito. 
Vista do alto de Santa Maria da Serra

Estes locais situam-se na vertente oeste, a 400 metros da capela de Santa Maria da Serra, vale a pena subir mais estes metros, até à capela pois a vista compensa. ao fundo a Ria de Aveiro reflecte o vermelho do sol que caminhava para o seu ocaso.
Alías, uma boa forma de encontrar estes locais acaba por ser pelos monumentos católicos que existem nas cercanias, devido ao velho hábito de profanar lugares religiosos ancestrais.
  
partindo para Este, aconteceu um daqueles momentos em que desejamos ter uma boa objectiva mas, o sentimento de regozijo pelo brinde da mãe natureza ajuda a ultrapassar a questão materialista. Uma bela raposa que surgiu no caminho.

seguindo a estrada que a raposita seguiu a correr, a 1,5 quilómetros encontramos a chamada tumba do Rei. Aparentemente parece que seja um monumento funerário. As suas dimensões devem ser 1 x 0.5 metros.

Tumba do Rei 

Regressando ao carro segui para uma terra próxima, Cedrim, para um local conhecido por Castelo. Abençoado GPS que desta vez colaborou, embora haja sinalização, possivelmente somos capazes de nos perdermos sem auxilio de outros meios. Bem, aqui fui à procura de um Castro (uma zona habitacional) mas para variar nada encontrei e de uns petroglifos, este sim encontrei. Onde? no cimo de um rochedo, ao lado de uma cruz de ferro que alguém lá colocou.

Cedrim - Castelo 

Aqui está o petroglifo, que destaquei com areia, muito curioso e sem dúvida um bom elemento para reflexão. 



Petroglifo do Castelo 

A vista deste local é única, o por do sol deste ponto é lindo e possivelmente o autor desta obra também o deve ter achado, algures muitos séculos atrás.



Todos estes locais são sagrados, mágicos, por isso, nos vossos passeios respeitem-nos. É nosso dever preservá-los e esforçar-mo-nos para que as autoridades competentes façam mais por eles.

Abraços Fraternos

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