"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Ser Humano é Ser Virtuoso

“Quando utilizamos a palavra virtude, qual é o nosso conceito dela?


De uma maneira geral pensamos que se trata de uma fórmula, um princípio ou um preceito ao qual temos que aderir. Ao fazê-lo, há sempre um espaço entre o ideal ou o real e isto chega a causar um conflito interno. O ideal pode ser a veracidade, não meramente nas palavras, senão também em conduta e pensamento. Se falharmos em atingi-la, a não ser que amemos a verdade por si mesma - sem um ego que esteja buscando o êxito, um sentido de vitória, ou uma boa opinião de si – seguro que haverá descontentamento com nós mesmos e isto poderia incluso transferir-se ao próprio ideal. Esta insatisfação poderia levar a uma reconsideração do ideal ou incluso a revoltar-se contra o memo. Podemos observar este tipo de reacção no caso de uma pessoa que quer renunciar a uma apego mas acha difícil de o fazer. Depois de um certo tempo, a essa pessoa poderia inclusive parecer-lhe bem o consentir da sua imperfeição até determinado ponto porque lhe alivia a tensão, permite-lhe ter melhores relações, etc.

A virtude pode considerar-se, através de outra luz, não como a conformidade de uma regra ou princípio colocado diante de nós que aceitamos por uma razão ou outra, se não como uma livre e espontânea expressão de uma pura natureza básica, ou do Ser que existe em cada pessoa, uma natureza que é incorrupta e incorruptível.

(…)

Quando se entende a virtude deste modo, como uma livre expressão e espontânea de uma natureza que existe em todos, pelo menos potencialmente, não existe vontade própria colocada na sua prática. A própria vontade só entra em acção quando há que dirigir a acção de acordo com certo conceito ou imagem e isto surgirá do próprio condicionamento e das inclinações.”


A Beleza da Virtude
N. Sri Ram


Podemos imaginar o nosso verdadeiro Ser como o Sol que constantemente irradia luz. Esse ponto é a Centelha Divina, aquilo que faz de nós Homens. Existem nuvens e nem sempre a luz límpida do Sol se manifesta na Terra. Essas nuvens, em nós, são a nossa Mente, Emoções e Corpo. Embora num dia nublado exista luz esta fica matizada de cinzento. Se quisermos realmente compreender quem somos, temos que tornar a nossa atmosfera tão clara e límpida para que através do nosso Corpo, a nossa verdadeira natureza se manifeste.

Fraternalmente :.

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