"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Jesus

Um Bem-haja.


Penso que uma das pessoas mais conhecidas pelo mundo fora seja uma daquelas que menos se conhece. Refiro-me a Jesus, um dos Grandes Mestres da humanidade.

A imediata associação com a Religião Católica, ou com alguma outra que tenha por base os seus ensinamentos, matiza a compreensão daquele que pretende compreender este Puro Ser.

Como outros Grandes Mestres que a humanidade possuiu, não fundou nenhuma religião, apenas trouxe uma mensagem ao mundo. Sendo a pura essência do Amor, ensinou o Homem verdadeiramente a Amar.

O homem fez dele filho de Deus, pois o coração da humanidade não estava preparado para o reconhecer como Irmão.



Nos séculos que se seguiram à sua morte, muitos textos foram escritos com as suas lições e os mais importantes ficaram conhecidos para a história como Evangelhos. Note-se que antes do Imperador Constantino ter decretado o Cristianismo como a única religião de Roma, muitas seitas Cristãs existiam, cada uma seguindo uma ou outra ideia e aquela que foi eleita por Roma, cedo começou a sobrepor a sua mensagem à mensagem das restantes.

Somente no Sec IV d.C. surge o Novo Testamento e com este os Evangelhos que foram considerados aceites ou verdadeiros, Mateus, Marcos, Lucas e João, mas estes, têm tanto de verdade ou falsidade como aqueles que foram considerados apócrifos. Todos eles valem no seu conjunto e são o vestígio histórico dessa mensagem transmitida ao homem algures no tempo. Por ventura poderão ser os Evangelhos apócrifos aqueles que mais se aproximam da mensagem original, pois não sofreram as sucessivas intervenções da mão humana nas suas cópias, quem sabe?

O Evangelho de Tomé é verdadeiramente delicioso de ler. É um dos mais antigos, sendo datado dos meados do primeiro século depois de Cristo, estando os quatro que estão incluídos no Novo Testamento datados entre o Sec. I e II d.C.

De Tomé sabe-se que era irmão de Jesus. Mas todos os textos sagrados possuem várias interpretações, dirigidas para diferentes mentes e este parentesco, possivelmente deva ser entendido esotericamente, ou seja, Tomé seria um discípulo na mesma senda que Jesus trilhou, um Irmão.

Fraternamente :.


Os seus discípulos disseram-lhe: “Mostra-nos o lugar onde estás, pois precisamos de procurá-lo.”

Ele disse-lhes: “Aquele que tem ouvidos, ouça! Há luz no interior do Homem de luz e ele ilumina o mundo inteiro. Se ele não Brilha, ele é a escuridão.”

Jesus disse:” Ama o teu irmão como à tua alam, protege-o como a pupila dos teus olhos.”

Jesus disse: “tu vês o cisco no olho de teu irmão, mas não vês a trave no teu próprio olho. Quando retirares a trave do teu olho, então verás claramente e poderás retirar o cisco do olho de teu irmão.”


Evangelho de Tomé

5 comentários:

Edson Carmo disse...

Fico pensando como seria este mundo se fosse orientado pela mensagem de Jesus. Se as pessoas entendessem seu amor, não como uma obrigação, mas como uma satisfação. Não como uma condição, mas como um fenômeno incondicional. Já pensou se os homens olhassem e enxergassem o perdão que tanto Jesus pregou? Esse perdão que é o único poder de eliminar a lei da causa e do efeito? Certamente tudo seria diferente! Mas os homens não entenderam, fizeram “religiões”, divisões e aberrações. Daí o resultado denunciado por Gandhi: “Admiro muito o vosso Cristo, mas não o vosso cristianismo.” ou "Admiro o vosso Cristo, mas abomino o vosso cristianismo." É claro que Gandhi não estava olhando para o hinduísmo, senão também teria que dizer: “admiro Shiva, mas não curto os hindus, porque queimam as viúvas.” Jesus ensinou misericórdia, que quer dizer: “usar de amor com os miseráveis”.

Não existem duas terras, mas os homens fizeram muitos países. Não há ninguém melhor que ninguém, mas criaram as comparações e as competições. Criaram armas para defender as fronteiras, criaram o inferno, um mundo feio e difícil de se viver nele. Essa é toda agonia e também toda miséria humana.

Edson Carmo

Lumenamena disse...

Sem dúvida, Jesus foi um marco da história da humanidade.
Hoje os grandes males da humanidade estejam relacionados ao perdão. É comum pessoas carregarem enormes enfermidades emocionais por um sentimento de culpa. Por não dar e ao mesmo tempo não receber o perdão. A partir de Jesus o perdão passa a ser um presente, uma graça. Desta maneira, dar o perdão ou receber sòmente depende da nossa abertura.

Abraços,
Lumena

Edson Carmo disse...

Lumena,

As vezes sou muito abusado, tão abusado que não respeito nem mesmo o significado do Aurélio – até porque o que ele vê e sente é diferente de mim. Então eu chamo perdão de perder no aumentativo, perder bem muito os sentimentos negativos. As pessoas dizem que perdoam, mas perdoam só verbalmente, as magoas permanecem presente no coração – elas não se perdem!

Edson Carmo

Azoth disse...

Um bem-haja, Edson.

Será sempre bem vindo a este espaço.

Compreendo-o.
Ao perdão adiciono a Educação (no sentido que Platão dava à mesma) e também o cumprimento do Dever.
Falha-me a memória quem o disse e por isso as minhas desculpas mas um dia alguém proferiu esta ideia “Se vês alguém à mesa que não está a comer com os devidos preceitos, não o repreendas mostra-lhe antes como se come” .
Pitágoras dizia: “ Educai as crianças e não necessitarás de castigar os Adultos”.

Falta a este mundo aprender a olhar para as partes e perceber que cada uma é a manifestação de um aspecto do todo, porventura falta a este mundo Mestres que o ensinem, porque não nos basta apontar o dedo, há que agir.

O desejo pela parte pode conduzir ao fanatismo, para tal a beleza e harmonia do todo tem de ser realçada, uma sinfonia não se faz apenas com uma nota e até mesmo o silêncio é fundamental entre notas. Temos de compreender que todos Os Grandes Mestres em conjunto formam a grande sinfonia da verdadeira Religião, A VERDADE.

Fraternamente :.

Azoth disse...

Um bom dia, caríssima Lumenamena.

Penso que uma das lições que temos de aprender seja a saber como nos perdoar as nós mesmos. Como dizem os nossos irmãos brasileiros, “não vale a pena chorar pelo leite derramado” seja o nosso ou o dos outros. É nosso dever consertar as coisas, começando por nós.

Fraternamente :.

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