"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Halloween, Bruxas, Bruxos e Todos os Santos

“Dia de todos os Santos, All-Hallows, Hallowmas. Uma festividade originalmente celebrada no primeiro de Maio, é dito que foi criada nos países europeus para os mártires por volta do quarto ou quinto século. No século sétimo, o Papa Bonifácio instituiu esta celebração no 13 de Maio, sobrepondo ao festival pagão da morte. No ano de 834 o dia foi deslocado para o primeiro de Novembro por Gregório III e foi celebrado para todos os Santos. A Igreja Grega celebra-o no primeiro Domingo a seguir a Pentecostes.




Muito ligada a esta celebração manteve-se o anoitecer precedente, conhecido como a vigília de Hallowmas ou Halloween. Isto foi especialmente mantido na Escócia, na Inglaterra e na França. Na Escócia, um item importante era a chama de uma fogueira em cada casa. Os Celtas mantêm dois festivais, um chamado de Beltane (Bealtine ou Beiltine) no qual são acendidos fogos na véspera do primeiro de Maio e outro chamado de Samtheine na véspera do primeiro de Novembro, no qual as pessoas saltavam sobre duas fogueiras colocadas próximas uma da outra. “Os Druidas compreenderam o significado do Sol em Touro, dessa forma, enquanto todas as fogueiras eram extintas no primeiro de Novembro, os seus fogos sagrados e inextinguíveis continuavam sós iluminando o horizonte, tal como os dos Magi e Zoroastrianos”. As nações germânicas têm os seus Osterfeur e Johannisfeur. “

Glossário Teosófico Enciclopédico




Bruxas e Feiticeiros
“As palavras Inglesas Witch (Bruxa) e Wizard (Bruxo, Encantador ou Feiticeiro) derivam sem qualquer dúvida de Wit (Engenho) de onde se formaram os adjectivos Wittigh, Witty e Wittich (Engenhoso) cuja contracção deu origem à palavra Witch (Bruxa). Além do mais, o nome Wit (engenho) proveio por sua vez do verbo do verbo to weet (conhecer, saber) sinónimo de to wit e de to wis de onde deriva o nome de Wisard, transformado depois pelo uso em Wizard (Feiticeiro). Temos assim que as bruxas e os feiticeiros são personagens que sabem mais que a comum das gentes. A mesma ideia dá Festus à palavra latina Saga na seguinte frase: sagae dictae anus quae multa sciunt (Chamam-se bruxas as velhas que sabem muito).
A explicação dada para a palavra feiticeiro a dá Enrique More, corresponde exactamente ao significado etimológico das palavras rusas vyédma (bruxa) e vyedmak (feiticeiro) derivadas do verbo vyedât (conhecer, saber) cuja raiz é seguramente sâncrita. O mesmo ocorre na língua eslava com os vocábulos znâhâr (bruxo) e znâkarka (Bruxa) derivados do verbo znât(conhecer, saber).
Diz Max Muller (Discurso sobre os Vedas) que a palavra veda significa etimologicamente sabedoria, ciência, conhecimento e equivale à voz grega “eu sei”, em que se omitiu a v ou f, e à inglesa to wit (conhecer, saber), assim como a palavra sâncrita vidma significa exactamente nós sabemos.
Resulta por conseguinte perfeitamente correcta e de acordo com a moderna filologia a explicação que da palavra bruxo ou feiticeiro deu Enrique More em 1678.”

Ísis sem Véu
H.P. Blavatsky

Jehovah, Caim e Abel

Aproveitando a onda que se gerou em torno do tema da Bíblia, Caim e os seus, neste país à beira mar plantado, fica aqui um post, que revela um pouco do lado mistérico que este livro tão sublimemente vela, refiro-me à Bíblia como é claro.



 Tintoretto, Caim e Abel


“Jehovah. o nome da “Divindade Judaica J’hovah, é composto por duas palavras, Jah (y, i ou j, Yodh, a décima letra do alfabeto) e por hovah (Hâvah, ou Eva),” diz uma autoridade Cabalística, Mr. J. Ralston Skinner. Outra vez, “a palavra Jehovah, ou Jah-Eva, tem o significado primário de Existência ou Ser macho-fêmea”. Significa isto Cabalísticamente que é nada mais que um símbolo fálico. Assim, o verso 26 do IV capítulo do Génesis, lido na sua versão desfigurada…”Foi nesse tempo, que os homens começaram a invocar o nome do Senhor.” Na forma correcta devia-se ler ”Foi nesse tempo, que os homens começaram a chamar-se a  eles mesmos pelo nome de Jah-hovah.” ou machos e fêmeas, que aconteceu após a separação dos sexos. De facto, este assunto é descrito no mesmo capítulo, quando Caim (o macho ou Jah) “levantou contra o seu (a sua Irmã Abel  e não ) irmão Abel, e matou-o” ( derramou o seu sangue, na versão original). O Capítulo IV do Génesis contém na verdade, a narrativa alegórica do período da evolução antropomórfica e fisiológica que é descrita na Doutrina Secreta quando se trata da Terceira Raça da Humanidade (a Raça Lemur). O Capítulo V serve para baralhar e o capítulo IV deveria ser seguido pelo VI, onde os Filhos de Deus tomaram para suas esposas as filhas do homem ou dos gigantes. Isto é uma alegoria que faz referência ao mistério da encarnação dos Egos Divinos na humanidade depois do qual as Raças até então desprovidas de sentido, “Vieram a ser homens poderosos …. Homens de renome” (V 4), tendo adquirido mentes (manas) que anteriormente não possuíam.”


Glossário Teosófico
H. P. Blavatsky

Muitos textos do Antigo Testamento são somente originais Judaicos na medida em que as personagens que velam os ensinamentos são criações suas. Estes ensinamentos, na sua maioria Mistéricos e ocultos ao profano, são encontrados em grandes culturas anteriores a este povo, como por exemplo a Hindu e aquelas onde o Povo Judaico foi beber directamente, A Caldeia e a Egípcia.

A Bíblia, como livro sagrado, tem o poder de revelar apenas aquilo que cada um consegue abrir com as chaves que possui. A verdadeira história do Homem é um mistério que chama por cada homem para a revelar.


Fraternamente :.

Pensamentos de Séneca


“A morte de Séneca”  por: Gerrit von Honthorst

“- A vida mais breve e mais cheia de inquietudes é a daqueles que se esquecem do passado, que olham com indiferença o presente e temem o futuro.

- Quem tema a morte, nunca fará nada por um homem vivo, mas quem saiba que este facto estava pactuado no mesmo instante em que foi concebido, viverá segundo a lei da natureza, e, por sua vez, com a mesma força de espírito, irá se manter firme para que nenhuma coisa que lhe suceda seja inesperada.

- Não é grata e segura a vida de quem viva sempre por detrás de uma máscara.

- A melhor medida para o dinheiro é não cair na pobreza nem afastar-se demasiado da mesma.

- Que tarde é começar a viver quando se tem que abandonar a vida!”

Séneca

Viagem Guiada - Mosteiros da Batalha e Alcobaça


A Nova Acrópole vai realizar no dia 25 de Outubro, uma visita Guida aos Mosteiros de Alcobaça e da Batalha.

Um evento a não perder, visto que o guia vai ser o famoso escritor português Paulo Alexandre Loução, autor de várias obras, como por exemplo:

“Os Templários na Formação de Portugal”
“Grandes Enigmas da História de Portugal”
“Dos Templários à nova Demanda do Graal”
 ....

As Inscrições encontram-se abertas, reserve já o seu lugar.





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Jesus

Um Bem-haja.


Penso que uma das pessoas mais conhecidas pelo mundo fora seja uma daquelas que menos se conhece. Refiro-me a Jesus, um dos Grandes Mestres da humanidade.

A imediata associação com a Religião Católica, ou com alguma outra que tenha por base os seus ensinamentos, matiza a compreensão daquele que pretende compreender este Puro Ser.

Como outros Grandes Mestres que a humanidade possuiu, não fundou nenhuma religião, apenas trouxe uma mensagem ao mundo. Sendo a pura essência do Amor, ensinou o Homem verdadeiramente a Amar.

O homem fez dele filho de Deus, pois o coração da humanidade não estava preparado para o reconhecer como Irmão.



Nos séculos que se seguiram à sua morte, muitos textos foram escritos com as suas lições e os mais importantes ficaram conhecidos para a história como Evangelhos. Note-se que antes do Imperador Constantino ter decretado o Cristianismo como a única religião de Roma, muitas seitas Cristãs existiam, cada uma seguindo uma ou outra ideia e aquela que foi eleita por Roma, cedo começou a sobrepor a sua mensagem à mensagem das restantes.

Somente no Sec IV d.C. surge o Novo Testamento e com este os Evangelhos que foram considerados aceites ou verdadeiros, Mateus, Marcos, Lucas e João, mas estes, têm tanto de verdade ou falsidade como aqueles que foram considerados apócrifos. Todos eles valem no seu conjunto e são o vestígio histórico dessa mensagem transmitida ao homem algures no tempo. Por ventura poderão ser os Evangelhos apócrifos aqueles que mais se aproximam da mensagem original, pois não sofreram as sucessivas intervenções da mão humana nas suas cópias, quem sabe?

O Evangelho de Tomé é verdadeiramente delicioso de ler. É um dos mais antigos, sendo datado dos meados do primeiro século depois de Cristo, estando os quatro que estão incluídos no Novo Testamento datados entre o Sec. I e II d.C.

De Tomé sabe-se que era irmão de Jesus. Mas todos os textos sagrados possuem várias interpretações, dirigidas para diferentes mentes e este parentesco, possivelmente deva ser entendido esotericamente, ou seja, Tomé seria um discípulo na mesma senda que Jesus trilhou, um Irmão.

Fraternamente :.


Os seus discípulos disseram-lhe: “Mostra-nos o lugar onde estás, pois precisamos de procurá-lo.”

Ele disse-lhes: “Aquele que tem ouvidos, ouça! Há luz no interior do Homem de luz e ele ilumina o mundo inteiro. Se ele não Brilha, ele é a escuridão.”

Jesus disse:” Ama o teu irmão como à tua alam, protege-o como a pupila dos teus olhos.”

Jesus disse: “tu vês o cisco no olho de teu irmão, mas não vês a trave no teu próprio olho. Quando retirares a trave do teu olho, então verás claramente e poderás retirar o cisco do olho de teu irmão.”


Evangelho de Tomé

Mudança




“Nós fugimos à mudança; contudo, há alguma coisa que possa nascer sem ela? O que é que a Natureza considera de mais querido ou mais próprio para si mesma? Poderias tu tomar um banho se a lenha da fogueira não sofresse uma mudança? Poderias tu alimentar-te se a comida não sofresse uma alteração? Será possível, para uma coisa útil, a realização sem mudança? Não vês, pois, que a mudança em ti próprio é da mesma ordem e não menos necessária à Natureza? “


Meditações
Marco Aurélio
(Imperador Romano)

Sobre o Caminho

“ A pessoa da matéria e a Pessoa do Espírito nunca se podem encontrar. Uma delas tem de desaparecer; não há lugar para ambas.


Antes que a mente da tua Alma possa compreender, deve a flor da personalidade ser esmagada em botão, e o verme dos sentidos destruído até não poder ressurgir.

Não podes caminhar no Caminho enquanto não te tornares, tu próprio, esse Caminho

Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.

Que o sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.





Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí fique; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.

Estas lágrimas, ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal. É neste terreno que cresce a flor noturna de Buda, mais difícil de achar, mais rara de ver, do que a flor da árvore Vogay. É a semente da libertação do renascer. Ela isola o Arhat tanto da luta como da luxúria, leva-o através dos campos do ser para a paz e a felicidade que só se conhecem na terra do silêncio e do não-ser.

Mata o desejo; mas se o matares, cuida bem em que ele não renasça da morte.”


A Voz do Silêncio
H. P. Blavatskk

Sexto Aniversário - Nova Acrópole Aveiro

um bem-haja a todos.

No passado dia 4 de Outubro, a Associação Cultural Nova Acrópole de Aveiro comemorou o seu sexto aniversário. Estando há trinta anos em Portugal, foi há seis anos atrás que a Pintora e Investigadora Françoise Terseur juntamente dom o Dr. e Investigador José Ramos abriram a filial de Aveiro. Desta forma, a Filosofia chegou a esta cidade, Rainha do litoral cujo Rei é o Sal.

Alquimicamente, o Sal é a cristalização do subtil. O Sal representa a materialização e talvez por isso mesmo, Aveiro esteja sempre na vanguarda de vários projectos, quer a nível científico, quer a nível empresarial.

Deixemos o assunto do Sal para uma outra altura e falemos da actividade que a Nova Acrópole realizou para comemorar o seu sexto aniversário. O distrito de Aveiro, nas suas zonas limítrofes, tal como o distrito de Viseu, é muito rico em património megalítico e assim, a Nova Acrópole levou a cabo um Rally Megalítico, destinado apenas para os seus membros, por alguns destes lugares.

Contando com a presença do Director Nacional, o Professor, Escritor e Investigador José Carlos Fernández, todos os participante foram brindados pelo mesmo com riquíssimas explicações históricas relativas aos monumentos em questão.

Embora todos estes monumentos estejam referenciados nas páginas das respectivas autarquias, alguns, como por exemplo A Pedra dos Cantinhos e a Pedra das Ferraduras Pintadas são de difícil localização, quer pela falta de sinalização, quer por se encontrarem envoltos por floresta. Se procurarmos na net por fotos relativas a estes dois locais apenas encontramos imagens antigas, por isso, ficam aqui duas fotografias recentes da autoria da PHTAH.



Pedra dos Cantinhos



Pedra das Ferraduras Pintadas 

Sobre a rocha foi espalhada areia branca para que os nossos olhos pudessem visualizar as belas inscrições ocultas para o olho do desatento.

Como referência do estado de sinalização, conservação e beleza, fica aqui uma foto da Anta da Cerqueira, situada no conselho de Sever do Vouga.


Anta da Cerqueira 

Para finalizar, faço aqui referência a uma próxima actividade a não perder. Uma viagem aos Mosteiros da Batalha e de Alcobaça, no dia 25 de Outubro de 2009, guiada pelo Escritor e investigador Paulo Loução, autor de várias obras entre elas: “OS TEMPLÁRIOS NA FORMAÇÃO DE PORTUGAL”; “PORTUGAL –TERRA DE MISTÉRIOS”; “DOS TEMPLÁRIOS À NOVA DEMANDA DO GRAAL”, entre outras. Esta é uma viagem aberta ao publico se estiverem interessados em participar podem entrar em contacto com a Nova Acrópole de Aveiro ou então se estiverem próximo de Lisboa, com a Nova Acrópole de Lisboa.

Fraternamente :.

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