"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

O Caminho da Felicidade

Caríssimas (os)
Penso, que assim como eu, todos vós procureis ser felizes, procureis afastar medos e angústias, procurando viver a vida de uma forma plena e com sentido, com o sentimento do dever cumprido.
A vida é uma longa estrada, na qual todos nós caminhamos e embora possamos estar lado a lado com um amigo da nossa idade, a caminhar por um jardim, na estrada da vida podemos estar separados por quilómetros e quilómetros.

Na estrada da vida quantas vezes já nos perdemos? Quantas vezes já a encontrámos? Muitas, verdade?

Este é um caminho escuro, embora na realidade possa assim não o ser, mas o é porque nós o fazemos e talvez, seja o nosso objectivo torná-lo mais luminoso, mas, ao longo deste caminho vamos encontrando pontinhos de luz que nos orientam. Nós sabemo-lo porque nesses momentos em que os encontramos a vida parece ter sentido. Nesses momentos a nossa consciência pode “não ter consciência” dessa luz, mas a nossa Alma tem e assim, manifesta-se esta última transmitindo aquela sensação de harmonia com nós mesmos e para com os outros.

Mais uma vez, é curioso como na maior parte das vezes não temos consciência da luz no caminho, sentimo-nos bem, mas não sabemos porquê. Sentimo-nos bem e não sabemos que é a nossa alma que caminha iluminada. Esses pontinhos de luz umas vezes vêm até nós, outras vezes somos nós que seguimos na sua direcção e todos eles, à medida que se aproximam ou que nos aproximamos, iluminam os nossos passos, evitando que possamos cair nos buracos e pedras, evitando passarmos por dores desnecessárias.

Estes pontinhos de luz podem ser os nossos Pais, a família, uma fé, a escola, um amigo, o trabalho, um estranho, um Mestre, um sonho, um sentimento, uma palavra, etc.

Quando a nossa Alma não os encontra, quando a nossa alma está parada e sem rumo, e isso acontece mesmo que andemos de um lado para o outro experimentando mil e uma coisas no frenesim do dia a dia, sentimos sempre uma sensação de insatisfação, de angústia, experimentamos uma certa irracionalidade do mundo e para com o mundo, surge o medo, a raiva e a fraqueza faz-nos encolher a alma. Tal manifesta-se pelo nosso isolamento, depressões, pela nossa infelicidade mesmo que no rosto aparentemente levemos um sorriso vazio.

Quão gratos nós podemos estar a todos aqueles pontinhos de luz que já encontrámos e que guiaram ou guiam os nossos passos. Quão gratos estamos pela coragem que nos conseguiram transmitir, bem como pela força de vontade que nos exaltaram fazendo com que quebrasse-mos todas as correntes e grilhões da depressão e da tristeza.

Como é bom e bela essa luz.

Quando me cruzei com a Nova Acrópole, à muito que andava perdido. Pensava muito saber, ou o suficiente para ver o chão que os meus pés pisavam. Pura ilusão, pois de mim nada sabia. E como é que eu poderia aspirar a ser feliz não me conhecendo a mim mesmo?

Procuramos o tesouro em tantos sítios e como Paulo coelho escreve no seu livro o Alquimista, estamos “sentados” em cima dele, mas como nunca remexemos a terra nunca o descobrimos. A nova Acrópole faz remexer a “terra” que cada um de nós possui e sendo esta Escola uma escola de Filosofia à maneira Clássica, tem por único objectivo fazer de nós melhores pessoas, fazer de nós pessoas felizes.

Tal objectivo é nítido na sua Carta de Fundação, redigida pelo seu Fundador, Jorge Angel Livrága, que nos diz
I. Reunir os Homens e Mulheres de todas as crenças, raças e condições sociais em torno de um ideal de fraternidade universal;

II. Despertar uma visão global através do estudo comparado da Filosofia, das Ciências, Religiões e Artes;

III. Desenvolver as capacidades do indivíduo para que possa integrar-se na Natureza e viver segundo as características da sua própria personalidade.

I. – Fraternidade entre todos os Homens
É a união para além das diferenças. O respeito pelas diversas identidades e tradições faz com que cada um, por sua vez, se sinta cidadão do mundo.

II. – Convivência entre as culturas
É a prática da tolerância, através de uma cultura integral, que permite relacionar todos os campos da criatividade e do pensamento.
Esta integração torna compatível e complementar o que de início parecia oposto. Harmoniza pessoas, ideias e sentimentos novos e diferentes, dentro de um conjunto social mais rico e mais aberto.

III. – Desenvolvimento da capacidade espiritual do indivíduo
O ser humano está integrado na Natureza e tem um potencial que ele próprio desconhece. Assim, as suas possibilidades de desenvolvimento são quase ilimitadas.


Um dia a minha Alma procurava uma luzinha. Um dia depois de tantos outros ganhei coragem e passei por lá, vencendo a desconfiança e o medo.

O que encontrei? A porta de entrada para mim mesmo, o caminho da Felicidade.
A mesma porta está aberta para todos vós.

Um bem-haja a Todos.
Fraternamente, Azoth :.

4 comentários:

Lumenamena disse...

O caminho da felicidade está sempre na constante aprendizagem, sobre a forma mais simples de entender as coisas. Torna-mo-nos simplesmente abertos ao mundo, sem resistência e curados do egoísmo.
Está sempre um "prémio" aos nossos olhos, o "topo da montanha", onde vamos obtêr a felicidade, desde que saibamos escolher o caminho correcto com inteligência.
Assim, observamos a paisagem, aprecia-mo-la, e quando ela não fôr tão bonita, devemos olhá-la com os olhos do coração.

Um bem-haja,
Lumenamena

Sun disse...

A felicidade está na aceitação daqueles que somos. Enquanto não nos aceitarmos com as nossas virtudes e fraquezas, nunca iremos ser felizes.

Nós, seres Divinos, se aqui estamos é por quê nos sentimos preparados para ultrapassarmos dificuldades que não foram ultrapassadas anteriormente, é por quê temos um determinado objectivo, o qual nos sentimos capazes de alcançar. Caso contrário, aqui não estaríamos.

Nas estradas da vida, quanto mais nos perdemos, mais nos encontramos. Se não nos perdêssemos, se não nos separássemos do rebanho, talvez nunca viéssemos a encontrar as rotas e caminhos que nos trouxeram até aqui.
São nos momentos de agonia que estes pontinhos brilhantes se destacam. O céu está sempre repleto de estrelas, mas nem todas conseguimos ver. São poucas as que se destacam. E julgo que com a vida se passa o mesmo.

Conheço bem este " sorriso vazio" a que te referes. E não sinto saudade alguma dele, espero que não volte nunca mais.

Um beijo e uma bela semana,
Sun.

Azoth disse...

Um bem-haja, Lumenamena.

Sim, Há que saber observar. Princípalmente a nossa paisagem interior.

Fraternamente :.

Azoth disse...

Um bem-haja, Sun.

Caríssima, concordo com a sua reflexão.

Fraternamente :.

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