"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Mistérios Celtas

Azinheira
Entre os Druidas, a Azinheira era uma árvore muito sagrada, como também o era entre os gregos, se dermos crédito a Ferécides e à sua cosmogonia, “onde nas suas frondosas ramas morava uma serpente (isto é, a sabedoria), sem que se conseguisse desaloja-la de lá”.

Quadro de Françoise Terseur
(Filósofa, Pintora, Escritora e Investigadora)

Ceugant (Celta)
“Círculo do vazio”, de céu (vazio, infinito), e cant (circulo). Na divisão dos três mundos, círculos ou esferas de existência, é a região inacessível onde a teologia Druídica abstrai a Existência pura, sem modos, sem fenómenos, o Absoluto, o Parabrahm dos vedas, o Ensoph da cabala, numa palavra, Deus. Pela palavra “círculo” dá-se a entender aqui, com os Druidas, muito antes que São Boaventura e Pascal, “um círculo infinito, cujo centro está em todas as partes e a circunferência em nenhuma” (Cupus centrum est ubique, et circumferentia nusquam), o qual explica admiravelmente a omnipresença e a infinidade divina. (E. Bailly).

Dragão
(Drakon, em grego) – Considerado nos nossos dias como um monstro 2mítico2, perpetuado no ocidente em selos, escudos, etc., como um grifo heráldico e como o diabo morto por São Jorge, etc., na realidade é um monstro pré-diluviano extinto. Nas antiguidades babilónicas faz-se referência a ele na sua qualidade de “possuidor de escamas”, e numa multiplicidade de pedras preciosas está relacionado com Tiamat, o mar. “O Dragão do mar” é mencionado com frequência. No Egtipto, é a estrela de Dragão (depois da estrela do pólo Norte), origem da conexão de quase todos os deuses com o Dragão. Bel e o Dragão, Apolo e Piton, Osíris e Tifon, Krichna e Kaliya, Sigurd e Fafnir e finalmente São Jorge e o Dragão, são todos representações do mesmo. Todos eles eram deuses solares e onde quer que encontremos o Sol, ali está igualmente o Dragão, símbolo da sabedoria: Thot-Hermes. “Eu sou uma Serpente, eu sou um Druida”, dizia o Druida das regiões celto-britânicas, porque tanto a Serpente como o Dragão eram símbolos da Sabedoria, da Imortalidade e do Renascimento. Como a serpente muda a sua antiga pele reaparecendo com uma nova, assim o Ego imortal abandona uma personalidade somente para adquirir outra.

Ogham [u Ogam]
Misteriosa linguagem das primitivas raças celtas, usada pelos druidas. Umas das formas desta linguagem consistia na associação das folhas de determinadas árvores com as letras. A isto se dava o nome de Beth-luis-nion-Ogham e para formar palavras e frases colocavam-se por ordem as folhas num cordel. Godfrey Higgis indica que para completar a confusão interpunham-se entre essas ditas folhas outras que nada significavam. (W.W.W.).

Ogmio
(Ogmius) – Deus da Sabedoria e eloquência entre os Druidas; é, de certo modo, Hermes

Visco
Este curioso vegetal, que cresce somente como parasita em determinadas árvores, como a macieira e a azinheira, era uma planta mística em diversas religiões antigas e sobretudo entre os druidas celtas. Os seus sacerdotes cortavam o visco em certas estações, com muitas cerimónias e servindo-se somente de uma foice de ouro especialmente consagrada. Hislop insinua a ideia, a modo de explicação religiosa, de que sendo o visco uma rama que brota de uma árvore-mãe, foi adorado como uma Rama divina saindo de uma Árvore terrestre, a união da divindade com a humanidade. O nome desta planta em alemão significa “tudo cura”. Compare-se a Rama de Ouro da Azinheira, de Virgílio (VI, 126) e Plinío, Hist. Natur (XVII, 44): Sacerdos cândida vest cultus arborem scandit, falce áurea demit. [Um sacerdote vestido de branco sobe à árvore e corta o Visco com uma foice de ouro.] (W.W.W.) –[Entre os druidas, esta planta parasita simboliza o sacrifício divvino, a descida do espírito à matéria.]


Glossário Teosófico
H. P. Blavatsky

2 comentários:

Isa from Aveiro disse...

Olá gostei particularmente deste post pois a cultura celta tem sido muito desprezada, pouco ou nada se fala dela e ela é no entanto uma parte fundamental das nossas raizes lusas.

Uma pequena achega acerca do Visco de uma herborista alemã que conheci nas férias. Preparação: uma ou 2 colheres de visco deixadas 8 a 12h em água fria seve como preventivo anticancerigeno

Azoth disse...

Um bem-haja, caríssima Isa.

Muito obrigado pela informação que partilha connosco.
Tem toda a razão, sem dúvida que ignoramos muito das nossa raizes, e tão belas que elas são.

Abraços Fraternos :.

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