"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Mistérios do Zodiaco e Segredos do Génesis

“Se recordarmos os conceitos da cosmogonia hindu, compreenderemos mais facilmente a relação  entre os patriarcas pré-diluvianos e a “Roda de Ezequiel”, tão enigmática para os comentadores. Assim, pois, temos de ter presente que:

Que o universo não é uma criação súbita e espontânea, senão um termo da indefinida série de universos que evoluíram da substância pré-existente.
Que a eternidade é uma sucessão de ciclos máximos onde em cada um dos quais ocorrem doze transformações do nosso mundo, ocasionadas alternadamente pelo fogo e pela água, de modo que a Terra fica tão geologicamente alterada, que na realidade constitui um novo planeta.
Que nas seis primeiras destas doze transformações, todos os seres e todas as coisas da Terra vão sendo cada vez mais densamente materiais, ao passo que nas seis restantes vão sendo cada vez mais subtis e espirituais.
Que ao chegar a evolução ao ponto culminante do círculo, desvanecem-se as formas objectivas; e as entidades que nelas residiam, homens, animais e plantas, esperam no Mundo Astral o término deste pralaya menor para retornar à terra e prosseguir nela a sua evolução.





Os antigos representavam este maravilhoso conceito no símbolo do Zodíaco ou Cinturão Celeste, para que as gentes o entendessem, mas no lugar dos doze símbolos agora conhecidos só deram ao público o nome de dez signos, a saber: Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão, Virgem, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Eram estes os signos exotéricos; mas haviam outros signos místicos, somente conhecidos pelos Iniciados, que eram Balança, o ponto intermédio dos doze e Escorpião que segue imediatamente o de Virgem. Quando foi necessário exoterizar estes dois signos, deram-lhes o nome que agora levam, para ocultar os verdadeiros nomes, cujo conhecimento colocaria a descoberto os segredos da criação e a origem do bem e do mal.

A verdadeira doutrina da sabedoria, ensinava secretamente que estes dois signos encobriam a transformação gradual do mundo, desde o seu estado espiritual e subjectivo, ao sublunar de sexo duplo. Assim foi que os doze signos se dividiram em grupos de seis. O primeiro grupo chamou-se de ascendente ou linha do Macrocosmos (mundo espiritual maior), o segundo chamou-se de descendente ou Microcosmos (mundo subalterno e reflexo do primeiro). Esta divisão recebeu o nome de “Roda de Ezequiel”, que compreendia como primeiro arco os cinco signos ascendentes, personificados pelos patriarcas, a saber: Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão e por último Virgem-Escorpião. Depois vem Balança, o ponto de equilíbrio ou de mudança e de seguida desdobrava-se a primeira metade do signo Virgem-Escorpião para guiar o grupo descendente do Microcosmos até ao último signo, Peixes, cuja personificação é Noé, emblema do díluvio. Veremos isto mais claro tendo em conta que o signo Virgem-Escorpião representado primeiramente por (m) reduziu-se simplesmente a Virgem e o seu par (m) ou Escorpião, como personificação de Caim, ficou colocado depois de balança, pois segundo a teologia exotérica, Caim foi a perdição da humanidade, mas de acordo com a verdadeira Doutrina da Sabedoria representa a descida do universo, durante o curso da evolução, do subjectivo ao objectivo.

Costuma acreditar-se que o signo balança foi inventado pelos gregos; mas mesmo que assim fosse, unicamente o conheciam os Iniciados, ficando o vulgo tão ignorante como sempre. De todos os modos, o novo signo serviu admiravelmente para descobrir quanto se podia dizer sem revelar toda a verdade e dava-se a entender com ele que quando no processo da evolução chegou o mundo ao máximo grau de materialização, ou seja, ao ponto ínfimo da sua descida, já não poderia mais descer porque aquele era o ponto de equilíbrio, de balança ou de conversão, desde onde havia de iniciar-se a ascensão por impulso da divina chispa que arde no intimo de todas as formas. A balança simboliza o eterno equilíbrio de harmonia e justiça que há de reinar no universo, a ponderação das forças centrifuga e centrípeta, da luz e das trevas, da matéria e do espírito.

A interpolação dos signos adicionais do Zodíaco demonstra que o livro do Génesis, tal como aparece nas versões actuais, é posterior à invenção do nome Balança pelos gregos, pois a genealogia dos patriarcas faz-se corresponder com os doze signos zodiacais, se este livro fosse de data anterior, apenas se faria corresponder a dez. A adição dos dois signos e a necessidade que tinham de ocultar a verdadeira chave, moveu os compiladores a repetir o nome de Enoch e Lamech na tábua genealógica.

Tudo o que é referente à criação e ao dilúvio tem várias interpretações, não é possível compreender devidamente o  significado do relato bíblico sem ter em conta o relato Caldeu e do significado esotérico do que sobre o díluvio dizem o Mahabharata e o Satapatha. Os Acadianos, que segundo Rawlinson eram oriundos da Arménia, mas que não foram os primeiros emigrantes da Índia, ensinaram os mistérios religiosos e o idioma sacerdotal aos babilónios, que personificaram em Xisuthrus o Sol em Aquário, assim como Oannes, o homem-peixe e semideus, representava o primeiro avatar de Vishnu, com o qual temos a chave da dupla origem do relato bíblico.

Oannes simboliza a sabedoria esotérica e por isso sai do mar, do grande abismo, das águas, emblema da doutrina secreta e esta é também a razão porque os egípcios divinizaram o Nilo e o tiveram por salvador do país nas suas periódicas inundações e respeitassem os crocodilos que moravam no “abismo”. Os Povos de raça Camita habitaram sempre as orlas marítimas ou as margens dos rios, pois a água foi o primeiro elemento da criação, segundo algumas cosmogonias antigas e assim veneravam profundamente os sacerdotes caldeus o nome de Oannes, levavam uma túnica em forma de peixe, cuja cabeça era o chapéu cónico (aquele tipo de chapéu que surge associado aos magos).

Diz Cícero que, segundo Tales de Mileto, a água é o princípio de todas as coisas e que Deus é a Mente suprema que da água modelou todas as coisas.

E canta Virgílio na Eneiada:
No princípio, o Espírito anima céus e terra, o líquido elemento, o brilhante globo lunar e as titânicas estrelas. A mente infundida por qualquer lado desperta a massa e mistura-se com a matéria primordial.

Temos assim que a água simboliza por uma parte a dualidade do Macrocosmos-Microcosmos vivificada pelo Espírito e pela outra, o Cosmos evoluindo do Kosmos. Neste sentido, o dilúvio simboliza o período final do conflito entre os elementos correspondentes ao término do primeiro ciclo máximo do nosso planeta. Estes períodos de dura luta entre os elementos sucedem-se para que do caos surja a ordem e a ordem volte a cair no caos, de modo que os sucessivos tipos de organismos físicos estejam adaptados às respectivas condições naturais de cada período. Assim temos que no anterior ao actual não pode viver o homem de hoje sobre a terra, visto que não estava vestido dos trajes de pele que alegoricamente menciona o Génesis.”

Ísis sem véu
H. P. Blavatsky

Pensamentos Antigos para o Presente

“Enchemo-nos de ira cada vez que perdemos ou que nos roubam algo do que chamamos nossas propriedades. Mas, na verdade, não nos importa perder a mais sagrada propriedade: dividimos a nossa alma entre mil caprichos e desperdiçamos o tempo sem o medir com moedas.

Todos precipitam as suas vidas e padecem pelo desejo do futuro, pelo tédio do presente. Isso é assim, porque se as suas vidas estivessem cheias de rectas acções não haveria maior prazer do que aquele que se obtém em cada dia.

Sossegado está aquele que tem consciência do seu sossego.

A simples erudição, a acumulação de conhecimentos, não diminui os nossos erros, nem controla as paixões, nem nos torna mais fortes, nem mais justos, nem mais generosos. Sossegados são os que se dedicam à sabedoria e não só aproveitam a sua própria existência mas também acrescentam a experiência de todas as épocas, reflectidas nos homens avançados que nos deixaram as suas doutrinas.

O sábio recolhe e reúne num só todos os momentos: O passado, o presente e o futuro, enquanto que o ignorante esquece o passado, desconhece o presente e teme o futuro.

Queixa-mo-nos de que os outros não nos entendem ou que então nos olham com desprezo. Antes de exigir a atenção dos demais, por acaso cumprimos com o facto de atendermos a nós próprios?”

"A Brevidade da Vida"
Séneca

A Polaridade




“O Quarto Grande Principio Hermético – O Princípio da Polaridade – contém a verdade que todas as coisas manifestas têm dois lados, dois aspectos, dois pólos opostos, com muitos graus de diferenças entre os dois extremos. Os velhos paradoxos, que ainda deixaram perplexa a mente dos homens, são explicados pelo conhecimento deste Princípio. O homem também reconheceu muitas coisas semelhantes a este Princípio e tentou exprimi-lo por estas máximas e aforismos: tudo existe e não existe ao mesmo tempo, todas as verdades são meias-verdades e todas as verdades são meio-falsas, há dois lados em tudo, todo o verso tem o seu reverso, etc.”



Kybalion

O Caminho da Felicidade

Caríssimas (os)
Penso, que assim como eu, todos vós procureis ser felizes, procureis afastar medos e angústias, procurando viver a vida de uma forma plena e com sentido, com o sentimento do dever cumprido.
A vida é uma longa estrada, na qual todos nós caminhamos e embora possamos estar lado a lado com um amigo da nossa idade, a caminhar por um jardim, na estrada da vida podemos estar separados por quilómetros e quilómetros.

Na estrada da vida quantas vezes já nos perdemos? Quantas vezes já a encontrámos? Muitas, verdade?

Este é um caminho escuro, embora na realidade possa assim não o ser, mas o é porque nós o fazemos e talvez, seja o nosso objectivo torná-lo mais luminoso, mas, ao longo deste caminho vamos encontrando pontinhos de luz que nos orientam. Nós sabemo-lo porque nesses momentos em que os encontramos a vida parece ter sentido. Nesses momentos a nossa consciência pode “não ter consciência” dessa luz, mas a nossa Alma tem e assim, manifesta-se esta última transmitindo aquela sensação de harmonia com nós mesmos e para com os outros.

Mais uma vez, é curioso como na maior parte das vezes não temos consciência da luz no caminho, sentimo-nos bem, mas não sabemos porquê. Sentimo-nos bem e não sabemos que é a nossa alma que caminha iluminada. Esses pontinhos de luz umas vezes vêm até nós, outras vezes somos nós que seguimos na sua direcção e todos eles, à medida que se aproximam ou que nos aproximamos, iluminam os nossos passos, evitando que possamos cair nos buracos e pedras, evitando passarmos por dores desnecessárias.

Estes pontinhos de luz podem ser os nossos Pais, a família, uma fé, a escola, um amigo, o trabalho, um estranho, um Mestre, um sonho, um sentimento, uma palavra, etc.

Quando a nossa Alma não os encontra, quando a nossa alma está parada e sem rumo, e isso acontece mesmo que andemos de um lado para o outro experimentando mil e uma coisas no frenesim do dia a dia, sentimos sempre uma sensação de insatisfação, de angústia, experimentamos uma certa irracionalidade do mundo e para com o mundo, surge o medo, a raiva e a fraqueza faz-nos encolher a alma. Tal manifesta-se pelo nosso isolamento, depressões, pela nossa infelicidade mesmo que no rosto aparentemente levemos um sorriso vazio.

Quão gratos nós podemos estar a todos aqueles pontinhos de luz que já encontrámos e que guiaram ou guiam os nossos passos. Quão gratos estamos pela coragem que nos conseguiram transmitir, bem como pela força de vontade que nos exaltaram fazendo com que quebrasse-mos todas as correntes e grilhões da depressão e da tristeza.

Como é bom e bela essa luz.

Quando me cruzei com a Nova Acrópole, à muito que andava perdido. Pensava muito saber, ou o suficiente para ver o chão que os meus pés pisavam. Pura ilusão, pois de mim nada sabia. E como é que eu poderia aspirar a ser feliz não me conhecendo a mim mesmo?

Procuramos o tesouro em tantos sítios e como Paulo coelho escreve no seu livro o Alquimista, estamos “sentados” em cima dele, mas como nunca remexemos a terra nunca o descobrimos. A nova Acrópole faz remexer a “terra” que cada um de nós possui e sendo esta Escola uma escola de Filosofia à maneira Clássica, tem por único objectivo fazer de nós melhores pessoas, fazer de nós pessoas felizes.

Tal objectivo é nítido na sua Carta de Fundação, redigida pelo seu Fundador, Jorge Angel Livrága, que nos diz
I. Reunir os Homens e Mulheres de todas as crenças, raças e condições sociais em torno de um ideal de fraternidade universal;

II. Despertar uma visão global através do estudo comparado da Filosofia, das Ciências, Religiões e Artes;

III. Desenvolver as capacidades do indivíduo para que possa integrar-se na Natureza e viver segundo as características da sua própria personalidade.

I. – Fraternidade entre todos os Homens
É a união para além das diferenças. O respeito pelas diversas identidades e tradições faz com que cada um, por sua vez, se sinta cidadão do mundo.

II. – Convivência entre as culturas
É a prática da tolerância, através de uma cultura integral, que permite relacionar todos os campos da criatividade e do pensamento.
Esta integração torna compatível e complementar o que de início parecia oposto. Harmoniza pessoas, ideias e sentimentos novos e diferentes, dentro de um conjunto social mais rico e mais aberto.

III. – Desenvolvimento da capacidade espiritual do indivíduo
O ser humano está integrado na Natureza e tem um potencial que ele próprio desconhece. Assim, as suas possibilidades de desenvolvimento são quase ilimitadas.


Um dia a minha Alma procurava uma luzinha. Um dia depois de tantos outros ganhei coragem e passei por lá, vencendo a desconfiança e o medo.

O que encontrei? A porta de entrada para mim mesmo, o caminho da Felicidade.
A mesma porta está aberta para todos vós.

Um bem-haja a Todos.
Fraternamente, Azoth :.

Mistérios de Eulêusis

Na antiguidade, celebravam-se durante estes mês um dos maiores Mistérios da humanidade. Na Grécia ficaram conhecidos pelos Grandes Mistérios de Elêusis. Também existiam os Mistérios Menores, estes por sua vez eram vividos em Fevereiro.

 
Durante 9 dias, tempo que duravam as festividades, viviam-se várias cerimónias, nas quais, até dado momento o profano poderia participar, sendo a restante cerimónia reservada apenas a Iniciados ou àqueles que se apresentavam à iniciação, ou seja, discípulos que mostraram que estavam preparados para receber estes ensinamentos.

 
A Experiência vivida por aqueles que participavam nestes mistérios era tal, que desse dia em diante não mais eram a mesma pessoa. Embora as cerimónias públicas sejam mais ou menos conhecidas, o que acontecia no círculo mais interno, que transmutaria drasticamente os seus participantes, nunca foi revelado pois na maior parte das vezes tais ensinamentos eram passados sob pena de morte se fossem passados a alguém que não estivesse em condições de os receber.

 
Do pouco que se sabe, estavam estes Mistérios relacionados com o conhecimento sobre a morte e a ressurreição. Esta lição, velou-a Homero no mito do rapto de Perséfone.

 
Resumidamente diz-nos esse mito o seguinte:
Perséfone estava a colher flores num campo. Notando um narciso dirigiu-se a ele para o colher. Quando se preparava para o fazer, Hades, o senhor dos Infernos, irrompe de uma fenda que se abriu na terra e rapta-a, levando-a consigo para o inferno.
Deméter, a Grande Senhora da renovação da Natureza, mãe de Perséfone, pressentindo que algo de errado tinha acontecido com a sua filha partiu à procura desta sem a encontrar e durante 9 dias não soube noticias dela, até que, no décimo dia, Hécate lhe contou o sucedido.
Deméter ficou tão desgostosa que não mais permitiu que a vida na terra germinasse. Assim, rapidamente a terra ficou desolada.
Zeus, preocupado com a situação da terra, envia Hermes ao inferno para falar com Hades, com o intuito que este libertasse Perséfone. Hades, após algum tempo, aceitou libertar Perséfone, mas antes de a libertar deu-lhe a comer um gomo de Romã.
Perséfone volta à superfície ao encontro de sua mãe e as duas durante algum tempo viveram felizes e em júbilo, mas como Perséfone comera um alimento do mundo subterrâneo, teria novamente de regressar ao inferno, porque assim ditavam as leis. Perséfone ficaria dois terços do tempo na terra e um terço no inferno sob o consentimento de Zeus o qual Deméter aceitou devolvendo novamente a Vida à Terra.

Mistérios Celtas

Azinheira
Entre os Druidas, a Azinheira era uma árvore muito sagrada, como também o era entre os gregos, se dermos crédito a Ferécides e à sua cosmogonia, “onde nas suas frondosas ramas morava uma serpente (isto é, a sabedoria), sem que se conseguisse desaloja-la de lá”.

Quadro de Françoise Terseur
(Filósofa, Pintora, Escritora e Investigadora)

Ceugant (Celta)
“Círculo do vazio”, de céu (vazio, infinito), e cant (circulo). Na divisão dos três mundos, círculos ou esferas de existência, é a região inacessível onde a teologia Druídica abstrai a Existência pura, sem modos, sem fenómenos, o Absoluto, o Parabrahm dos vedas, o Ensoph da cabala, numa palavra, Deus. Pela palavra “círculo” dá-se a entender aqui, com os Druidas, muito antes que São Boaventura e Pascal, “um círculo infinito, cujo centro está em todas as partes e a circunferência em nenhuma” (Cupus centrum est ubique, et circumferentia nusquam), o qual explica admiravelmente a omnipresença e a infinidade divina. (E. Bailly).

Dragão
(Drakon, em grego) – Considerado nos nossos dias como um monstro 2mítico2, perpetuado no ocidente em selos, escudos, etc., como um grifo heráldico e como o diabo morto por São Jorge, etc., na realidade é um monstro pré-diluviano extinto. Nas antiguidades babilónicas faz-se referência a ele na sua qualidade de “possuidor de escamas”, e numa multiplicidade de pedras preciosas está relacionado com Tiamat, o mar. “O Dragão do mar” é mencionado com frequência. No Egtipto, é a estrela de Dragão (depois da estrela do pólo Norte), origem da conexão de quase todos os deuses com o Dragão. Bel e o Dragão, Apolo e Piton, Osíris e Tifon, Krichna e Kaliya, Sigurd e Fafnir e finalmente São Jorge e o Dragão, são todos representações do mesmo. Todos eles eram deuses solares e onde quer que encontremos o Sol, ali está igualmente o Dragão, símbolo da sabedoria: Thot-Hermes. “Eu sou uma Serpente, eu sou um Druida”, dizia o Druida das regiões celto-britânicas, porque tanto a Serpente como o Dragão eram símbolos da Sabedoria, da Imortalidade e do Renascimento. Como a serpente muda a sua antiga pele reaparecendo com uma nova, assim o Ego imortal abandona uma personalidade somente para adquirir outra.

Ogham [u Ogam]
Misteriosa linguagem das primitivas raças celtas, usada pelos druidas. Umas das formas desta linguagem consistia na associação das folhas de determinadas árvores com as letras. A isto se dava o nome de Beth-luis-nion-Ogham e para formar palavras e frases colocavam-se por ordem as folhas num cordel. Godfrey Higgis indica que para completar a confusão interpunham-se entre essas ditas folhas outras que nada significavam. (W.W.W.).

Ogmio
(Ogmius) – Deus da Sabedoria e eloquência entre os Druidas; é, de certo modo, Hermes

Visco
Este curioso vegetal, que cresce somente como parasita em determinadas árvores, como a macieira e a azinheira, era uma planta mística em diversas religiões antigas e sobretudo entre os druidas celtas. Os seus sacerdotes cortavam o visco em certas estações, com muitas cerimónias e servindo-se somente de uma foice de ouro especialmente consagrada. Hislop insinua a ideia, a modo de explicação religiosa, de que sendo o visco uma rama que brota de uma árvore-mãe, foi adorado como uma Rama divina saindo de uma Árvore terrestre, a união da divindade com a humanidade. O nome desta planta em alemão significa “tudo cura”. Compare-se a Rama de Ouro da Azinheira, de Virgílio (VI, 126) e Plinío, Hist. Natur (XVII, 44): Sacerdos cândida vest cultus arborem scandit, falce áurea demit. [Um sacerdote vestido de branco sobe à árvore e corta o Visco com uma foice de ouro.] (W.W.W.) –[Entre os druidas, esta planta parasita simboliza o sacrifício divvino, a descida do espírito à matéria.]


Glossário Teosófico
H. P. Blavatsky

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin