"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

"Sacro Ofício"

Nuno Alvares Pereira; Quadro de Luciano Freire 1904


“A Vida é construída pelo sacrifício do individual ao todo. Cada célula do corpo vivo tem de se sacrificar pela perfeição do todo; quando não é assim, a doença e a morte forçam a lição.”

Helena Petrovna Blavatsky

15 comentários:

rogerio franco disse...

Concordo. Mas acrescento uma outra noção, nos dois sentidos.
O indivíduo só pode dar o seu contributo ao todo se evoluir e tiver valor para o todo. As células também são assim, e parecem “saber” disso. Também elas de alimentam, multiplicam-se e evoluem de modo a construir fisicamente o indivíduo. O indivíduo, na sua evolução máxima, tanto no corpo sadio, como na mente, evoluídas, será integrado no todo e dará o seu contributo. Quando estiver preparado. É por assim dizer que as coisas funcionam nos dois sentidos. O indivíduo evolui e dá o seu contributo à sociedade. A sociedade faz o mesmo por ele, com todas as suas instituições e todos os indivíduos integrados nelas. Com as células, esse duplo sentido também se verifica. Ajuda as células com alimento, e elas mantém-no vivo.
No final ainda há que acrescentar um outro conceito abstracto: a consciência. Mas sobre a maneira como ela me faz ter uma noção sofisticada deste conceito de duplo sentido, é outro tema.

Endorfina, please. disse...

Há quem diga que a morte do homem começa a partir do momento em que ele desiste de viver.
Concordo plenamente com o que escreves-te e nos transmitiste.

Sandra S. disse...

Sou da mesma opinião do primeiro comentário.


Um beijo

Mónica disse...

Eu apreciadora de arte.. gosto especialmente de pessoa como voce, com o espirito critico aporado, pois por acaso nao me acho com um grande espirito critico, então gosto de apreciar pessoas diferentes e de tão boas falas como vejo que é. Belo blog aqui tem. Parabens. Espero que acompanhe meu blog tambem. O seu espero ter disponibilidade de o acompanhar pois é merecido uma devida atenção, a tão bons temas do homem e a humanidade. Um abraço.

rogerio franco disse...

Azoth, no dizer da Endorfina, "...a morte do homem começa a partir do
momento em que ele desiste de viver...", considera que corrobora com o "concordo plenamente" da Endorfina em relação ao sentido indivídual-todo da frase da sr.ª Blavatsky, ou aceita que o dizer dela está no sentido todo-indivídual? Se assim é, então a Endorfina estará a contradizer-se.
Digo isto porque na frase da sr.ª Blavatsky não era implícito o sentido todo-indivídual.

Azoth disse...

Um bem haja Endofina.

Compreendo a sua ideia e tem razão naquilo que pensa.

Só quero deixar esta observação. Pessoalmente, não vejo a morte como certa figura pública um dia afirmou, sendo motivo de chacota por parecer tão óbvio, disse ela “que estar morto é o contrário de estar vivo”. Para mim, a morte está para a vida, como uma porta está para quem caminha.

Mas, sem dúvida que quando se perde a vontade de viver, o sentido do Dever em nós é coberto pelo negro véu daquilo que nos consome.

Sem dúvida que antecipamos o dia da nossa passagem. Mas até chegar a esse momento, vivemos, pois a vida é ela mesma consciência. Essa vida que vamos ter será toda ela dirigida no sentido de chamar a atenção que algo não está certo em nós e tem de ser mudado.

Azoth disse...

Hum bem haja Sandra.

Fico grato pela sua visita.
Espero que seja do seu agrado aquilo que aqui encontrou.
Volte sempre

Azoth disse...

Um bem haja.

Obrigado, Mónica pelo seu comentário.

Temos é que agradecer aos Mestres que nos legaram estes ensinamentos

Azoth disse...

Um bem Haja Rogério

Caríssimo, a relação que o homem estabelece com o todo não é horizontal, ou seja, o homem não é o pólo oposto desse todo e poderiam desaparecer toda a espécie humana da superfície da Terra que o princípio da humanidade ainda subsistiria.
O Homem tem de realizar a tarefa que lhe foi incumbida realizar. Imagine que essa tarefa, a razão da sua existência neste mundo, seja a construção de uma pirâmide. Podemos afirmar que somente aqueles que colocam pedra sobre pedra na pirâmide é que são os seus construtores? Então, por exemplo, e aqueles que alimentam esses operários não irão desempenhar um papel na construção? Até mesmo a criança, que ainda não foi instruída na arte de construir desempenha um papel activo na obra, imagine, basta um sorriso de uma criança para voltar a animar um operário e lhe dar novamente forças e animo para encetar a sua tarefa.
As relação entre o Homem e a sua obra é bem mais complexa e tem linhas muito mais profundas que aquelas que julgamos que tem.

diana disse...

Eu gosto de pensar assim: que os sacríficios compensam. Quando deixarmos de acreditar nisso, a vida deixa de fazer sentido.

rogerio franco disse...

caro azoth
Não podia estar mais em desacordo consigo. Analisei a frase da sr.ª Blavatsky novamente, mas tentando colocar-me do seu ponto de vista, e compreendi porque você não consegue ver a questão com a devida profundidade. Há um detalhe na frase da sr.ª Blavatsky que lhe passou despercebido.
Mesmo na história que conta, criança-pirâmide, também consigo ver o sentido pirâmide-criança, tendo em conta que o detalhe da sr.ª Blavataky está lá.

Nayara .NY disse...

Resta o egoísmo,
de todas as doenças,
a pior.
Vivemos aguardando o momento crucial, que fará sua extinção. Enquanto isso, vivemos nossas vidas, em sacrifício de nós por nós mesmos.

Azoth disse...

Um bem haja Diana.

Sem dúvida que sim, também partilho da mesma ideia.

Azoth disse...

Um bem haja Nayara.

O egoismo, eu até diria, a fonte de todas as doenças.

Azoth disse...

Caro Rogério.

Este é um dos assuntos que ganhamos mais em praticá-lo que intelectualizá-lo, pois, neste momento não possuímoss a totalidade das ideias que permitam à razão tecer a ideia da lição que tem de ser vivida.

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