"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

O Valor da Palavra

Se foi por vontade própria ou se foi instigado pelos barões e cavaleiros do condado, é algo que poderá nunca se vir a saber, o que é facto é que O Infante Afonso Henriques desde cedo manifestou desejo de independência face a Afonso VII, seu primo, Rei de Leão e Castela.

Antes da Batalha de São Mamede, no ano de 1128, onde O Infante Afonso Henriques venceu sua Mãe, D. Teresa, já ocorriam no condado algumas escaramuças revolucionárias. Tal, fez que Afonso VII Invadisse o condado, impedindo, ou melhor dizendo, adiando a guerra civil que estava preste a rebentar no mesmo.

Na sua marcha vitoriosa, o Rei de Leão, tendo rendido outros castelos e povoações, chega a Guimarães e sitiou o castelo onde se encontrava o Infante e os sues apoiantes da causa independentista.

Depois de alguma resistência, concluíram que não teriam hipóteses face ao cerco das tropas de Leão, rendendo-se. Desta rendição lavraram um acordo, onde os Barões e Cavaleiros Portucalenses deram a palavra em nome do Infante que daí em diante ele seria um vassalo da coroa Leonesa, tendo Ficado o Cavaleiro Egas Moniz, conhecido para a história como o “Aio”, por ter sido o tutor de Afonso Henriques, como o fiador desse contrato.

Tal pacto não chegou a serenar os ânimos entre O Infante e a sua mãe e no ano seguinte, o seu exército e o exército de D. Teresa enfrentam-se na batalha de São Mamede. Com a sua vitória, O Infante Afonso Henriques assumiu o comando de condado, logo se esquecendo, mais os seus vassalos, do acordo estabelecido com o Rei de Leão.

Painéis da Estação de São Bento – Porto - retratando a situação


Mas Egas Moniz não se esqueceu do que jurara e da palavra que dera. Conhecido pela sua Lealdade, Honra e Coragem, Dirigiu-se a Afonso VII seguido da sua mulher e filhos. Diante do Monarca, descalço e com uma corda ao pescoço, pediu para resgatar com a sua morte o não cumprimento do acordo e a sua palavra nunca traída.

Afonso VII, conta a história que enfurecido, deixou-se vencer pelo acto daquele Cavaleiro e perdoou-o, deixando-o seguir livre, sem lhe cobrar a deslealdade o que era o mais importante para um Cavaleiro.


Bibliografia: “História de Portugal – Vol I “ Alexandre Herculano

6 comentários:

Sandra S. disse...

Adorei a história, não conhecia ! ;) Já li alguma coisa de Alexandre Herculano, não muita...pretendo voltar a lê-lo em breve ! ;)


Um beijinho grande*
ps: gosto das cores do blog *__*

PEQUENINA disse...

Antes de mais agradeço a visita ao meu blog.. peço desculpa por não ter vindo antes agradecer! ;)
Alexandre Herculano escreve alguns contos infantis sobre a história de Portugal para crianças. Acho que de uma forma simples e com uma linguagem adequada aos mais pequenos, a mensagem é transmitida e eles ficam a perceber e gostam! :)

Acho que vou voltar! ;)

Azoth disse...

Olá Sandra
Volte sempre e boas leituras.

Azoth disse...

Olá Pequenina.
Obrigado pela visita.
Bem que as nossas crianças necessitam de aprender acerca deste grande Portugal.
Volte sempre.

rogerio franco disse...

A história é sempre feita pelos valores opostos. De um lado a Lealdade, Honra e Coragem, que figuras interessantes têm. Por outro lado, a agressividade, mentira e outras características do mal, protagonizadas por figuras históricas, fica guardada na memória colectiva. Os que estão algures pelo meio de vez em quando "levantam-se", e apelam a uns e outros. Será que o caminho está traçado (?), ou podemos alterá-lo? Será que nos conseguiremos colocar num |intervalo| de valores que tornem possível uma harmonia na sociedade? Grande exemplo de honra e coragem de Egas Moniz, muito acima da média nessa escala.

ELEMENTOS disse...

coloquei um item do seu blog no meu facebbok

http://www.facebook.com/profile.php?ref=profile&id=1136766305#!/photo.php?pid=2271821&id=1136766305

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin