"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Um olhar sobre a evolução

Quando era pequeno, as conchas dos bivalves despertavam em mim certa curiosidade. Perguntava-me nessa altura, como é que aqueles pequenos seres, sem “inteligência”, conseguiam construir para si tais estruturas, todas elas tão delicadas, delineadas, com figuras tão complicadas e simultaneamente tão simples, sendo tão diversificadas entre as várias espécies.

Se tentarmos compreender o como e o porquê da construção de tal estrutura e ainda, tentarmos compreender a sua evolução ao longo do tempo, certamente vamos concluir que não só é difícil chegar a essa compreensão como também à compreensão de como se formam todas as estruturas que surgem na natureza.

O homem já “atirou para o ar” várias teorias que tentam dar resposta a tal processo, mas nenhuma delas ainda foi demonstrada e neste campo predominam palavras como Supõe-se, Provavelmente, Partindo do princípio, etc. para marcar o início de uma actividade ou manifestação, sem no entanto se encontrar a resposta satisfatória do porquê e do como inicial. Um exemplo fácil de compreender desta situação é o big-bang, muito bem, todo o universo surgiu de um ponto que explodiu, expandindo-se, somos até capazes de compreender, mas o que existia antes do ponto? O que gerou tal explosão? O vazio pode explodir? Será que o vazio existe realmente? São estas perguntas que formam o limite actual do conhecimento cientifico.
Actualmente, de tão positivista que a ciência se tornou, parece que existe uma barreira que qualquer cientista teme ultrapassar, com o receio de ser olhado com descrédito pelos seus colegas. Entre estes cientistas, no entanto vão surgindo alguns que já se atrevem a colocar hipóteses tais como a existência de universos paralelos, sistemas de várias dimensões, etc. para tornar “lógicos” determinados resultados teóricos a que chegam, independentemente se as suas hipóteses são ou não correctas. No entanto, vale o seu esforço para mostrar aos outros que não devem temer um “mundo” que está para além desse limite e que está repleto de lendas criadas por quem nunca se aventurou em tais mares. Não há muito tempo contavam-se lendas acerca dos monstros que habitavam no mar, ou sobre o fim da terra que existia para além do horizonte marítimo, no fundo, medos e temores levantados por uma falsa ideologia vigente que impediram o homem de se aventurar na epopeia marítima. Mas como nessa altura, também hoje a vontade cresce e chega sempre uma altura que tais barreiras não são mais suficientes para conter o ímpeto humano e então este homem novo avança pelos “mares nunca antes navegados” como Camões um dia escreveu.

(…)

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http://sites.google.com/site/opuscosmos/

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