"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Sobre a natureza Humana

Varuna montando Makara

“Permitam-me definir o que se quer dar a entender em ocultismo pela palavra “Homem”. O “Homem” é aquele ser no universo, em qualquer ponto do universo onde se encontre, em que o mais elevado Espírito e a Matéria mais inferior e grosseira se uniram por meio da Inteligência, constituindo assim um Deus manifestado, que, através do ilimitado futuro que tem ante si, vencerá no final todos os obstáculos que se lhe apresentem. O “Homem” não é necessariamente a forma que no presente vêis, visto que pode ter um milhão de formas. O “Homem” significa aquele ser em quem o Espírito e a Matéria deram as mãos, onde ambos se colocaram de acordo ou se estão colocando de acordo, onde se estão equilibrando, onde no final o Espírito venceu ou vencerá a Matéria.

Nos escritos ocultos emprega-se a palavra “Homem” para descrever a todos aqueles seres em quem concorrem estas condições. Esta Palavra não está limitada a nós, que somente somos uma pequena raça da grande Hierarquia humana. Para demonstrar a posição que o “Homem” ocupa na evolução e que esta posição é a intermédia que acabo de descrever, H.P.B. disse que cada ser neste universo já passou, ou deve passar pelo reino humano; se se encontra mais além do mesmo, deve ter passado por ele; se não o alcançou, terá que o alcançar no futuro. Esta passagem através do reino humano não está limitada a este globo e a esta raça.

O “Homem” é o campo de batalha entre a Matéria e o Espírito e cada ser deve, como Yudhishthira, ter a sua Kuruskshetra (*) e vencer, antes que possa entrar no seu reino divino. Tal é o “Homem”.”


(*) Referência à grande batalha narrada no grande épico da Índia, o Bhagavad Gita. Este texto é uma alegoria relativa à luta entre a verdadeira essência humana e tudo o que a desvirtua, entre o Espírito e a Matéria, o Eu superior e o eu animal, entre as Virtudes e os vícios, etc…
Yudhishthira é Ansião dos Pandavas (a tribo que representa o verdadeiro homem) e o seu líder, representa o Ego mais elevado e todas as suas qualidades.
Kuruskshetra é o campo de batalha que simboliza todos os terrenos onde esta batalha se trava, seja na vida, na Terra, no corpo humano etc.


A Genealogia do Homem
Annie Besant

Fraternidade



“Não pode haver paz no mundo sem que haja paz nos nossos próprios corações. Antes que o mundo possa ser organizado numa base de Fraternidade e para que possa manter essa organização, necessitamos ter em nós mesmos o espírito da Fraternidade. Este, em realidade, não precisa ser cultivado, brotará natural e espontaneamente do nosso interior quando sejamos livres dos nossos modos erróneos de pensar e de sentir. Se tivéssemos nós a inocência da criança, sentíríamo-nos atraídos por tudo o que há de belo na vida.”

N. Sri Ram

A procura da Verdade


“No acto de estar erguido como uma lança que avança contra o vento através da névoa, mais além do conhecido, reside o filósofo. Filósofo significa o apaixonado da Verdade, o apaixonado da Sapiência, aquele que põe todas as coisas por baixo da busca dessa Sapiência. Um apaixonado talvez não seja um ser de todo inteligente, mas está convencido que vai chegar à meta a que se propôs, alguém nobre que trata com todas as suas forças de alcançar aquilo que se vislumbra mais além.”

“O despertar do Homem interior”
Jorge Angel Livraga

Discípulo



A lâmpada brilha quando, ao queimar, o pavio e o óleo estão limpos. Para limpá-los é necessário um limpador. A chama não sente o processo de limpeza. “Os ramos de uma árvore são sacudidos pelo vento; o tronco permanece imóvel”.

A Voz do Silêncio
H. P. Blavatsky

Um olhar sobre a evolução

Quando era pequeno, as conchas dos bivalves despertavam em mim certa curiosidade. Perguntava-me nessa altura, como é que aqueles pequenos seres, sem “inteligência”, conseguiam construir para si tais estruturas, todas elas tão delicadas, delineadas, com figuras tão complicadas e simultaneamente tão simples, sendo tão diversificadas entre as várias espécies.

Se tentarmos compreender o como e o porquê da construção de tal estrutura e ainda, tentarmos compreender a sua evolução ao longo do tempo, certamente vamos concluir que não só é difícil chegar a essa compreensão como também à compreensão de como se formam todas as estruturas que surgem na natureza.

O homem já “atirou para o ar” várias teorias que tentam dar resposta a tal processo, mas nenhuma delas ainda foi demonstrada e neste campo predominam palavras como Supõe-se, Provavelmente, Partindo do princípio, etc. para marcar o início de uma actividade ou manifestação, sem no entanto se encontrar a resposta satisfatória do porquê e do como inicial. Um exemplo fácil de compreender desta situação é o big-bang, muito bem, todo o universo surgiu de um ponto que explodiu, expandindo-se, somos até capazes de compreender, mas o que existia antes do ponto? O que gerou tal explosão? O vazio pode explodir? Será que o vazio existe realmente? São estas perguntas que formam o limite actual do conhecimento cientifico.
Actualmente, de tão positivista que a ciência se tornou, parece que existe uma barreira que qualquer cientista teme ultrapassar, com o receio de ser olhado com descrédito pelos seus colegas. Entre estes cientistas, no entanto vão surgindo alguns que já se atrevem a colocar hipóteses tais como a existência de universos paralelos, sistemas de várias dimensões, etc. para tornar “lógicos” determinados resultados teóricos a que chegam, independentemente se as suas hipóteses são ou não correctas. No entanto, vale o seu esforço para mostrar aos outros que não devem temer um “mundo” que está para além desse limite e que está repleto de lendas criadas por quem nunca se aventurou em tais mares. Não há muito tempo contavam-se lendas acerca dos monstros que habitavam no mar, ou sobre o fim da terra que existia para além do horizonte marítimo, no fundo, medos e temores levantados por uma falsa ideologia vigente que impediram o homem de se aventurar na epopeia marítima. Mas como nessa altura, também hoje a vontade cresce e chega sempre uma altura que tais barreiras não são mais suficientes para conter o ímpeto humano e então este homem novo avança pelos “mares nunca antes navegados” como Camões um dia escreveu.

(…)

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