"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Primavera


Belo, sublime, harmonioso, áureo é este texto escrito por Victor Hugo. Um excelente mote para o novo ano que começa.
Assim como a vida que agora irrompe da natureza aparentemente morta e que a anima, tal Fénix que renasce, assim devem ser as nossas acções cheias de luz vivificadora que animem esta civilização que tende para a sua morte.

"O Regresso da Primavera"

William Adolphe Bouguereau



“ O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem o trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro fabrica a luz; o coração produz o amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pelas lágrimas. A razão convence; as lágrimas comovem.

O homem é capaz e todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio enaltece.

O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia significa força; a preferência representa o direito.

O homem é um génio; a mulher um anjo: o génio é imensurável; o anjo indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher é a virtude extrema. A glória faz tudo o que é grande; a virtude faz tudo o que é divino.

O homem é um código; a mulher um evangelho. O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um oceano; a mulher é um lago. O oceano tem a pérola que adorna; o lago a poesia que deslumbra.

O homem é uma águia que voa; a mulher o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.

O homem é um templo; a mulher é o sacrário. Frente ao templo curvamo-nos; frente ao sacrário ajoelhamo-nos.

Enfim: o homem está colocado onde termina a terra. A mulher onde começa o céu.”

Victor Hugo

2 comentários:

Maria Isabel Rosete disse...

Primavera (s)

Cruzam-se os olhares,
Na paz perpétua
De um saudoso beijo.

Não há mais revolta.
Paira a serenidade,
A tranquilidade intranquila
De todos os desejos.

Tudo se move,
No seu ritmo certo,
Absolutamente certo.

O desfiladeiro,
Não apavora mais
Os olhares inquietos.

O mar,
Enrola-se na areia,
Ao som do canto das sereias.

Na paz dos Anjos,
Se acalentam as tempestades,
Fatigadas,
Do seu peregrinar.

Os segredos
Da vida e da morte,
Já não se ocultam mais.

Os corações despertos,
Estão aí,
Preparados para todos os re-começos.

Eleva-se,
A singela nudez
Dos corpos em comunhão,

A pura leveza
Dos olhares,
Que já não são pálidos,

O riso das crianças,
De olhos claros,
Que a alegria espalham
Por todos os lugares.



A Paz
Torna-se visível,
Perceptível,
Até para os vistos míopes.

O Amor permanece,
No seu devido lugar,
Mesmo que incerto.

A Felicidade regressa,
A todas as almas,
Outrora despedaçadas.

Cantamos,
Sem dor,
Todas as dores.
E o sofrimento torna-se leve.

Isabel Rosete
12/03/08

Azoth disse...

Bonito poema.
Transparece sentimento e entendimento.
Obrigado pela visita.

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