"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Achas para a fogueira


Anta da cerqueira - Sever do vouga - Aveiro
Foto de: Azoth e Phtah


Terão tido os nossos ancestrais que construíram as antas e ergueram os menires, uma “mentalidade de pedra”?

Menir - Almendres- Évora
Foto de: Azoth e Phtah


É nos dito na Escola que as antas e os menires são monumentos funerários. Mas será tal afirmação verdadeira? Bem, na realidade não se sabe, supôs-se que sim. Tal como em muitos outros casos, a limitação ideológica dos arqueólogos levou-os a optar pela ideia mais fácil, túmulos e lápides, ponto final.

Pois bem, aqui fica uma acha para a fogueira.

Tudo o que é manifesto é polar, ou seja, tudo na natureza manifesta-se ou por uma potência negativa ou por uma potência positiva criando-se entre estes dois pólos um fluxo e refluxo de energia.
As estruturas manifestas mais complexas são formadas por várias “camadas” que alternam a polaridade entre si, sendo a “camada” física sempre a mais externa e a mais fácil de perceber. Neste momento, a estrutura mais complexa à superfície da terra é o Homem, consideremo-la como exemplo. A ideia que é o Homem, manifesta-se na terra sob a forma de mulher (potencia negativa) e sob a forma de homem (potencia positiva). Importante, não confundir negativo com “mal”, deve-se imaginar sim como os pólos de uma bateria eléctrica.
As ditas “camadas” que formam o homem, considerando apenas as mais exteriores são: a física, a emocional e a mental. Tomando a mulher como exemplo, e tendo em conta o que escrevemos anteriormente, a “camada” física da mulher é negativa, a emocional positiva e a mental volta a ser novamente negativa. Para que fique mais clara qual é a ideia de negativo e positivo diremos que: uma potência negativa é passiva, receptora, contractiva, etc. ao passo que uma potência positiva é activa, dadora, expansiva, etc. No homem as polaridades são inversas à da mulher.

Mas retomemos o tema das antas e menires, embora a breve descrição anterior tenha sido necessária para uma melhor compreensão do tema proposto.

No nosso planeta Terra, por sua vez também existem locais com potenciais notoriamente negativos e outros com potenciais notoriamente positivos, estabelecendo-se entre eles um fluxo de energia. O que têm de especial este locais? Respondendo de uma forma muito sucinta, os locais positivos, como são expansivos, irradiam esta energia em todo o seu redor, vitalizando todas as estruturas que se encontrem na sua imediação. Os locais negativos, como são contractivos, são como portais de entrada para o interior, ou seja, facilitam introspecções, etc.

As antas, estruturas com uma arquitectura notoriamente feminina, pois são a representação do aparelho reprodutor feminino, estão construídas em pontos onde o potencial terrestre é negativo. Por sua vez, os menires, estruturas notoriamente masculinas estão construídas em locais maioritariamente positivos. A própria arquitectura da construção não é ao acaso, por exemplo, o facto de uma anta se assemelhar ao órgão reprodutor feminino, vai de encontro à lei física que nos diz que duas cargas do mesmo sinal criam um campo eléctrico maior do que aquele criado por apenas uma delas individualmente, assim, a arquitectura da estrutura megalítica serve como um amplificador das potências do local.

Assim sendo, atirando a nossa acha para a fogueira, dizemos que, a ideia inicial que os nossos ancestrais traçaram para estes monumentos nunca foi a de serem utilizados como túmulos mas sim, para o caso das antas, locais de práticas xamânicas, ao passo que os menires, irradiando vitalidade, potenciavam o crescimento dos vegetais que cresciam nos campos agrícolas em seu redor.

Azoth

(tema disponivel brevemente no site http://sites.google.com/site/opuscosmos/)

2 comentários:

Isa from Aveiro disse...

Parabéns por tratar de temas tão interessantes e de forma tão elucidativa.

lumenamena disse...

Artigo muito bem elaborado,com bastante conhecido em causa.
Concordo em todos os pontos vitais, entre os pólos.
É necessário existir essa diferença, própria da polaridade.

Abraços!

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