"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

A Nova Idade Média

Uma Breve reflexão acerca do estado actual da civilização

Carl Jung dizia o seguinte:

“ O artista é o intérprete dos segredos da alma e do seu tempo sem o desejar, como os verdadeiros profetas, e por vezes de uma forma inconsciente, como se fosse um sonâmbulo. Ele imagina que as suas afirmações provêm de si mesmo, mas na verdade é o espírito do tempo que fala pela sua boca, e se aquilo que ele diz existe é porque esse espírito age.”

Todos já notámos que desde umas épocas para cá, aquilo que hoje se chama de arte tem se vindo a distanciar-se de ideias que envolvam a Beleza e a Harmonia, dos arquétipos gloriosos que se manifestam nas fases de ouro da civilização. Não se escrevem, pintam ou tocam hinos a feitos heróicos. O amplo foi substituído pelo particular, o expansivo pelo contractivo e basta entrarmos numa galeria de arte e olharmos para as obras expostas que imediatamente sentimos um aperto na alma, que resulta do predomino de um traço agudo, caótico, de cores contrastantes e “berrantes” etc. Deixou-se de representar os Sentimentos superiores e vigoram cada vez mais a tentativa de expressão de emoções inferiores, tais como o medo, angústia, sedução e por aí adiante.
Algo semelhante passa-se na música. Deixámos de ter orquestrações sinfónicas, melódicas e harmoniosas. Agora os instrumentos parecem que travam lutas entre si numa orquestra, tentando se sobressair e não cooperando. As orquestrações actuais reflectem a individualidade animalesca e indomável de cada instrumento, como se uma fera fosse incitada a grunhir pelo seu amestrador em vez de mostrar a sua atitude domada, cooperando gentilmente com o ser que a ensinou a ser algo mais.
A escultura! Que ideias se talham hoje na pedra ou noutro qualquer material? Penso que nem vale a pena apresentarmos aqui mais exemplos, porque de certeza que já sentimos que o belo, o superior e o harmonioso não o são.
Isto é o que os “nossos profetas vaticinam”. Como eles são visionários e como Jung descreve na perfeição o comportamento do artista. Actualmente, conscientemente ou inconscientemente, todos eles retratam nas suas obras o Outono civilizacional, dando óbvios indícios da proximidade de uma nova Idade Média ou quem sabe, já do seu do seu decurso.

A totalidade do artigo encontra-se disponível para download no site:

http://sites.google.com/site/opuscosmos/

Primavera


Belo, sublime, harmonioso, áureo é este texto escrito por Victor Hugo. Um excelente mote para o novo ano que começa.
Assim como a vida que agora irrompe da natureza aparentemente morta e que a anima, tal Fénix que renasce, assim devem ser as nossas acções cheias de luz vivificadora que animem esta civilização que tende para a sua morte.

"O Regresso da Primavera"

William Adolphe Bouguereau



“ O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem o trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro fabrica a luz; o coração produz o amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pelas lágrimas. A razão convence; as lágrimas comovem.

O homem é capaz e todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio enaltece.

O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia significa força; a preferência representa o direito.

O homem é um génio; a mulher um anjo: o génio é imensurável; o anjo indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher é a virtude extrema. A glória faz tudo o que é grande; a virtude faz tudo o que é divino.

O homem é um código; a mulher um evangelho. O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um oceano; a mulher é um lago. O oceano tem a pérola que adorna; o lago a poesia que deslumbra.

O homem é uma águia que voa; a mulher o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.

O homem é um templo; a mulher é o sacrário. Frente ao templo curvamo-nos; frente ao sacrário ajoelhamo-nos.

Enfim: o homem está colocado onde termina a terra. A mulher onde começa o céu.”

Victor Hugo

Pintura a óleo

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Saxofone

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Achas para a fogueira


Anta da cerqueira - Sever do vouga - Aveiro
Foto de: Azoth e Phtah


Terão tido os nossos ancestrais que construíram as antas e ergueram os menires, uma “mentalidade de pedra”?

Menir - Almendres- Évora
Foto de: Azoth e Phtah


É nos dito na Escola que as antas e os menires são monumentos funerários. Mas será tal afirmação verdadeira? Bem, na realidade não se sabe, supôs-se que sim. Tal como em muitos outros casos, a limitação ideológica dos arqueólogos levou-os a optar pela ideia mais fácil, túmulos e lápides, ponto final.

Pois bem, aqui fica uma acha para a fogueira.

Tudo o que é manifesto é polar, ou seja, tudo na natureza manifesta-se ou por uma potência negativa ou por uma potência positiva criando-se entre estes dois pólos um fluxo e refluxo de energia.
As estruturas manifestas mais complexas são formadas por várias “camadas” que alternam a polaridade entre si, sendo a “camada” física sempre a mais externa e a mais fácil de perceber. Neste momento, a estrutura mais complexa à superfície da terra é o Homem, consideremo-la como exemplo. A ideia que é o Homem, manifesta-se na terra sob a forma de mulher (potencia negativa) e sob a forma de homem (potencia positiva). Importante, não confundir negativo com “mal”, deve-se imaginar sim como os pólos de uma bateria eléctrica.
As ditas “camadas” que formam o homem, considerando apenas as mais exteriores são: a física, a emocional e a mental. Tomando a mulher como exemplo, e tendo em conta o que escrevemos anteriormente, a “camada” física da mulher é negativa, a emocional positiva e a mental volta a ser novamente negativa. Para que fique mais clara qual é a ideia de negativo e positivo diremos que: uma potência negativa é passiva, receptora, contractiva, etc. ao passo que uma potência positiva é activa, dadora, expansiva, etc. No homem as polaridades são inversas à da mulher.

Mas retomemos o tema das antas e menires, embora a breve descrição anterior tenha sido necessária para uma melhor compreensão do tema proposto.

No nosso planeta Terra, por sua vez também existem locais com potenciais notoriamente negativos e outros com potenciais notoriamente positivos, estabelecendo-se entre eles um fluxo de energia. O que têm de especial este locais? Respondendo de uma forma muito sucinta, os locais positivos, como são expansivos, irradiam esta energia em todo o seu redor, vitalizando todas as estruturas que se encontrem na sua imediação. Os locais negativos, como são contractivos, são como portais de entrada para o interior, ou seja, facilitam introspecções, etc.

As antas, estruturas com uma arquitectura notoriamente feminina, pois são a representação do aparelho reprodutor feminino, estão construídas em pontos onde o potencial terrestre é negativo. Por sua vez, os menires, estruturas notoriamente masculinas estão construídas em locais maioritariamente positivos. A própria arquitectura da construção não é ao acaso, por exemplo, o facto de uma anta se assemelhar ao órgão reprodutor feminino, vai de encontro à lei física que nos diz que duas cargas do mesmo sinal criam um campo eléctrico maior do que aquele criado por apenas uma delas individualmente, assim, a arquitectura da estrutura megalítica serve como um amplificador das potências do local.

Assim sendo, atirando a nossa acha para a fogueira, dizemos que, a ideia inicial que os nossos ancestrais traçaram para estes monumentos nunca foi a de serem utilizados como túmulos mas sim, para o caso das antas, locais de práticas xamânicas, ao passo que os menires, irradiando vitalidade, potenciavam o crescimento dos vegetais que cresciam nos campos agrícolas em seu redor.

Azoth

(tema disponivel brevemente no site http://sites.google.com/site/opuscosmos/)

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