"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Pedra Filosofal


“Também chamada de “pó de projecção”. É a Magnum Opus dos Alquimistas, um objecto que tem de ser obtido por eles a todo o custo, uma substância que possui o poder de transmutar os metais inferiores em puro ouro. Misticamente, contudo, a Pedra Filosofal simboliza a transmutação na inferior natureza animal do homem na superior e divina.”


Glossário Teosófico
H. P. Blavatsky

Vencer os desejos

O texto seguinte encontra-se disponível na sua totalidade na coluna do lado direito na secção de downloads – textos. Aconselho a sua leitura, pois é uma mais valia para todos, mesmo para aqueles a quem estes temas nada lhes dizem. Vale a pena o tempo que empregarem na sua leitura, de certeza que não se vão arrepender.


1. Veículo do desejo

(…)
O veículo de desejos está constituído por matéria astral ou seja a do plano astral imediatamente superior ao físico. Esta matéria, assim como a física, existe em sete estados que têm entre si a mesma relação que os subestados da matéria física sólido, líquido, gasoso e os estados etéricos. Assim como o corpo físico contém em si estes vários subestados de matéria física, também o corpo astral contém os vários subestados de matéria astral.
Cada um destes subestados consta de agregações mais ou menos grosseiras ou finas e a obra de purificação astral, a mesma que a física, consiste em substituir o grosseiro pelo fino. Ademais, os subestados inferiores de matéria astral servem principalmente para a manifestação dos desejos baixos, ao passo que os estados superiores vibram como resposta aos desejos convertidos em emoções pela intervenção da mente. Os subestados inferiores servem de meio para a força atractiva dos baixos desejos que se inclinam para os objectos de prazer, e quanto mais baixo seja o desejo, mais grosseiras serão as agregações de matéria que melhor os expressam.
(…)


2. Conflitos entre o desejo e o pensamento

(…)
Centenas de vidas estabeleceram e vigorizaram o hábito de apetecer e desfrutar, ao passo que esta está em vias de estabelecimento e por isso, é débil o hábito de resistir a um prazer presente a fim de evitar uma dor futura. De aqui que na luta entre a natureza kármica e o pensador sofra este durante um longo tempo uma série de fracassos.
A novata mente vê-se sem cessar vencida no seu combate com o veterano desejo; mas como a cada vitória deste segue uma dor duradoura depois de transcorrido o prazer, surgem novas forças hostis que vão debilitando as forças do inimigo. Assim, cada derrota do pensador é uma semente de uma futura vitória e diariamente aumenta as suas forças ao passo que diminuem as do desejo. Se compreendermos isto claramente, já não nos perturbarão as nossas caídas nem as daqueles a quem amamos, porque sabemos que estas caídas asseguram a futura firmeza e que na matriz do penar está madurando o futuro vencedor.
O conhecimento do bem e do mal nasce da experiência e unicamente pode afirmar-se por meio da prova. O sentimento do justo e do injusto, hoje congénito no homem civilizado, é a resultante de inumeráveis experiências.
(…)


3. A mais valia de um ideal

(…)
Quem habitualmente vive na presença de um alto ideal tem por armas contra os baixos desejos o amor ao seu ideal. A vergonha de rebaixar-se na sua presença, o anseio de parecer-se com o objecto da sua adoração e a marcha da sua mente pela senda dos nobres pensamentos. Os baixos desejo vão perdendo assim a sua virulência por incompatibilidade com a índole predominante no pensador, até que morrem incapazes de respirar tão puro e claro ambiente. Em vista dos nocivos resultados que a critica história produziu em algumas mentes, convém advertir que a mais valia do ideal de Cristo, do ideal de Buda, do ideal de Krishna, etc., não sofrem depreciação alguma por disparidade de datas históricas ou deficiências na comprovação da autenticidade de este ou daquele manuscrito. Poderão não ser alguns relatos historicamente verdadeiros, mas sim o são pela sua ética e vitalidade. Pouco importa que aquela ou a outra situação aconteceu ou não na vida física do instrutor, desde que seja, como é, profundamente verdadeira a reacção de tão ideal carácter em tudo o que lhe rodeia. As escrituras sagradas do mundo inteiro representam feitos espirituais, sejam ou não historicamente verdadeiros os incidentes físicos.
(…)


4. Purificação do desejo

(…)
Já vimos o quão muito se pode fazer na purificação do veículo do desejo e a adorante contemplação do ideal, segundo acabámos de expor, é um potentíssimo meio de purificar o desejo. Os maus desejos vão-se extenuando até morrerem por inacção à medida que alimentamos e fortalecemos os bons. O esforço para repudiar os maus desejos vai acompanhado do pensamento firme de não consentir que se concretizem em acto. A vontade restringe a má obra, mesmo que o desejo chame a obrar ao que instigam os baixos desejos, despoja gradualmente da sua força atractiva aos objectos que antes nos bajulavam.

“Os objectos de sensação abandonam o abstinente morador do corpo”
Bhagavad Gitâ II, 59.
(…)


Do Livro: “Um estudo Sobre a consciência”
Annie Besant

Filosofia


“Para Platão, a Filosofia é a Música que a alma faz na procura da verdade, música que salta todas as barreiras dos nossos medos e egoísmos. Filosofia é amor à sabedoria e esta a alma e luz de todos os processos da natureza e da mente humana.Nas civilizações antigas a Filosofia não é, como hoje, uma especialização do conhecimento humano mas o seu fundamento, a matemática dinâmica da alma, da natureza e, portanto, a estrutura viva de toda a ciência e saber. Os programas educativos das Escolas de Filosofia, como a Academia de Platão, o Liceu de Aristóteles ou a Escola Estóica tendiam para o despertar e desenvolvimento do princípio luminoso da razão na alma humana. E, também, uma formação do carácter dos discípulos para poderem enfrentar a vida com valentia e inteligência, conhecendo a mecânica desta mesma vida e deste modo não serem seus escravos, mas sim seus donos. As Escolas de Filosofia eram, portanto, as que outorgavam a mestria na arte de viver, dando ao humano a sua dimensão verdadeira e quase divina. No Egipto estas Escolas receberam o nome de «Casas da Vida» porque eram oficinas de forja das almas e da conduta.”

Nova Acrópole - Portugal

Amor


“O que distingue particularmente o homem é o amar mesmo aqueles que erram e descaminham. Tal amor nasce logo que tu realizas que eles são teus irmãos; que eles andam a tropeçar por ignorância, e não por vontade própria; que dentro de pouco tempo ambos já não serão; e, sobretudo, que tu mesmo não ficaste magoado porque a tua razão-mestra não ficou minimamente pior do que era.”

“Meditações” - Marco Aurélio António

Marco Aurélio António

Marco Annio Vero, o futuro imperador de Roma, nasceu em 26 de Abril de 121 a.D. durante o reinado do Imperador Adriano. O pai, Annio Vero, era um nobre romano, e o avô, com o mesmo nome, tinha sido Prefeito da Cidade e, por três vezes, Cônsul. Ambos os pais morreram ainda novos e, depois da morte do pai, Marco foi adoptado pelo avô, de quem ele fala com caloroso afecto e respeito.

Os anos da infância foram felizes, e de estudo; uma série de tutores dos mais competentes tomaram conta da sua educação e treinaram-no nas doutrinas da filosofia estóica; e embora a sua saúde não fosse nunca muito robusta, gostava de montar a cavalo, caçar, lutar, e de jogos de ar livre. Quando tinha dezassete anos, o Imperador Adriano morreu e sucedeu-lhe Aurélio António (vulgarmente conhecido como António Pio), cuja mulher era uma tia de Marco chamada Faustina. Não tendo filhos varões, António adoptou o jovem sobrinho de sua mulher, mudou-lhe o nome para Marco Aurélio António, nomeou-o seu sucessor e prometeu-o em casamento à sua filha Faustina. O grau de felicidade que Marco encontrou neste casamento é, e continuará por ventura a ser, um enigma.

Os cronistas contemporâneos deliciam-se a relatar pormenorizadamente histórias da despudorada licenciosidade da mulher, e afirmam que ela era tratada com uma indulgência censurável por um marido de longe bom demais para ela. Contudo, as provas de tudo isto são duvidosas; e o certo é que, quando ela morreu, trinta anos mais tarde, Marco sofreu com a sua perda. Ela dera-lhe cinco filhos que ele amava apaixonadamente; mas a morte roubou-lhe sucessivamente todos eles, à excepção do inútil Cómodo, que viveu o suficiente para suceder ao pai.

Dos dezassete aos quarenta anos, como companheiro próximo e colega de António, Marco entregou-se à aprendizagem das artes de governo e à preparação para os seus futuros deveres de imperador. Nesses anos a majestosa imensidão da pax romana, mantida pela administração imperial, estendeu-se a toda a Europa Ocidental e do Sul, ao Norte de África, à Ásia Menor, à Arménia e à Síria. Mas muito do fardo da governação deste vasto domínio centrava-se na pessoa do próprio imperador; e quando António morreu, em 161, caiu sobre Marco uma enorme e pesada responsabilidade. Contrariando os desejos do Senado, levou consigo para o trono, como colega, Lúcio Vero, o outro filho adoptivo de António; e, pela primeira vez, Roma assistiu ao espectáculo de dois imperadores. Quase simultaneamente, os longos anos de serenidade imperial chegaram ao fim. Uma peste espalhou-se desastrosamente por todo o mundo ocidental. Inundações destruíram grandes quantidades de cereal em Roma, obrigando Marco a vender as jóias reais para aliviar o sofrimento dos seus súbditos famintos. A juntar à ansiedade da peste e da fome, ele encontrou-se a braços com sinais de guerra. A paz foi quebrada pelo fragor das armas; nas fronteiras orientais, bandos de ferozes homens tribais do Marcomanni (“homens das marcas”), Quadi, e Sarmati invadiram a raia numa série de tentativas determinadas de penetrar nas defesas do Império. Perante esta ameaça, Marco deixou Roma em 167 para assumir pessoalmente o comando das suas legiões depauperadas no Danúbio. Em 169 Vero morreu, e durante a maior parte dos treze anos seguintes Marco ficou só no seu posto.

Durante um curto intervalo foi chamado à Ásia, onde o comandante das tropas, Avídeo Cássio, se revoltou e se fez proclamar imperador. Mas Cássio foi assassinado por dois dos seus oficiais; e, como é característico de Marco, quando aqueles lhe trouxeram, a cabeça decepada, ele recuou e recusou recebê-los. Ordenou que todos os papéis de Cássio fossem queimados por ler, e tratou os rebeldes com clemência. Durante esta expedição ao Oriente, a sua mulher Faustina, que o acompanhara, morreu; e Marco voltou para o Danúbio para retomar a tarefa de suster a maré invasora da barbárie. Aí, por entre os pântanos enevoados e as ilhas fumegantes daquela melancólica região, ele buscava consolo para as suas horas de solidão e exílio na redacção das suas Meditações. Anos de trabalho árduo e conflito tinham-lhe exaurido o espírito; estava cansado da vida, e, nas suas próprias palavras, «à espera da saída para o retiro». Quando, por fim, uma doença infecciosa o atacou, ele ainda se arrastou alguns dias, vindo a morrer em 17 de Março de 180, com cinquenta e nove anos de idade e dezanove de reinado. «Não chorai por mim,» foram as suas últimas palavras, «pensem antes na pestilência e na morte de tantos outros».”

InMeditações”

Versão portuguesa baseada na tradução inglesa do original, com o título MEDITATIONS, de autoria de MAXWELL STANIFORTH

Edição da Penguin Books

O Real e o Irreal

Tomando como mote o tema da Realidade abordado numa Aula da Nova Acrópole, aqui fica mais uma passagem do livro escrito pela Dra. Annie Besant, Estudo sobre a consciência”

“A transmutação da consciência em auto-consciência acompanha o reconhecimento de uma distinção que mais tarde chega a diferenciar o objectivo ou real (no sentido ocidental da palavra) do real ou imaginário. Para a alforreca, a anémona-do-mar, a hidra, a luz do sol, o soprar do vento, as ondas e as correntes, a areia e os alimentos que afectam a periferia dos seus tentáculos não são “reais”, senão que apenas registam mudanças de consciência, o mesmo acontece com o corpo humano de um bebé.

"Narciso"-Caravaggio

Disse registar e não reconhecer, porque em estados tão inferiores de evolução não é possível a observação, a análise e o juízo. Estes seres não têm todavia suficiente consciência de “outros” para serem conscientes de “si mesmos”, sentem as mudanças, como se apenas ocorressem dentro do círculo da sua mal definida consciência. O mundo externo cresce em “realidade” à medida que a consciência se vai separando dele e se dá conta da sua própria separação, transmutando-se um vago “sou” num definido “eu sou”.
.

À medida que esta auto-consciência ou ego acrescenta gradualmente o sentimento de separação e distingue entre as alterações do seu interior e o contacto com os objectos exteriores, coloca-se em disposição de passar à etapa imediata em que relaciona as alterações interiores com os diversos contactos exteriores. Então, o desejo de prazer muda em definitivo para objectos que provocam prazer, seguido por pensamentos com o propósito de alcançá-los, que determinam esforços para possui-los quando estão à vista e agarrara-los quando estão à mão, com a conseguinte evolução gradual do veiculo exterior de maneira a organizá-lo para o movimento, perseguição e captura do objecto apetecido.

O desejo do que não se tem, conduz à procurar e o êxito ou o fracasso imprimem na consciência em evolução a diferença entre os seus desejos e pensamentos (de que sempre é ou pode ser consciente) e os objectos externos que vão e vêm sem relação com ela, desconcertantes e inadequados aos seus sentimentos que distingue como “reais”, com existência própria que ela não pode subjugar e que a afectam sem ter em conta os seus gostos ou as suas repugnâncias.


"Eolo"

No presente estado de evolução, o homem normal identifica-se todavia com este centro cerebral de auto-consciência de vigília, ou seja, a consciência operante no sistema cérebro-espinal, reconhece o seu ego distinto tão só no plano físico, isto é, em seu estado de vigília. Neste plano é definidamente auto-consciente e distingue sem vacilar entre si mesmo e o mundo exterior, entre os seus pensamentos e as aparências externas. Daqui que no plano físico e tão somente neste plano, os objectos externos sejam para ele “reais”, “objectivos” “estranhos a si mesmo”.

Nos planos astral e mental, o homem normal é consciente, mas não auto-consciente. Reconhece as alterações levadas a cabo no seu interior, mas não distingue todavia entre as iniciadas por si mesmo e as produzidas pelos contactos exteriores, nos seus veículos astral e mental. Para ele tudo são alterações interiores. Daqui que o homem comum chame de “irreais”, “subjectivos” ou “internos” aos fenómenos de consciência ocorridos nos planos suprafisicos (onde todavia não está definidamente estabelecida a consciência. Considera o homem comum os fenómenos astrais e mentais como resultantes da sua imaginação, ou seja, como formas criadas por ele e não como efeitos dos contactos recebidos pelos seus veículos astral e mental dos mundos exteriores, mais subtis, mas tão “reais” e “objectivos” como o mundo físico externo. Significa isto que ainda não está suficientemente evoluído para alcançar a auto-consciência em ditos planos e objectivar neles. Por agora só é capaz de sentir as alterações de consciência; sendo o externo do mundo astral e mental simplesmente um campo dos seus desejos e pensamentos. É verdadeiramente um bebé nos planos astral e mental.”

O Homem actual

“Os Atlantes tinham os sentidos muito mais desenvolvidos que os Lemurianos, sobre tudo a vista e o ouvido; mas o paladar, ainda que mais activo que o dos seus predecessores, não estava todavia muito desenvolvido, o que lhes tornava toleráveis e mesmo apetecíveis os alimentos rudes e grosseiros, preferindo os de odor penetrante, como o da carne em decomposição, aos mais delicados manjares, que lhes pareciam insípidos. O seu corpo não era muito sensível ao dano e as feridas graves não lhes causavam dor nem os extenuavam, nem tão pouco as extensas mutilações incapacitavam o sujeito, sanando rapidamente.

"Atlante"
Desenho RosaCruz

O resto da raça Lemuriana que ainda existe, assim como os mais numerosos Atantes, evidenciam hoje relativa insensibilidade à dor e suportam sem grande moléstia feridas que deitariam ao chão um homem da Quinta Raça. Conta-se que um índio Norte-Americano continuou lutando depois de lhe ter sido arrancado parte de um musculo e ao fim de quinze horas retornou ao campo de batalha. Esta característica corporal da Quarta Raça permite aos selvagens resistir com calma e recomporem-se de torturas que deixariam em síncope nervoso ao homem da Quinta Raça.



Estas diferenças resultam fundamentalmente do desenvolvimento do átomo permanente que constitui o núcleo do corpo físico. Na Quinta Raça raiz existe um maior manancial de vida descendente, que determina o maior desenvolvimento do átomo permanente que se lhe acrescenta à medida que este se desenvolve. Sempre que se avança na evolução há uma crescente complexidade de forças vibratórias no átomo físico permanente e análogo incremento no átomo astral bem como no mental. À medida que os nascimento acontecem, os átomos permanentes atraem a si, do seu plano respectivo, os novos corpos mental, astral e físico. Resulta que quanto mais evoluídos estejam ditos átomos, de melhor qualidade e grau será a matéria que do seu plano atraem, com a qual construirão um mais delicado aparato nervoso, pelo qual pode fluir um sempre crescente caudal de consciência. Desta maneira constrói-se o delicado e organizado sistema nervoso do homem da Quinta Raça onde a diferenciação interna das células nervosas é mais notória e onde também existem muito mais intercomunicações. Geralmente falando, a consciência do homem da Quinta Raça actua no plano astral e retira-se do corpo físico, excepto na consciência relativa ao sistema nervoso cérebro-espinal.



O governo dos órgãos vitais do corpo fica sob a responsabilidade do sistema simpático, educado durante imenso tempo para cumprir a sua obra e recebe impulsos de centros astrais, sem a deliberada atenção da ocupada consciência, mesmo sendo à partida sustentado por ela. Nos indivíduos mais evoluídos da Quinta Raça, os principais impulsos da consciência vêm do mundo mental e através do astral actuam no físico, onde estimulam a actividade nervosa. Tal é a aguda e subtil consciência inteligente, movida em grande parte por ideias que por sensações, mostrando-se mais activa nos centros mentais e astrais do cérebro que nos relacionados com os fenómenos sensoriais e motores.

Os órgãos sensitivos do corpo da Quinta Raça são menos activos e agudos que os da Quarta para responder a contactos puramente físicos. O olho, o ouvido e o tacto da quinta raça não respondem a vibrações que teriam afectado os órgãos sensitivos da Quarta Raça. Também é de notar que estes órgãos têm a sua máxima agudeza na primeira infância e que a partir dos seis anos de idade vão diminuindo a sensibilidade. Por outro lado, quanto menos agudos são para receber contactos puramente sensitivos, fazem-se mais sensíveis às sensações impregnadas de emoção, às delicadezas da cor e do som, à natureza, à arte, estas todas afectam-no com maior eficácia. A superior e mais eficaz organização dos centros sensitivos do cérebro e do corpo astral, parece que acrescenta sensibilidade à cor, forma e som e decresce na resposta às sensações em que não intervém a emoção.


Antelope Canyon

O corpo da Quinta Raça é muito mais sensível aos choques que os da Terceira e da Quarta por estar mais “inundado” de consciência. Uma comoção nervosa, sente-a com maior intensidade um corpo da Quinta Raça. As amputações cirúrgicas não se confinam só à laceração dos músculos e ao arrancar dos tecidos, propagam-se também a perigosos choque nervosos, pois o superior e organizados sistema nervoso transmite a mensagem de angústia aos centros cerebrais, de onde se transfere ao corpo astral, cuja consciência perturba e transtorna com a subsequente desordem mental. A imaginação exalta-se, a memória estimula ao desgosto e o galope dos impulsos mentais intensifica e prolonga as sensações, que por sua vez excitam o sistema nervoso, cuja reacção nos órgãos vitais produz transtornos fisiológicos como a depressão da vitalidade que demoram em recuperrar-se.


"Jardim das Delicias"
Bosch

De igual modo, as condições mentais influenciam poderosamente o mais evoluído corpo da Quinta Raça, como também a ansiedade, os sofrimentos mentais e o tédio despontam tensão nervosa, perturbando rapidamente as funções orgânicas, conduzindo à debilidade e à enfermidade. De aqui vem que a força mental e a serenidade de ânimo favorecem directamente a saúde física. As perturbações emotivas e mentais desequilibram mais facilmente a saúde que quaisquer privações infligidas ao corpo físico. O evoluído homem da Quinta Raça vive fisicamente no seu sistema nervoso.”



“Estudo Sobre a Consciência”
Annie Besant

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