"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

A Mónada - Vontade de Viver


“ “Primeiramente é a chispa de uma chama.”Oh! Gurudeva. Percebo uma chama. Vejo inumeráveis chispas inseparadas que brilham nela”. A chama é o primeiro Logos e as inseparadas chispas são as mónadas, porque são as células germinais do seu corpo que tomaram prontamente vida no universo iminente. Movidas por esta Vontade, as chispas participam da alteração chamada “o engendramento do filho” e passam em seguida para o seio do segundo Logos e moram nele. Depois de receberem do terceiro Logos a “individualidade espiritual” .
Mas a Mónada no entanto ainda não possui “das outras Mónadas” o conhecimento que necessita para adquirir por reacção o conhecimento do “Eu”. Os três aspectos de consciência que lhe pertencem, por participar na vida do Logos, estão ainda “virados para dentro” infundidos, adormecidos e alheados do “exterior” como participantes da Consciência Universal.
Os Excelsos Seres das hierarquias criadoras despertam as Mónadas para a vida “exterior”. A Vontade, a Sabedoria e a actividade descem ao conhecimento do “exterior” e adquirem uma vaga percepção de “outras”, enquanto “outras” têm sentido num mundo onde todas as formas se interfundem e interpenetram e cada uma chega a ser “um individual Dhyan Choan distinto dos outros”.

Na primeira etapa, quando as Mónadas estão inseparadas , como células germinais do seu corpo, a Vontade, a Sabedoria e a actividade estão latentes nelas, mas não se manifestam. A vontade de manifestação do Logos é também, mesmo que inconsciente, a vontade das Mónadas. O Logos é consciente por si e conhece o seu objecto e o seu caminho; as Mónadas, ainda não conscientes, têm, como partes do corpo do Logos, a energia do movimento da sua vontade, que em breve será a sua própria vontade individual de viver, que as coloque em condições possíveis de uma vida com consciência separada derivada da sua consciência universal anterior. Isto conduz as Mónadas à segunda etapa na vida do segundo Logos e depois ao terceiro. Mais tarde, já relativamente separadas, as hierarquias criadoras comunicam-lhes, ao despertá-las, a “vaga percepção das outras Mónadas” e do “Eu”, ao que sucede a adição de uma percepção mais clara do “Eu” das outras Mónadas. Esta é a “vontade individual de Viver” que as conduz a mundo mais densos onde seja possível o aperfeiçoamento da percepção.

A evolução do “Eu” individual tem origem na actividade livremente elegida pela Mónada. Estamos neste mundo por causa da “vontade de viver” pois “nenhuma outra vontade nos compele”.
Em todo o lado na natureza observamos esta vontade de viver, esta ânsia da mais plena manifestação de vida. A semente enterrada no solo, brota ansiosa de luz. O botão aprisionado dentro do cálice, quebrando a sua prisão estendendo-se aos beijos do Sol. O pinto que rompe a casca. Por todo o lado, a vida deseja manifestar-se e as potências estão sedentas de actualização. Vede o pintor, o escultor, o poeta cujo génio criativo ferve em suas mentes. Criar, para eles, é o mais delicado prazer, o mais intenso sabor de sublime deleite. Todos são exemplos da omnipresente natureza da vida, começando pelo Logos, no génio ou na criatura efémera de um dia. Todos gozam da alegria de viver e ao multiplicar-se acrescentam a sua vida. Da vontade de viver dimanam a expressão, brotar, desapego e incremento da vida culminadas na felicidade do Ser.”

Estudo Sobre a Consciência
Dra. Annie Besant

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin