"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Da ignorância ao Amor


“A constatação da ignorância conduz ao Amor ou à busca do que nos falta.
Um duplo caminho surge-nos pela frente: aquele que consiste em não assumirmos os nossos erros, ignorâncias, a permanecer pedantes, egocêntricos e a justificar-nos, querendo provar, ou aquele que consiste em aceitar o que somos e a decidir que é necessário fazer alguma coisa para avançar.

É a constatação do que nos falta que permite fazer nascer o Amor. No inicio, esta tomada de consciência exprime-se como um sofrimento perante a ausência de uma dimensão superior da qual sentimos nostalgia. A introspecção a que nos leva a exortação conduz-nos ao fundo de nós próprios, à descoberta socrática que apenas sabemos que nada sabemos, mas também à descoberta da nossa necessidade de Amar e de procurar a sabedoria. É este re-conhecimento que nos leva a sair da ignorância.

Esta nova inquietação leva-nos da ignorância à filosofia ou Amor pela Sabedoria. A ignorância segundo Sócrates, não consiste em não saber mas em continuar a ignorar o que sabemos que ignoramos. Podemos ignorar a ignorância sob pena de não conseguir aprender. Ignorar a ignorância, segundo Sócrates, é a mais terrível das doenças. O nosso verdadeiro inimigo interior é o que nos incita a resignar-mos à ignorância com fatalismo, a renunciar a desenvolver uma necessidade profunda de mudança interior, a renunciar à sua própria capacidade de transformação, é já estar morto.

A instar da obra ao negro dos alquimistas, Sócrates convida-nos a descer ao fundo de nós próprios e a encontrar a nossa própria matéria prima essencial que, embora submersa e recoberta de escórias das nossas dúvidas e medos é a pedra adamantina, matriz da nossa consciência luminosa.”


“A sabedoria de Sócrates”
Fernand Schwarz

Modo de acção



“(...) esse é um dos maiores erros dos Homens; sabem como fazer as coisas, mas, chegando o momento, realizam-nas como não soubessem. Como vês, o problema não está em saber mais, mas em viver o que se sabe. (...)”


"O Alquimista"
Jorge Angel Livraga

Os Motivos Ocultos do Desespero


“No fundo há perguntas, formas de sede e de fome essencial que continuam a torturar-nos e que nos provocam um princípio de desespero.”
(...)
“Há uma grande necessidade de saber de onde vimos, o que somos realmente e para onde vamos, se é que vamos para algum lugar.”
(...)
“Se pensarmos que não vamos a lugar algum, se não há bem, se não há mal, se não há prémio, se não há castigo, se não há nada, então seria indiferente a maneira como vivemos. E se não venho de nenhum lugar, então , que importância tenho eu e que importância têm os meus pais, a minha família, ou qualquer relação humana?

É obvio que, para cortar as raízes desta arvore de desespero, é necessário conhecermo-nos a nós próprios, saber quem somos, de onde vimos e para onde vamos. Faz-nos falta também conhecer as leis universais da Natureza, por exemplo, a Lei da Causa Efeito, chamada no Oriente de Karma: Saber que todas as coisas são causas daquelas que se seguirão e efeitos daquilo que estava anteriormente. Assim, nada neste universo seria casual mas tudo estaria entrelaçado e teria uma razão de ser.”
.....
(...)
“(...) esses versos, essas musicas, essas vozes estranhas que nos ditam coisas que inclusivamente, desconhecemos, de onde vêm?”
(...)
“A perda de contacto com esse mundo maravilhoso – mundo superior mágico . é o que nos cria os estados de desespero interior. É a sensação de não ter feito no mundo o que se pretendia fazer, é a sensação de vazio dentro do coração.”
(...)
“Os homens podem viver com pouco ou praticamente nenhum dinheiro, mas não podem viver sem esperança.”
(...)
“O temor de demonstrar o nosso amor tirou-nos o direito à esperança.”


“O Despertar do Homem Interior”
Jorge Angel Livraga

Cortesia

Humildemente, escrevo as palavras que consegui tecer, de forma a plasmar o ensinamento que um Mestre Transmitiu.

“ A Cortesia é o embelezamento do acto, que respeitosamente, generosa e humildemente realizamos, que conduz à felicidade e ao bem-estar de quem o recebe.”

Que a Luz sempre reine no coração da Humanidade.

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