"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Saber Julgar




“Encontram-se, muitas vezes, nas paredes das prisões, legendas interessantes, formulas, versos e inscrições que nos esclarecem o espírito e nos orientam os sentimentos de bondade e clemência. Conta-se que, certa vez, o Rei Mazim, senhor da rica província de Korassã, foi informado que um presidiário hindu escrevera palavras mágicas na parede da sua cela. O rei Mazim chamou um escriba diligente e hábil e determinou-lhe que copiasse todas as letras, figuras, versos ou números. Muitas semanas gastou o escriba para cumprir, na integra, a ordem extravagante do Rei.(..)

(Assim partiu o escriba em viagem)

(Quando Regressou) Diante do pedido do monarca, disse o sábio:

- Eis os versos escritos por um dos condenados:
A felicidade é difícil porque somos muito difíceis em matéria de felicidade.Não fales da tua felicidade a alguém menos feliz que tu.Quando não se tem o que se ama é preciso amar o que se tem.

Eis um problema escrito na parede da cela de um condenado:
Tenta colocar 10 Soldados em cinco filas, tendo cada fila 4 Soldados.

A seguir o sábio leu a seguinte lenda:
« Conta-se que o jovem Tzu-Chang se dirigiu um dia ao grande Confúcio e perguntou-lhe:- Quantas vezes, ó esclarecido filósofo, deve um juiz reflectir antes de sentenciar?Respondeu Confúcio:- Uma vez hoje; dez vezes amanhã.Assombrou-se Tzu-Chang ao ouvir as palavras do sábio. O conceito era obscuro e enigmático.- Uma vez será o suficiente – elucidou com paciência o Mestre – quando o juiz, pelo exame da causa, concluir pelo perdão. Dez vezes, porém, deverá o magistrado pensar, sempre que se sentir inclinado a lavrar sentença condenatória.E concluiu com a sua incomparável sabedoria:- Erra, por certo, gravemente, aquele que hesita em perdoar; erra, entretanto, muito mais ainda aos olhos de Deus, aquele que condena sem hesitar.»"

"O Homem que sabia contar"
Malb Tahan

1 comentário:

EDUARDO disse...

um enorme abraço


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