"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

O Amor



“ Segundo Ficino, em De amore II, «o amor começa pela beleza e termina com o prazer.» Esta função de mediador do Amor corresponde à definição dada por Platão no Banquete, a saber que «o Amor é o Desejo despertado pela Beleza». Se a Beleza não for a origem, o Desejo por si só não seria Amor, mas uma paixão animal; enquanto que só a beleza, sem qualquer ligação com a paixão, seria apenas uma entidade abstracta que não provocaria o Amor. Apenas a força revigorante do Amor pode conseguir unir os contrários, se o Amor contempla o todo.
Por outro lado, o prazer pode ser visto como uma alegria, o objectivo único do filósofo, que ele deve conquistar através da contemplação do todo Outro.”

Isabelle Ohmann e Fernand Schwarz

O Simbolismo Esotérico-Astrológico da Última Ceia
Jorge Angel Livraga / Delia Steinberg Guzmám

2 comentários:

HugoBenjamim disse...

Corrija-me se estiver enganado, mas acho que, quando no texto é referida a "beleza", trata-se da simpatia que a pessoa em questão nos disperta.

Não é?!

Bem, obrigado pela visita no meu blog!
Cumprimentos virtuais!

Azoth disse...

Boa tarde.

A sua pergunta é de todo válida.

Uma das chaves que julgo que podemos utilizar para interpretar o texto é colocarmos em mente que a beleza e o desejo estão sobre o mesmo eixo vertical e que a beleza possui na sua essência a mesma matéria que o desejo possui, estando a beleza para o desejo, como um diamante está para a grafite.
O Amor, é esse eixo, aquele que une o homem ao Divino, às ideias mais perfeitas, aquelas que Jung chamou de arquétipos. É o meio que o ser atravessa para Ser. O verdadeiro Amor, em contacto com essas ideias mais sublimes, infunde o sentimento de beleza no homem. Temos de ter também em consideração que, o verdadeiro sentido da palavra beleza encontramo-lo nos clássicos, que a associavam ao centro, à proporção harmónica do todo, ao ponto, que embora não seja a alma é o anseio da mesma, sendo este drama representado no mito de Eros e Psique.
Parece confuso associar-se o amor ao desejo, mas o desejo, é elo inferior do amor, aquele que toca o homem, a seta de Cúpido, aquilo que nos leva a desejar a coisa amada. De uma forma mais velada, o povo fez chegar esta lição até nós quando diz que “aquele que feio ama, bonito lhe parece”.

Espero que lhe tenha esclarecido da dúvida, com a minha interpretação do texto.
Obrigado eu pela sua visita.
Um abraço.

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