"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

A Queda

"Narciso"
Caravaggio


O Homem olhava para o horizonte. Aquela estreita linha que ao longe estabelecia a fronteira entre o céu e a terra, teria sido o seu inicio e iria ser o seu fim.Abraçando um fogo que descia do céu, na quietude, aguardava pelo sol nascente. A aurora fez-se chegar e ao brilho do azul celeste, no branco que vestia, saudava os primeiros raios que desciam pelas encostas do tempo, filho de uma vontade superior e de um desejo de ser.


Nesse tempo, era ele um eixo do plano, sobre o qual as estrelas confirmavam o seu corpo e por isso mesmo, com o lápis da mente pintava no círculo celeste histórias secretas que apenas o amor podia compreender.


O mesmo horizonte onde o seu interior tinha o início impeliu-o a caminhar a seu encontro. Deixando para trás as colunas que sustentavam o seu templo, desceu as encostas do monte onde se encontravam os Deuses.


De tanto caminhar sobre o espaço, chamou o mesmo espaço de infinito. Tanta foi a obra que encontrou que o sol, pouco a pouco, começou a erguer-se por trás de nuvens e a sua alma, pela paixão, sucumbida pela magia dos sentidos, encontrou no corpo temporal a ilusão da esperança, o brilho efémero e do inicio, apenas se recordava de uma fosca luz.


O vento erodia-lhe o corpo, a água arrastava-o nas suas correntes o fogo queimava-o e a terra sepultava-o, pois o mundo parecia-lhe infinito, infinito de mais para se recordar do sentido da sua busca, do seu inicio e do seu fim.

O Caminho


“ Foi a Filosofia que me ensinou a depender mais da minha consciência do que dos juízos dos outros; a estar sempre atento, não ao mal que de mim se diz, mas a não dizer ou a não fazer eu próprio o mal.”

"Discurso Sobre a Dignidade do Homem"
Pico de la Mirandola

Rei e Poeta



Por receio de quem espia
Com muita inveja a roer
Não veio naquele dia,
P’ra assim traída não ser
P’la luz que no rosto explende,
P’las jóias A tilintar,
E pelo perfume do âmbar
A que o corpo lhe rescende:
É que ao rosto, com o manto,
Tapá-lo inda poderia,
E as jóias, entretanto,
Facilmente as tiraria
Mas a fragância do encanto
P’ra ocultá-la, que faria?

al-Mu’tamid

Poema que consta nas «Mil e uma noites»

Al-Mu’tamid foi Rei e Poeta do Ândalus. Nasceu em Beja no ano de 1040 no mês de Dezembro e nessa mesma cidade passou a sua infância. Veio a falecer em Marrocos, em Outubro do ano de 1095, prisioneiro dos Almorávidas. A sua vida foi um verdadeiro conto das Mil e uma Noites, com um fim Dramático. Deixou-nos vários poemas que podem ser encontrados no livro de onde o anterior foi retirado; “Al-Mu’Tamid” – Adalberto Alves.

Voz do Ser

Nós, possuidores de uma tecnologia de ponta, senhores de um conhecimento que nos capacita de tratar o semelhante como indígena e inculto, não somos mais que o vazio ornamentado com jóias. Hoje, estamos bem lá no alto para invalidar a mensagem daqueles poucos que ainda falam com a Natureza e com esses, continuamos a não partilhar de coração aberto o nosso, pois aquilo que nos têm para dar não brilha com a luz do sol que os nossos olhos captam. Sejamos humildes, pois o presente que estes homens nos oferecem é o Sol que ilumina o Ser, a raiz do sol que faz o céu azul, Celeste.



“É melhor ter menos trovões na boca e mais raios nas mãos.”
Apache

“seremos conhecidos para sempre pelas pegadas que deixarmos”
Dakota

“Quando mostramos respeito a todas as coisas vivente, elas respondem com respeito perante nós.”
Arapaho

“O nosso primeiro professor é o coração”
Cheyenne

“não existe a morte, apenas mudança de mundos”
Duwamish

“Não podes acordar uma pessoa que finge estar a dormir.”
Navajo

“Se um Homem for sábio como um serpente, pode se dar ao luxo de ser tão inofensivo como uma pomba.”
Cheyenne

“tudo o que o poder faz, fá-lo em circulo.”
Lakota

“um Homem faminto irá comer com os lobos.”
Oklahoma

“Um sapo não bebe o charco onde ele habita”
Sioux

“Não deixes que o ontem te roube muito tempo ao presente.”
Cherokee

“Caminha com cuidado na Primavra; A Mãe Natureza está grávida.”
Kiowa

A Aurora

Der Kleine Morgen, Hamburg, 1808
Philipp Otto Runge

"Runge concebeu o quadro como parte de um ciclo sobre as quatro estações entendidas como as «quatro dimensões do Espírito criado». A manhã representa «a Iluminação sem limites do universo», a noite (o sol negro na extremidade inferior do quadro «a destruição sem limites da existência na origem do universo». A luz é simbolizada pela açucena, e os três grupos de crianças «remetem para a Trindade»"

Alquimia & Místicismo
Alexander Roob

O Amor



“ Segundo Ficino, em De amore II, «o amor começa pela beleza e termina com o prazer.» Esta função de mediador do Amor corresponde à definição dada por Platão no Banquete, a saber que «o Amor é o Desejo despertado pela Beleza». Se a Beleza não for a origem, o Desejo por si só não seria Amor, mas uma paixão animal; enquanto que só a beleza, sem qualquer ligação com a paixão, seria apenas uma entidade abstracta que não provocaria o Amor. Apenas a força revigorante do Amor pode conseguir unir os contrários, se o Amor contempla o todo.
Por outro lado, o prazer pode ser visto como uma alegria, o objectivo único do filósofo, que ele deve conquistar através da contemplação do todo Outro.”

Isabelle Ohmann e Fernand Schwarz

O Simbolismo Esotérico-Astrológico da Última Ceia
Jorge Angel Livraga / Delia Steinberg Guzmám

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