"Somos como águias enjauladas; mas mesmo por detrás das grades podemos olhar os céus expansivos e extrair inspiração de uma estrela." Pensamentos para aspirantes- Sri Ram

Ser Paciente


"O tolo enraivecido que pensa triunfar usando linguagem ofensiva é sempre vencido por aquele cujas palavras são pacientes."

H.P. Blavatsky

Sobre Deus

“Eu não sei o que é Deus quando me perguntam; mas se não me perguntam o sei admiravelmente”

Reflexão anónima citada por Jinarajadasa

Natal

O Natalis Solis Invicti era uma festa romana que se celebrava no solstício de inverno, próximo do dia 21 de Dezembro, em honra do nascimento do Sol interno.

Se a partir desta quadra, exteriormente os dias ficam maiores, onde pouco a pouco a luz vai ganhando tempo à noite, interiormente, quando o Sol nasce no coração do Homem e começa a iluminar os campos do seu ser, da sua personalidade, começa a revelar-se o caminho da Vontade, do Amor e da Inteligência que é o caminho da concretização de si mesmo.

Este Sol é conhecido como o Sol da meia-noite e no microcosmos que é o homem, toma o nome de Verdadeiro Eu, a verdadeira essência.

Aos nossos dias chegou a festa que todos nós conhecemos por Natal onde se celebra o dia do nascimento de Christos (palavra grega). Na linguagem dos Mistérios Chrestos era um candidato ou um neófito e Christos um iniciado. Christ é uma expressão mística para o Deus interior do Homem, ao passo que chrest é a natureza ainda não regenerada. Christ ou Cristo pode ser associado a Dionísio, Osíris ou Krishna, que irá encarnar em Chrest: a Humanidade, ou o Prometeu grego; através das provas de uma vida ou de vidas.



Este despertar interior, este nascimento do Sol que ilumina a alma, esta aurora divina que ilumina a pedra cúbica é a verdadeira festa que se comemora nesta quadra. Uma festa de jubilo e esperança, porque enquanto assim for o Homem compreenderá que possui o Deus em si, compreenderá que ele mesmo é um fino fio de luz que foi emanado do Criador.

Para todos aqueles que se questionam sobre qual é o sentido da vida, a resposta é: despertar o Sol interno. Não há nenhuma prova da vida, não há nenhuma dificuldade ou problema, que não seja para despertar a consciência que ainda está adormecida para este amanhecer.

A Sociedade pode dividir-se em 3 partes: Inocentes, Discípulos e Iniciados. Nos inocentes reside a quase totalidade da humanidade. Existem os inocentes por natureza, crianças toda a vida, onde a falta de consciência torna amena a imputabilidade das suas acções, mas a maioria dos homens que constitui esta parte é inocente porque leva a vida a julgar que a comanda e no entanto não é mais que um brinquedo das suas mesmíssimas acções. A sua inocência fá-los crédulos no comodismo dos dogmas e a eles se submetem como um cão a seu dono. Oh Homem, não sabes que foste criado para conhecer e transmutares-te?

Os Discípulos são poucos. Por vontade própria quebraram os grilhões que os prendiam na caverna da existência e olhando para si mesmos questionaram-se: Quem eu sou? E na demanda desta resposta caminham em direcção ao amanhecer, humildemente dizendo:”Só sei que nada sei.”

Os Iniciados, talvez no mundo se contem pelos dedos de apenas uma mão, não sei. Estes Homens um dia foram Inocentes e Discípulos mas hoje assistem diariamente ao nasce do sol  interno. Estes são os Christos, os Osiris, Os Budas, os Krishnas, não só os portadores da Luz, mas aqueles cujos corpos são a própria imagem da Luz.

Boas Festas

Tempo

Caríssimos(as)

Um Bem-haja

Outros projectos têm ocupado o meu tempo e esse desvio de atenção tem provocado um certo estado de letargia neste blog.

 Vejo-me aqui a reflectir e reparo que mesmo na simples desculpa anterior podemos encontrar uma grande verdade, uma grande lição ou um grande mistério. A vida de algo existe na medida em que sobre esse algo se exerça uma certa atenção, uma certa consciência.

Ao Tempo dedicam-se estas linhas. Ao passado, ao presente e ao futuro, que poderá ser o nosso, o de uma cidade, o de um país ou do mundo, tanto dá, porque quando se manifesta uma verdade ela se aplica ao todo e não à parte. Eis que nos questionamos se existe algum fio que una todas as contas, ou todos os momentos da nossa história.

Existe uma grande Lei, tudo nasce, atinge o apogeu e morre e do pó se ergue um novo inicio. A linha da história é extensa demais para se ver tanto o início como o seu fim, ilusoriamente é uma recta ao olhos do vulgo, mas adquire a forma real, curva, aos olhos do sábio.


Assim, a serpente, ou Ophis, morde ou engole a própria cauda o Ouroborus, símbolo da ciclicidade do Tempo, do contínuo renascer, da contínua morte. E no símbolo da serpente encontramos a chave do sucesso do caminho, não fosse Ophis (palavra grega que significa serpente) um anagrama de Sophi(a), Sabedoria. Diz o discípulo, eu sou um Filosofo, um amante da sabedoria, aquele que luta para conhecer o caminho, aquele que verdadeiramente caminha.

Cumprimentos Fraternos :.

Raízes


“Os Povos são como árvores; necessitam de mergulhar firmemente as suas raízes na terra do seu passado para poderem resistir aos embates dos ventos da História e erguerem-se verticais em direcção ao porvir coroado de flores e frutos.”

Jorge Angel Livraga – Fundador da Nova Acrópole

Aforismos de Confúcio


"Hoje em dia não espero encontrar um santo, mas se conseguir encontrar um cavalheiro, ficarei muito satisfeito."

Confúcio

A Ciência da Vida

Conferência

Nas instalações da Nova Acrópole Aveiro, dia 24 de Setembro pelas 21h
Por: João Ferro
(Eng. Físico e Formador da Nova Acrópole)
Entrada Gratuita


Será que a vida é uma questão de química, do encontro acidental de certos elementos e da sobrevivência do mais apto para um ambiente particular, o que é chamado de selecção natural?”

Será  que a vida possui uma natureza que em muito transcende o que é visto no visível biológico, com uma inteligência inerente à sua natureza, que organiza e usa o material disponível e, ao assim fazer, manifesta um fragmento da sua potencialidade?"

Sri Ram

Mistérios da Consciência


"Sendo a sensibilidade a própria natureza da consciência, a medida ou grau de sensibilidade é a medida daquilo que existe, isto é, de todas as coisas. O universo está formado de tal modo que o sujeito emana para o objecto, sendo o objecto a coisa a conhecer e o sujeito o conhecedor ou a consciência que conhece; com sorte a capacidade de conhecer está na medida daquilo que terá de ser conhecido. Não podemos decidir quanto pode abarcar a consciência, que profundidade pode alcançar, quanto pode experimentar. A sua incapacidade deve-se em parte ao veículo e em parte às limitações criadas pela sua falta de percepção."

Sri Ram

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